quarta-feira, 20 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 25:

  Louis trouxe um pedaço de pizza da noite anterior e um copo de refrigerante. Ficamos conversando por um bom tempo, até que Rita decidiu sair do quarto. Estava chovendo e a eletricidade acabou. Rita ficou fazendo suas tarefas domésticas e deixou a porta do meu quarto aberta. Louis se levantou e a fechou, passou a chave e me jogou na cama.
 - Louis, o que você vai fazer? - perguntei. Meus olhos estavam arregalados e eu estava assustada.
 - Katherine, chegou a hora - ele disse.
 - Não. Eu só vou perder a virgindade depois... Para Louis, para de morder meu pescoço. Você sabe que isso me deixa excitada.
 - Não fala nada, só faz.
  Deixei me levar pela onde de excitação. Louis tirou minha camisola e meu sutiã. Tirei sua camiseta e fiquei acariciando seu tanquinho enquanto ele me olhava profundamente. Voltou a me beijar enquanto acariciava meu seio direito. Estávamos cheios de prazer.
  Tirei sua calça e observei sua cueca. Ele realmente estava excitado. Louis fez uma trilha de beijos desde meu pescoço até minha calcinha. A abocanhou e me fez rir. Mas não foi um riso muito verdadeiro, eu estava tensa. E ele percebeu.
 - Relaxe, Kath. Não vou fazer nada que você não queira. Você tá pronta?
 - Tô.
  Ele tirou minha calcinha com a boca e a jogou em um canto do quarto. Louis colocou um dedo em minha vagina, depois mais um. Eu já estava molhada. Mordia os lábios para abafar os gemidos. Minha respiração estava ofegante e eu já tinha começado a suar. Louis massageou meu clítoris com a língua e eu não estava mais aguentando, quando finalmente deixei um gemido abafado sair. Gemi seu nome mais uma vez, e um pouco mais alto.
Coloquei minha mão na cueca dele e senti seu pênis completamente duro, pulsando dentro da cueca. Ele segurava minhas coxas, tentando me manter parada, mas eu não conseguia parar de me contorcer. Além de prazer, eu sentia cócegas.
Gozei na boca dele e ele me beijou, fazendo eu sentir meu próprio gosto. Já estava começando a entrar no jogo.
  Empurrei Louis e ele ficou de joelhos na cama, enquanto eu ficava de quatro. Abaixei sua cueca e sorri quando vi seu pênis completamente ereto. Enfiei tudo na boca e fiz meu primeiro boquete. Eu sugava, lambia, chupava seu pênis. Quando Louis finalmente gozou, lambi e engoli o gozo, fazendo ele se jogar na cama.
Me levantei rapidamente e peguei uma camisinha na gaveta de camisinhas da Rita. Entreguei para Louis e ele colocou. Me puxou para seu colo e eu sentei devagar. Estava doendo, claro, mas era uma dor boa. Quando seu pênis finalmente estava inteiro dentro de mim, comecei a rebolar e quicar. A dor logo foi passando, deixando apenas o prazer.
  Trocamos de posição, Louis em cima de mim novamente. Ele segurou uma de minhas pernas, para facilitar a passagem de seu membro. Fomos mais rápido, e mais rápido, e mais rápido. Ele enfiava até o fim e depois tirava quase por completo. Eu gemia de reprovação, e ele gostava daquilo. Trocamos mais um beijo e ele agarrou minha cintura, a apertando com força.
 - Vai... mais rápido... awwwnn. - gemi, sem separar nossos lábios.
Louis me pediu para ficar de quatro. Eu estava com medo. Me virei e afundei a cabeça no travesseiro. Incrivelmente, seu pênis duro entrou com facilidade em mim. Soltei um gemido alto e abafado quando as estocadas fortes dele começaram. Louis se apoiou na parede para ir com mais força, e a minha bunda já estava ficando vermelha pelos tapas que ele me dava, conseguia sentir ela queimar um pouco. Com mais algumas estocadas, senti ele gozar, jorrando seu líquido dentro de mim. Louis beijou meu pescoço e caiu ao meu lado. Minhas pernas estavam tremendo e eu, muito cansada. Ele me puxou para perto dele e nós ficamos deitados ali por uns minutos, apenas apreciando o tempo juntos.

***
Rita bateu na porta e eu já havia colocado minha camisola e Louis seu pijama. Abri a porta e ela estava parada e assustada.
 - Eu ouvi! - ela gritou - Você não é mais virgem!
  Rita começou a chorar e não aguentei vê-la daquele jeito. Desci as escadas correndo e Louis foi atrás de mim. Peguei uma maçã e entreguei uma para Louis.
