quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Dream or Nightmare?

Capítulo 5:

Tentei fazer com que Harry não me visse. Desviei das pessoas, passei por baixo da bandeja que o garçom carregava, mas não deu muito certo, ele derrubou todos os copos de água em cima de mim. Pra minha sorte os copos eram de plástico, mas não pude evitar um grito. Com isso todos olharam para a "situação". Harry chegou perto e viu que eu estava no chão, claro que ele não perdeu a oportunidade.
Garçom: Eu sinto muito senhorita, mas a senhorita passou debaixo da bandeja.
Meredith: Tudo bem, a culpa foi minha, não precisa se desculpar.
Harry: Está tudo bem com você Mere?
Meredith: Não me chama assim que eu não gosto. E sim eu estou bem.
Harry: Eu sei que você não gosta quando te chamam de Mere. Você nunca gostou - disse ele me ajudando a levantar.
Meredith: Mas agora me responde, o que você veio fazer aqui de novo? Por acaso minha mãe te convidou de novo?
Harry: Não, mas eu vim aqui pra você me esclarecer uma coisa. Aquela coisa - disse ele levantando as sobrancelhas.
Meredith: Que coisa? - disse eu nervosa - Não sei de nenhuma coisa. Não tenho nada pra falar com você, eu nem deveria estar falando com você.
Harry: Vamos conversar, por favor, eu preciso saber o porquê de você me odiar tanto - ele pediu com uma cara tão doce que eu fiquei com dó e cedi.
Meredith: Eu não te odeio, não odeio ninguém. Mas eu aceito conversar com você, mas por favor, eu preciso comer alguma coisa e tomar banho, e avisar minha mãe, porque eu não quero conversar com você no meu quarto, ela iria querer ouvir tudo. A gente pode conversar em um lugar escondido, não gosto de chamar atenção, e você sabe que andando com você eu iria chamar atenção. E nós não podemos ir juntos.
Harry: Eu não entendo porque você odeia tanto chamar atenção.
Meredith: Tanto faz se você entende ou não. Fala um lugar.
Harry: O banheiro de deficientes do aeroporto.
Meredith: Pelo que eu estou vendo você não quer só conversar, se é que me entende - e dei uma piscadinha com um sorriso, ele devolveu o sorriso.
Harry: Safadinha, hahaha brincadeira. Já que você não gostou da ideia de irmos para o banheiro, nós podemos ir em um beco, ou no meu quarto de hotel.
Meredith: Isso, podemos ir para o seu quarto, assim o risco de nos verem juntos é menor. Os paparazzi não podem ir até o seu quarto. E nem os funcionários do hotel podem dar essa informação.
Harry: Pelo que eu estou vendo é você que não quer somente conversar, safadinha - ele sorriu e me fez gargalhar.
Meredith: Ai, pára de me chamar de safadinha. Mas que horas mais ou menos?
Harry: Você decide, depende do tempo que você demora pra comer, se arrumar...
Meredith: Então podemos nos encontrar às 11h. Tudo bem pra você?
Harry: Sim, toma aqui o endereço do meu hotel. Quando chegar na recepção é só falar que eu te chamei. Eu vou deixar avisado com os funcionários.
Meredith: Tudo bem, agora eu vou comer porque estou quase desmaiando. Depois a gente se vê, e não conta pra ninguém.
Harry: Pode deixar - e me abraçou. Nesse momento um cara tirou uma foto de nós dois e nenhum de nós viu.

terça-feira, 30 de outubro de 2012


Dream or Nightmare?

Capítulo 4:

Meredith: Que voz de homem? Não tem nenhum homem aqui.
Clarice: Me engana que eu gosto. Fala logo, quem é o homem que está com você?
Meredith: Tudo bem, eu conto, mas não fica brava comigo. É o Harry, mas ele não está comigo, só veio me perguntar uma coisa.
Clarice: Você está mentindo. Conta logo.
Meredith: Tá, eu conto. Ele perguntou se eu queria dividir o táxi com ele e eu não pude responder porque estou falando com você - Harry tomou o celular da minha mão.
Harry: Mas eu prometo que não vou fazer nada de errado moça. 
Clarice: Meu nome é Clarice. Eu deixo vocês dividirem o táxi. Mas com uma condição.
Harry: Qual?
Clarice: Você paga a corrida até o hotel e fica aqui com a gente. Tudo bem?
Harry: Por mim tudo bem.
Clarice: Ok. Espero você saqui na frente do hotel.