 - Você se arrependeu? - Louis perguntou, uma expressão de culpa.
 - Não, meu amor! - me apressei em dizer. Toquei seu rosto e o acariciei - Não me arrependo de nada, foi o melhor momento da minha vida.
 - Certeza?
 - Absoluta. Agora, acho melhor nós tomarmos banho. A gente tá grudando de suor.
 - Ok, vamos lá.
  Entramos no banho e transamos na banheira. Me vesti http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_213/set?id=101695926 e Louis colocou uma cueca amarela e sua camisa branca que eu tanto amava. Ficamos conversando na cama, evitando Rita.
  Durante a noite, descemos e fomos para o jardim dos fundos, tomando cuidado para não sermos vistos pelos guardas. Nos deitamos na grama úmida e ficamos olhando o céu estrelado pós-chuva. Acabamos dormindo no meio do mato.

domingo, 17 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 24:

  Não conseguia prestar atenção na aula de História, mesmo amando a matéria. Estava totalmente ansiosa para ver Louis. Eu precisava dele. E minha mãe foi burra o suficiente para me deixar no castelo enquanto ela e o resto da família estariam fora. 
  O professor falava, falava, falava, mas eu não conseguia prestar atenção. Por mais que tentasse. What Makes You Beautiful tocou e o professor se levantou, pegou suas coisas e saiu do meu aposento. Rita guardou meus materiais escolares, mesmo sabendo que eu mesma podia ter feito, e se sentou ao meu lado. Apertou minhas mãos dentro das suas e me deu um sorriso amigável.
 - Tá tudo bem, Ritinha? - perguntei.
 - Tudo ótimo! - ela respondeu, com um sorriso maior ainda. - É só que eu fico tão feliz de saber que você está se aproximando da verdadeira felicidade. Eu... - sua voz falhou por um instante, enquanto uma lágrima ameaçou cair de seu olho. - Eu sempre achei você uma criança infeliz e depois uma adolescente infeliz. Ter a família que você tem não faria bem para você, se você não tivesse encontrado o verdadeiro amor.
 - Rita... - minha voz falhou também. - Você esteve aqui o tempo todo. Me fazendo feliz. Você cuidou de mim como se fosse minha verdadeira mãe. E como eu queria que você fosse minha mãe...
  Um silêncio reinou por alguns minutos.
  Um silêncio que estava me consumindo.
  Era raro fazermos aquele silêncio, e estava me consumindo. Como se alguma coisa estivesse errada. 
  E então Rita me abraçou e disse:
 - Eu sou sua mãe, Katherine.
 - Eu sei - disse eu. - Eu te considero minha mãe. Só não saí de você, mas de resto...
 - Você não está entendendo! - Rita me interrompeu. - Eu sou sua mãe. Sua mãe biológica.
  Naquele momento, o muro de resistência que eu havia construído nos últimos meses desmoronou. Saí do abraço e olhei no fundo dos olhos de Rita. O que eu via era culpa.
 - Como assim é minha mãe? - perguntei aos gritos.
 - E-eu queria ter contado, mas a rainha não deixou. 
  Me levantei bruscamente e fiquei andando de um lado para o outro, sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Meus joelhos tremiam e minhas mãos também. Cerrei os punhos e disparei um olhar assassino para Rita.
 - Por que você decidiu contar só agora?! Eu já tenho quase 16 anos! - gritei, cada vez mais alto a cada palavra.
 - Pare de gritar. Sua mãe vai ouvir. Quer dizer, a rainha vai ouvir.
 - Foda-se a rainha! Foda-se esse reino! Foda-se todo mundo! Sai do meu quarto! Agora!
 - Katherine! Que modos são esses?
 - Não quero saber! Saia, agora!
  Rita se levantou e andou em direção à porta. Parou lá e me olhou apenas para ver que eu estava apontando para a porta. Quando ela saiu e trancou a porta, desabei na cama e chorei. Chorei até não poder mais. Chorei por tudo. Chorei por estar presa. Chorei por descobrir que meu pai estava vivo e minha mãe era Rita. A pessoa que eu mais confiei em toda a minha vida traiu minha confiança e tudo que eu conseguia fazer era chorar. 
  De tanta raiva, comecei a puxar meus cabelos, esfregar as mãos no rosto e dar socos na cama. Não adiantou nada porque quando me olhei no espelho vi uma garota com o vestido amassado, maquiagem borrada e cabelo desgrenhado. 
  O problema de chorar por dois motivos é que eu sempre acabo arrumando milhares de motivos para chorar também. Comecei a botar defeitos no meu corpo cheiinho, na minha pele ressecada e manchada, nos meus pés tortos, no meu cabelo embaraçado, nas minhas unhas curtas...
  Entrei no box e liguei o chuveiro. A água quente batia nas minhas costas e aliviava um pouco a tensão. Meus músculos relaxaram e pude me arrumar para a chegada de Louis http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_56/set?id=86108121. Não passei maquiagem e apenas prendi meu coque desarrumado bem no alto.
  Meus familiares entraram no meu quarto para se despedirem e olhei pela janela para me certificar de que eles haviam mesmo ido embora. Rita entrou no quarto pedindo desculpas e eu fingi que tinha aceitado, apenas para botar o plano em prática. Corina, Friedrich e Munfred entraram logo em seguida. 
  Depois de algumas horas, Friedrich saiu para buscar Louis. Já estava escuro, melhor para os funcionários do castelo não perceberem tudo. Enquanto isso, Corina ficou tentando me convencer a trocar de roupa, alegando que a que eu estava usando era muito simples e que meu cabelo estava muito bagunçado. Eu disse que Louis gostava de mim assim, mas ela continuou insistindo. Não cedi e ela desistiu.
  Algumas horas depois Friedrich entrou no quarto. Sozinho. Minha animação passou.
 - Cadê o Louis? - perguntou Corina.
 - Ele não conseguiu entrar no castelo por causa dos guardas - respondeu Friedrich. - Mas eu vim buscar vocês para me ajudarem a despistar os guardas. Louis está naquele jardim que fica nos fundos. Vamos lá?!
 - Vamos - disse Rita animada. - Kath, eu sei que você está triste comigo, mas eu vou te ajudar. Fique aqui e apenas espere.
  Todos desceram e eu fiquei observando pela janela o movimento no jardim dos fundos. Vi Louis e meu rosto se iluminou. Vi quando Corina o pegou pelo braço e começou a correr com ele. Depois ficaram fora da minha visão. Então esperei. Esperei ansiosamente, mas eles não entravam. Comecei a ficar desesperada e então ouvi um barulho de chaves. Corri para a minha cama e sentei formalmente, tentando parecer calma. 
  Louis entrou correndo e me abraçou. Me beijou suavemente e depois calorosamente. Os únicos sons que saíam de nossas bocas eram gemidos. Começamos a rolar pela cama enorme. Uma das mãos de Louis (que não sei dizer qual pela emoção do momento) foi para debaixo do meu vestido, apertando minha coxa, me enchendo de prazer. Uma onda de calor me invadiu quando Louis mordeu minha orelha. Os pelos da minha nuca se eriçaram enquanto Louis mordia de leve meu pescoço. Nos mexíamos como duas minhocas. Estávamos cheios de prazer e saudades.
  Alguém pigarreou e nos tirou do transe. 
 - Eu senti tanto a sua falta, Katherine - disse Louis, me beijando de novo. - Não sei o que aconteceria comigo se eu não pudesse vir aqui hoje. Não aguentava mais de tantas saudades.
 - Eu também não aguentava mais, Louis. A minha vida virou de cabeça para baixo nesses últimos meses e não ter você aqui só piorou a situação.
 - Desculpa, meu amor. Eu nunca mais vou fazer isso. - Louis se desculpou.
 - Não, não. Você não tem que se desculpar por nada. - Coloquei uma mão no rosto de Louis e a outra em sua mão que ainda estava debaixo do meu vestido, tirando-a de lá. - Você precisa trabalhar e eu sou uma prisioneira... Mas o que importa é que agora estamos juntos.
  Olhei para o lado e vi Corina, Friedrich, Rita e Munfred parados na porta. Estavam observando a cena, mas aquilo já estava ficando desconfortável. Eu precisava de um pouco de privacidade com o meu namorado. Afinal, ele era meu namorado e eu não o via há 7 meses.
 - Será que vocês podem sair? - perguntei nada discreta - Eu e Louis queremos um pouquinho de privacidade.
 - Katherine! - esbravejou Rita - Você ainda é uma criança! Não pode fazer essas coisas antes do casamento!
 - Rita! Pelo amor de Deus! Eu não vou fazer isso antes do casamento, mesmo. Pode confiar. Eu só quero conversar com o meu namorado. Nada mais.