Minha mãe passou o endereço do hotel para mim. Depois eu e Harry ficamos esperando um táxi. Não sei porque, mas ele não parava de olhar pra mim, e o pior é que ele não dizia nada. Eu já estava ficando irritada com aquilo e acabei tratando ele mal, mas eu não podia fazer nada, ele me fez um mal imenso no passado e eu não sei se posso perdoar ele por isso.

Meredith: Porque você fica olhando pra mim toda hora? Tô cagada? Então vem limpar minha bunda. Ou você tá com algum problema?
Harry: Calma estressadinha. Não precisa me tratar mal só porque você está menstruada.
Meredith: Quem disse que eu estou menstruada? 
Harry: Deve estar, porque fica me tratando mal só porque eu estou te olhando.
Meredith: E qual o motivo de você ficar me olhando?
Harry: É que eu acho que te conheço. Mas não sei de onde.
Meredith: Você não me conhece, eu nem sou daqui, não tem como você me conhecer. Pode parar com isso.
Harry: Clama, porque você ficou nervosa? - então ele se lembrou de onde me conhecia - Já sei de onde eu te conheço. Você estudou comigo quando a gente tinha uns 6, 7 anos. Você é a Mary, Mirna, Meredith? Isso, você é a Meredith não é?
Meredith: Não, meu nome nem é Meredith.
Harry: É sim, eu te conheço, você era minha amiga lá na escola. E é claro que você lembra, por isso que você ficou nervosa quando esbarrou em mim. Você não queria que eu lembrasse de você por quê?
Meredith: Pára com isso Harry, aí o táxi chegou, vamos entrar logo e parar de discutir. Depois a gente conversa sobre esse assunto. Talvez outro dia.
Harry: Tá, mas você não vai escapar de me contar. Eu sei em que hotel você fica. Vou atrás de você.
Meredith: Tá, tá. Não fala comigo. Eu quero ficar quieta lendo meu livro.
Harry: Ok, eu fico quieto, não vou te atrapalhar, mas você sabe que eu não vou desistir de descobrir essa história.
Chegando na frente do hotel lá estava minha mãe, nos esperando com uma cara muito sorridente e antes que o táxi parasse ela já chegou abrindo a porta do táxi, eu quase caí e como sempre, olhei com cara feia pra ela, mas deixei passar, acho que ela só queria falar com Harry Styles. 
Clarice: Oi, oi. Vamos entrando. Harry sinta-se em casa. Meredith nossas malas já estão no nosso quarto, vamos subindo.
Meredith: Eu não quero dividir meu quarto com você. Quero minha privacidade. Por favor.
Clarice: Então você paga o seu quarto e eu pago o meu.
Meredith: Golpe baixo mãe, só porque você sabe que eu não tenho dinheiro.
Harry: Vocês brigam assim o tempo todo?
Meredith: Não, é bem pior. 
Harry: Uau! Coitadas das pessoas que vão estar em outros quartos, sem ofensa.

Quando nós subimos eu arrumei minhas coisas no meu canto do quarto enquanto Harry ficava me olhando. Eu não gostava nem um pouco daquilo, mas pelo menos eu sabia o motivo. Eu não queria que ele lembrasse de mim. Mas pelo menos ele não tocou no assunto, acho que por minha mãe estar no quarto com a gente.
Agora que estava em Londres eu precisava entrar em uma faculdade. Não podia ficar sem fazer nada, e não podia ficar junto com a minha mãe. Harry foi embora e não pediu meu telefone, isso foi bom, queria tanto que ele esquecesse tudo isso.
No dia seguinte acordei com muito sono e muita fome. Não estava mais acostumada com o horário de Londres. Mesmo toda descabelada eu desci para tomar café da manhã. Não estava aguentando de fome, estava quase desmaiando de fome. Chegando lá embaixo dei de cara com Harry me esperando...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Dream or Nightmare?