  Eles saíram do quarto e Louis se deitou na cama, me puxando para seu lado e se aconchegando em meus braços. Fiquei fazendo cafuné em sua cabeça e ficamos conversando. Contei tudo que havia acontecido comigo, até mesmo que Rita era minha mãe. Depois ele me contou sobre tudo que havia acontecido com ele e os meninos durante a turnê. Louis ficou impressionado com as coisas terríveis que a rainha fez comigo, me trancando daquele jeito e me agredindo. 
 - E se você fugir comigo? - perguntou Louis empolgado.
 - Não posso fugir de novo. Eu não teria pra onde ir. E eu tenho esse povo pra liderar.
 - Você mesma disse que sua mãe falou que você não ia mais morar aqui com 18 anos e que não ia mais governar o reino.
 - Eu sei, mas ela não pode. Se eu sou filha do meu pai, o verdadeiro herdeiro, e da Rita, minha mãe não tem o direito de governar o reino. Sou eu quem deveria estar governando, não ela. Ela não passa de uma mulher idiota que gosta de fazer todos sofrerem.
 - Vem comigo? Por favooooooooooooooooooooor! - Louis apertou meus braços e me sacudiu de um jeito que me fez rir.
 - Eu posso pensar sobre o assunto. Mas só vou se meu pai contar a história publicamente. E como ele não quer se expor, eu não vou. Agora, vamos fazer outra coisa? Não quero mais conversar.
 - Como quiser. - disse Louis com olhar malicioso e tentando tirar meu vestido.
 - Louis! Não era isso que eu queria fazer. Você sabe que eu não vou transar antes do casamento. Eu queria te beijar bastante, e comer alguma coisa. Tô com fome.
 - Ok, vamos descer.
 - Eu não posso... Tenho que ficar aqui. Ordens da rainha.
 - A rainha não tá no castelo, ou tá? Não. Então vamos, tô com fome também.
  Descemos e fomos advertidos por eu estar arriscando demais, mas nos deixaram ficar lá. Comemos pizza de calabresa com muita cebola e subimos de novo. Já era tarde e estávamos com sono. Louis dormiu comigo na minha cama e Rita não saiu do quarto.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 23:

  Acordei com a tempestade que estava lá fora. Olhei no rádio-relógio e ainda eram 03:06. Virei para o lado e vi Rita em sua cama. O abajur do criado-mudo estava acesa e ela lia uma revista. Me levantei e andei para a janela para ver a tempestade. Ventos fortes sopravam e as árvores balançavam. Raios apareciam e trovões me assustavam. Mesmo assim, continuei olhando. Era uma coisa linda de se ver. 
  Sentei na cama de Rita e ela colocou a revista no criado-mudo. Puxou as cobertas e eu me enfiei debaixo delas, abraçando Rita e ficando no quentinho. Já era verão mas era uma noite fria em Vernicas. Os últimos meses estavam muito frios. Não falei nada e Rita também não. Apenas a presença dela me confortava, não era preciso mais nada. Eu gostaria de ser filha dela. De qualquer forma, ela era uma mãe para mim. Eu a amava e ela me amava. Ela cuidou de mim. Ela me deu carinho. Ela era minha mãe.
  Bateram na porta do quarto e corri para a minha cama, sabendo que era minha mãe. Rita se levantou e abriu a porta. Era um dos guardas. Ele entrou e fez uma reverência para mim. Fechou a porta e caminhou até minha cama.
 - O que o Munfred tá fazendo aqui, Rita? - perguntei.
 - Ele é meu namorado. Mas ele não veio por isso. Ele veio te falar uma coisa.
 - Sim, eu vim. - Sua voz era grossa e ele era um cara bonito. - Na próxima semana a rainha estará fora. Ela vai passar a semana inteira fora do reino, vai fazer uma viagem para a Ásia.
 - E...?
 - Eu acho que é a chance de a senhorita conseguir ver seu amado. Eu sei que a senhorita o ama. Rita me contou. Não deixe que o amor de vocês seja atrapalhado por ninguém. O amor é uma coisa tão linda, não deixe que estraguem isso.
 - Eu ainda não entendi... Sou lerda. - Comecei a achar que anos de estudo não funcionaram. - Como o Louis vai conseguir entrar aqui? Tem minha família e os guardas e criados fofoqueiros.
 - É aí que ele ia chegar, Kath. - disse Rita.
 - Sua mãe viajará e sua avó irá com ela. Seus outros parentes estarão na festa de casamento de Summer, representando a família, sua mãe e sua avó. Os guardas irão para protegê-los, apenas alguns ficarão no castelo. Eu serei um deles. Os outros serão meus amigos de confiança. 
 - Mas, e os criados? - perguntei pessimista.