Capítulo 3:

Dentro do avião eu não sabia muito bem o que fazer. Ainda estava absorvendo a ideia de que não acordaria na mesma cama, no mesmo bairro, na mesma cidade, no mesmo país. Eu já estava começando a pirar, não sabia como minha vida iria ficar a partir daí. O pior é que minha mãe não tem muito contato comigo, ela trabalha demais e não tem tempo pra conviver com uma adolescente quase adulta. Minha mãe sempre achou que eu tinha problemas psicológicos e até me levou algumas vezes em um psicólogo, mas ele disse que era só coisa de adolescente. Sinceramente eu não acho que seja coisa de adolescente, mas se um psicólogo disse, tudo bem. 
Como minha mãe não queria papo comigo, começou a ler um livro, fiz o mesmo, mas tudo que eu lia no livro parecia com a minha vida. Uma garota que é obrigada a sair da cidade que já estava acostumada a viver para voltar para uma cidade onde sofreu, sem o apoio da mãe, mas a única diferença é que ela está começando a gostar do lugar, mas eu duvido que isso vá acontecer comigo.
Terminei de ler o livro e sim, a garota viveu feliz pra sempre. Eu odeio quando isso acontece nas fábulas porque até hoje eu NUNCA vi isso acontecer com ninguém. Mas enfim, eu estava com muito sono e resolvi dormir, e como embarcamos à noite eu aproveitei, mas minha mãe não dormiu porque estava com medo de roubarem nossa bolsinha com comida. No meio do voo acordei, pois estava com um pouquinho de turbulência, mas minha mãe é desesperada e começou a chorar dizendo: " Nós vamos morrer filha, desculpa eu não devia ter aceitado o emprego". Claro que eu fiquei super nervosa com isso. E comecei a discutir com ela:
Meredith: Pode parando mãe - eu disse irritada - nós não vamos morrer aqui. Essa empresa de aviões é ótima, se você não parar de falar besteira eu vou...
Clarice: Vai o quê? - ela me interrompeu.
Meredith: Ai mãe, é só um modo de dizer, eu não vou fazer nada.
Clarice: Sei, sei, agora fica quieta que eu já estou com dor de cabeça.
Meredith: Você que me acordou, eu estava dormindo, se você não tivesse feito tanto barulho estaria tudo numa boa. 
Eu já estava de saco cheio da minha mãe e de suas reclamações. Se ela parasse pra pensar um pouquinho que eu posso estar precisando dela como companheira e não com inimiga, mas não, ela só sabe reclamar de mim, das coisas que eu faço, do meu jeito de ser, da minha timidez. Reclama até das roupas que eu visto, eu só queria que ela fosse um pouco mais paciente e um pouco mais compreensiva. Queria que ela parasse pra conversar comigo. Fiquei pensando em tudo isso e me veio à cabeça duas coisas importantes: Onde nós iríamos ficar? Nós não temos casa lá. E outra coisa importante é que eu não quero trabalhar em um bar, principalmente o bar onde minha mãe será a dona.
Meredith: Mãe, onde a gente vai ficar? Nós não temos casa em Londres.
Clarice: Eu sei que não, mas nós vamos ficar em um hotel por um tempo, até eu conseguir uma casa pra nós.
Meredith: Como assim? Nós vamos ficar em um hotel? Eu não suporto nem morar em uma rua que eu não conheço, imagina ficar em um hotel que tem muito mais gente que eu não conheço.
Clarice: Pára com isso. Você é uma menina muito tímida, sua timidez chega me dá tédio. Você é tão tímida que aposto que nunca beijou.
Meredith: Como você ousa falar uma coisa dessas dentro do avião?!! - já comecei a me exaltar, não queria ficar gritando dentro do aião, mas a situação pedia isso.
Clarice: Você é muito santinha. E só pelas suas roupas dá pra notar isso. Os meninos nunca vão olhar pra você se você não usar um decote, mesmo que seja pequeno, mas essas suas camisetas são horríveis, você não fica enforcada não com essas roupas?
Meredith: Que motivo mais idiota pra implicar comigo, eu uso essas roupas porque eu não gosto de me expor. Não gosto de chamar atenção, principalmente de gente que eu não conheço. Você prefere que eu ande vestida do jeito que eu me visto ou prefere que eu ande como uma dessas prostitutas, com vestidinho curto, decote nos pés, você prefere que eu ande assim?
Clarice: Olha, eu não quero discutir com você. Fica quieta, daqui a pouco a gente chega no aeroporto e vamos para o hotel.
Meredith: Hum...
Ficamos quietas sem falar mais nenhuma palavra. Isso foi bom porque toda hora que nós conversávamos saía uma briga e todos do avião ficavam olhando pra nós duas. Eu não suporto isso, chamar atenção, odeio mesmo.
Quando chegamos no aeroporto minha mãe foi pegar uma parte das malas e eu fui ao banheiro. Fui ao banheiro e comecei a chorar, isso acontece quase todas as vezes que eu me olho no espelho, mas desta vez não era por isso. Eu estava chorando porque lembrei do meu passado terrível, lembrei de como as pessoas me tratavam de uma forma horrível. Lavei o rosto, sequei com o a folha de papel pra secar as mãos. Saí do banheiro e fui pegar o resto das malas, mas minha mãe não estava no saguão. Deduzi que ela estava lá fora me esperando. Peguei as malas e saí, sem querer esbarrei em alguém. E esse alguém era a pessoa que eu menos queria encontrar: Harry Styles, meu colega de infância.
Meredith: Ôpa, desculpa, eu não queria esbarrar em você.
Harry: Tudo bem, você estava distraída com as malas, eu entendo.
Meredith: Ahh não, não acredito nisso, eu esbarrei em você.
Harry: Pelo jeito você percebeu quem eu sou, mas por favor não grita, eu não quero chamar muita atenção hoje.
Meredith: Não se preocupe, eu não vou gritar, nem gosto de One Direction. - na hora notei que a expressão de tristeza em seu rosto mudou para de deboche.
Harry: Sério? Então como você sabe que eu sou da banda, você é uma mentirosa só porque sabe que eu não gosto quando as garotas gritam perto de mim. Você só está fazendo tipinho.
Meredith: Nada disso, eu sei porque eu assisto TV, Harry, você se acha né, agora me deixa em paz que eu quero ir pro hotel. Tchau seu chato.
Harry: Então você também sabe o meu nome. Hum, interessante. Mas me responde uma pergunta: Eu sou tão bonito e gostoso pessoalmente como as outras meninas dizem?
Meredith: Tchau seu chato, me deixa em paz.
Enquanto eu procurava minha mãe ele se foi e parou de me atordoar. Procurei ela por todos os lugares e não achei ela. Estava me sentindo sozinha (de novo) e em outro mundo. Como se eu fosse invisível. Então resolvi ligar pra ela.
Meredith: Alô mãe, cadê você?
Clarice: Eu fui embora, você demorou demais no banheiro, mas você consegue chegar aqui no hotel, eu te dou o endereço e você vem sozinha, aliás, você já tem idade pra andar sozinha.
Meredith: Eu não acredito que você fez isso, eu não acredito, como eu vou chegar aí se eu não tenho dinheiro pra pagar o táxi?
Harry: Nós podemos dividir o mesmo táxi. Mas eu pago a corrida.
Clarice: Quem está aí? Que voz de homem é essa?


sábado, 27 de outubro de 2012


Dream or Nightmare?

Capítulo 2:

Mesmo sendo tímida eu consegui ter uma amiga, Halley, mas nós duas fomos apresentadas pela mãe dela, Joane. Joane é colega de trabalho da minha mãe. Ela nos apresentou e pediu pra Halley andar comigo para eu não me sentir sozinha. Ela nunca me tratava como amiga, me tratava como colega. Quando ela tinha oportunidade de sair com outras pessoas me deixava sozinha. Mas isso mudou depois de um acontecimento. Uma vez, nós tínhamos 9 anos, ela foi até a minha casa e entrou no meu quarto bem na hora que eu estava de vestindo o pijama. Ela viu meu braço inteirinho cortado. Ela deduziu que eu me automutilava, e ela estava certa. Eu fazia isso pra aliviar a dor que as pessoas me causavam. E sim, ela contaria pra minha mãe, mas implorei pra ela não contar. Ela me prometeu não contar se eu prometesse que iria tentar parar. Trato feito, até hoje ela não contou à ninguém. Ela é a única pessoa que sabe. E quando ela descobriu foi até bom, se ela não tivesse descoberto eu não teria parado. Quando ela descobriu começou a me levar pra sair. Íamos na casa de amigos dela, que viraram meus colegas. Como as pessoas pararam de me insultar e de me tratar mal eu parei de me automutilar. Nunca mais fiz isso. Halley é a minha única amiga de verdade, mas é a melhor. Agradeço muito por tudo que ela fez por mim. Mas agora terei que contar a notícia.

Liguei para a Halley para contar dar a notícia:

Meredith: Alô, oi Halley, preciso falar com você. Vem aqui em casa pra gente conversar. É uma coisa muito séria e não pode ser falada por telefone.
Halley: Tudo bem, mas eu estou muito curiosa agora. Vou demorar só um pouco porque vou trocar de roupa. Chego aí em 15 minutos.
Meredith: Ok, tchau.
Halley: Tchau, já estou chegando.

Exatamente 15 minutos depois minha campainha tocou e eu fui atender. Era Halley. Não sabia como contar, mas tinha que contar. Não chamei ela em minha casa à toa.

Meredith: Oi Halley, vamos conversar lá no meu quarto porque eu estou ocupada lá.
Halley: Tudo bem. Mas você vai me contar.

Subimos para o meu quarto. Eu não sabia o que fazer e tentei enrolar, mas não deu muito certo...

Meredith: Quer comer alguma coisa Halley? Ou beber, sei lá...
Halley: Não me enrola - ela me interrompeu - eu sei o que você está tentando fazer, mas você não vai conseguir. Conta logo, o que te deixou assim?
Meredith: Eu... - disse eu, sentindo lágrimas se formarem em meus olhos - vou ter que voltar pra Londres. Eu sinto muito, não queria isso, mas minha mãe não me deu escolhas... - fui interrompida.
Halley: Como assim vai ter que voltar pra Londres? Você não pode me deixar aqui, sozinha. Você é minha melhor amiga - ela também começou a chorar - eu não vou conseguir viver sem você. 
Meredith: Desculpa, eu não sei porque minha mãe aceitou o emprego, mas eu terei que ir com ela - fui surpreendida com um abraço inesperado.
Halley: Tudo bem, você tem que ir, mas nós temos que manter contato pela internet. Mesmo longe, temos que nos falar.
Meredith: Sério que você vai aceitar numa boa?
Halley: Sério. Mas eu não quero saber de você me substituir. Você pode até ter outras amigas, mas eu sempre serei a sua melhor amiga. Estamos entendidas?!
Meredith: Sim, mas eu tenho que te perguntar, quer comer alguma coisa?
Halley: Não, mas quero água.
Meredith: Então vamos na cozinha porque eu estou morrendo de fome, preciso comer alguma coisa.

Nós duas descemos para a cozinha. Enquanto Halley bebia água eu comia um pão com queijo, presunto, salada, purê de batata e pequenos pedaços de peito de frango. Eu amo fazer sanduíches desse tipo, cheio de coisas. Ficamos mais ou menos uma hora conversando, então eu me toquei de que eu deveria ter arrumado minha malas e tomado banho.

Meredith: Nossa - disse eu com espanto - já são cinco horas da tarde, eu já deveria ter arrumado minhas malas e tomado um banho. E agora?!
Halley: Fique calma Meredith, você pode tomar banho tranquila, que eu arrumo suas malas pra você.
Meredith: Sério? Você faria esse favor pra mim?
Halley: Eu não faria, eu vou fazer, corre garota vai tomar seu banho.
Meredith: Ok, ok, já estou indo.

Dez minutos depois eu saí do banho e entrei no meu quarto para trocar de roupa, mas Halley não estava lá. Nem me preocupei muito. Troquei de roupa, coloquei meus tênis, passei batom bem clarinho, peguei minhas malas e desci para a sala de estar. Quando desci vi que Halley também não estava lá embaixo, então comecei a me preocupar. Procurei por ela na casa inteira e ela não estava em lugar nenhum. Liguei para ela e me tranquilizei. Ela tinha ido pra casa para tomar banho e poder me levar no aeroporto, mas ela já estava chegando em minha casa. Quando chegou estava acompanhada de minha mãe. Enquanto minha mãe tomava banho eu e Halley ficamos conversando. Depois de mais ou menos meia hora minha mãe já estava arrumada e nós saímos. Era o começo de uma nova vida pra mim. No aeroporto...

Halley: Eu vou sentir sua falta Meredith, e da senhora também dona Clarice - minha mãe - Mas nós vamos conversar por internet então vai amenizar um pouco a saudade. Quando chegar em Londres posta nas redes sociais que eu quero ver Meredith.
Meredith: Tudo bem Halley, eu vou sentir muito a sua falta. Quando chegar lá eu posto sim. Tchau.
Clarice: Tchau Halley, e manda um beijo pra Joane. Diz pra ela que eu vou sentir saudades dela. Tchau, fica com Deus.
Halley: Amém. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Dream or Nightmare?

Capítulo 1


Chegando em casa recebo a péssima notícia de que minha mãe arrumou um ótimo emprego, paga o quadruplo do antigo, mas o pior é que nós teremos que voltar pra Londres. Tudo o que eu não queria está acontecendo. Não consigo acreditar que vou voltar para o lugar que eu achava ter me livrado, voltar para o lugar onde as pessoas me odiavam, onde elas me desprezavam. Por isso eu sempre me senti sozinha, abandonada, um verdadeiro nada Não adiantou nada minha mãe vir para o Brasil sendo que agora nós vamos voltar pra Londres. Não quero ter que me reencontrar com aqueles seres horríveis que me fizeram sofrer, colegas de classe, vizinhos, todos me fizeram sofrer demais, cometiam bullying comigo. Isso tudo quando eu tinha 7 anos, o problema é que eu já tenho 17 e ainda tenho medo deles. Não sei o que vai acontecer, mas sei que não quero sofrer outra vez. Se for preciso nem sairei de casa, desde que eu esteja segura, longe daqueles marginais mais conhecidos como humanos. Eu realmente não entendo o que as pessoas ganham fazendo as outras sofrerem. Agora eu vou começar a contar a minha história. Meu nome é Meredith, nasci no dia 27 de janeiro de 1995, em Londres (mas eu me considero brasileira). Meus pais são divorciados desde a época que ele descobriu que minha mãe estava grávida. Ele a perseguia dizendo que iria arrancar o bebê de qualquer jeito, querendo ela ou não, e ela não tinha muitas opções, onde ela ia ele a encontrava. Por isso ela pediu demissão no antigo emprego e foi morar em Londres, trabalhando como garçonete em um bar super frequentado. Depois de sete anos nós viemos para o Brasil, pois eu sofria bullying. Meu pai nem desconfia que nós voltamos, mas logo agora que eu estava me enturmando, fazendo amigos, minha mãe foi chamada pra voltar para o bar. Dessa vez voltaria como dona, o antigo dono faleceu e o filho dele não quer cuidar do bar e como ele conhece minha mãe há um tempo e confia nela, resolveu deixar o bar nas mãos dela. Claro que ela aceitou. Agora estamos voltando pra Londres e eu espero que minha vida seja repleta de alegrias como no Brasil. Eu tinha apenas um amigo em Londres e ele me ajudava a enfrentar alguns desafios, mas eu espero que nós não cruzemos o mesmo caminho de novo, e caso isso aconteça espero que ele não me reconheça. Ele é famoso, canta em uma banda chamada One Direction, mas eu não sou muito fã. Mas não é só por isso. Eu não quero encontrar com ele porque eu já passo muita humilhação, pago muitos micos, e algumas vezes apanho na rua, se uma foto de nós dois for parar na mídia, aí sim, eu serei motivo de piada, criticas e com certeza vou ter motivo pra apanhar. Ele nem deve lembrar de mim, assim espero...










Oi gente, esta sou eu. Então, vou me apresentar. Meu nome é Letícia, tenho 13 anos. Nasci no dia 20 de fevereiro de 1999. Sou de São Paulo e sou uma Directioner com orgulho e nenhuma vergonha. Minha cor favorita é roxo. Minha comida favorita é peito de frango. Meu doce favorito é cupcake. Sou afrodescendente e  tenho muito orgulho disso. Estou solteira no momento. Tenho alguns pequenos problemas de auto-estima e poucas coisas conseguem me fazer feliz. Algumas delas são minhas amigas, minha família (às vezes) e principalmente One Direction. Conheci a banda em março desse ano (2012) quando uma amiga (também Directioner) estava vendo uns vídeos deles no celular. Depois eu vi o clipe WMYB na TV. Depois essa amiga levou uma revista que tinha uma matéria falando sobre eles. Quando eu me deparei com o pôster fiquei apaixonada pelo Zayn. Eu o achei muito bonito e sinceramente, ele é mesmo. Então à partir daí comecei a cantar alto todas as vezes que ouvia a parte do Zayn. 
Em julho minha mãe colocou internet na minha casa (até então eu não tinha) e minha amiga havia criado um Facebook pra mim. Quando eu entrei na internet pela primeira vez em um ano e meio a primeira coisa que fui fazer foi entrar no Facebook e procurar páginas da banda (por que eu queria muito ver o Zayn). Mas em um dia maravilhoso eu percebi que comecei a gostar da banda e não estava gostando somente do Zayn. Um sentimento bem forte me invadiu e eu tive que pedir o CD deles pra minha mãe, é claro que ela demorou bastante pra me levar na loja, pois ela é ocupada demais no emprego. Mas em um dia ela decidiu me levar ao shopping e eu não recusei, pois adoro shopping e adoro fazer compras. A primeira loja que eu quis entrar foi a loja de CDs, e sim, foi a primeira em que eu entrei. Saí correndo até a seção de CDs pop e lá estava o UP ALL NIGHT, era o último da loja e eu dei muita sorte. Mesmo só conhecendo uma música deles senti que meu coração era pra eles e pra mais ninguém. Chegando em casa corri para a cozinha (onde fica o rádio) e coloquei o CD pra tocar. Amei todas as músicas e fui me apaixonando cada vez mais com o tempo. Antes eu era só uma fã. Agora eu sou uma Directioner. Toda vez que ouço alguém falar "One Direction" começo a prestar atenção pra saber se vão falar bem ou mal deles. E claro que se eles falam mal eu já fico nervosa e começo a falar muitas coisas mesmo. Não quero as pessoas ofendendo meu ídolos. Eles são muito especiais pra mim, são como as pessoas da minha família, não tolero que ofendam-os, pois isso parte o meu coração. 
Uma vez eu li em várias páginas que em um show (que não falaram aonde) eles estavam cantando Moments e uma garota gritou que o Niall era feio e não merecia a fama que ele tem, disse também que ele era feio. Reação do Niall: entregar o microfone pro Harry e chorar nos braços do Zayn. Agora eu me pergunto: se não gosta por que foi no show, tomou a chance de uma Directioner de verdade e faz isso? Garota, você tem algum problema mental? Eu fico irada (furiosa) com essas coisas e não fico nem um pouco feliz com isso. 
Enfim, depois que eu conheci One Direction não falo mais de outra coisa. Minhas amigas não são Directioners e já estão cansadas de me ouvirem falar de One Direction, mas elas me entendem e sabem que eu nunca vou desistir de tentar trazer elas pro meu lado. E elas me entendem porque sabem que eles são meus ídolos, sabem que eu nunca vou abandoná-los (em força de pensamento). Muitas vezes fiz perguntas pra eles no Twitter, mas eles nunca responderam, mas eu não perco as esperanças.
Então...esta sou eu. Agora falando do blog, eu não sei muito bem como mexer em um blog, não sou muito inteligente na área de tecnologia, mas eu amo escrever. Por este motivo criei um blog. Mas neste blog eu vou fazer Imagines, Fanfics e algumas vezes falar sobre minha vida, mas não se preocupem. Eu vou tentar manter o blog organizado. As Fanfics serão organizadas em capítulos curtos ou longos e eu sempre colocarei o número do capítulo na frente do nome da Fanfic. Já os Imagines serão mais curtos. Minha imaginação depende muito do meu humor, e um pouco dos meus sonhos. Alguns elementos das Fanfics e dos Imagines serão tirados de sonhos, não importa se eu imagino dormindo ou acordada, são sonhos e não se pode mandar nos sonhos. Alguns são loucos e outros normais, mas uma coisa é certa: eu farei isso com o coração, não me julguem.
Beijinhos de açúcar e mel.
 Leeh.