 - Não precisa se preocupar com eles. A rainha estará fora então eles não terão que servir ninguém, já que sua criada é Rita. Se você dispensá-los, eles irão para suas casas e o castelo ficará livre para você e seu amado.
 - Mas... E se Louis não estiver disponível? - Cada vez mais pessimista.
 - Ele estará. Já o comuniquei e ele concordou em vir aqui.
 - Sério? Obrigada, Munfred! - Comecei a dar pulos no colchão e abracei Munfred e Rita. Estava tão feliz.
  Munfred saiu e voltei a olhar a chuva. Estava mais fraca e silenciosa. Eram 04:39 quando decidi deitar. Rita já havia dormido há um tempão, mas eu gostei de ficar absorta em meus pensamentos. Me deitei e continuei acordada por um tempo, lembrando de meu futuro encontro com Louis. Meus dias de chorar estariam no fim.

  Acordei 11:11 e fiz um pedido. Desejei que eu e Louis pudéssemos ser felizes juntos, sem muita interferência das pessoas. Podia parecer coisa de patricinha pensar em um final feliz, mas era isso que eu queria.
  Me levantei e tomei banho. Me vesti http://www.polyvore.com/mulher_moderna/set?id=68945313 e fiquei sentada na cama, esperando Rita chegar com o café da manhã. Meu quarto estava muito quente, o sol batia nas janelas e caminhava até metade do quarto. Abri as janelas grandes e fiquei observando o jardim dos fundos. Ninguém ia lá. O lugar mais bonito do castelo. Com plantas mortas e coisas do tipo.
  Rita entrou e colocou a bandeja na minha cama bagunçada. Dei um abraço nela e bebi o suco de abacaxi com hortelã que eu tanto amava. Não comi o pão porque no calor pão me incomoda. Nos sentamos no carpete e ficamos conversando por um bom tempo. Até que minha mãe entrou no quarto e expulsou Rita de lá. Rita saiu às pressas e minha mãe trancou a porta. Eu não havia feito nada de errado.
 - Você não aprende, não é mesmo? - disse mamãe.
 - O que eu fiz dessa vez? - perguntei com sarcasmo.
 - Quem disse que você podia abrir as janelas? Eu disse que era presa nesse quarto sem nada aberto. Nada de janelas nem portas abertas!
 - Mas tá um forno aqui!
 - Quem linguajar inapropriado para uma princesa! E não quero saber se está calor! Você vai ficar trancada para aprender a nunca me desobedecer! Feche essa janela! Agora!
 - Não. - Isso, Katherine, fique brincando com fogo!
 - Não? Como assim? Você vai me desobedecer outra vez? - Ela andou até mim e me deu um tapa no lado direito do rosto e pegou meu braço. O apertou com força e cravou suas unhas em mim. - Vá fechar as janelas!
  Me levantei e fechei as janelas. Ela saiu logo em seguida e Rita entrou. Rita cuidou de meus machucados no braço e mais chorava do que eu. Enfim mamãe saiu e Rita levou o tablet para nosso quarto. Entrei no Twitter e vi algumas coisas, mas não pude postar nada para não deixar nenhum vestígio de que tinha usado a internet. Liguei para Louis e matei um pouco as saudades.
 - Tô ansioso pra te ver, amor! - ele disse.
 - Eu também! Tô contando os dias, as horas, os minutos, tô contando tudo. Quero que seja especial.
 - Eu também. Não aguento mais ficar longe de você. Foi difícil pra mim ficar longe, e em turnê...
 - Amor, eu queria poder falar tantas coisas, mas não tenho tempo... - Ouvi um barulho vindo lá de baixo. - Amor, ouvi um barulho, deve ser minha mãe. Tenho que desligar. Beijos no seu bundão, tchau. Te amo. - Desliguei.
  Entreguei o tablet para Rita e ela saiu do quarto. Deitei na cama e peguei meu livro O Lado Bom da Vida. Um livro inspirador, mas um dos livros proibidos de Vernicas. Mas ele estava encapado com a capa de Ladrão de Almas. Ótimo jeito de enganar minha mãe. E por falar nela, entrou a "querida".
 - Hum, só queria saber se estava mesmo aqui. Lendo esse livro de novo? Não vai fazer bem para sua mente ler toda vez o mesmo livro. Bom, desde que não saia deste quarto qualquer livro está bom. Até mesmo de Sociologia.
  Ela saiu e continuei minha leitura. (...) a vida não é um filme de censura livre para fazer com que a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida real acaba mal, (...). E a literatura tenta documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com nobreza.
  Fiquei a tarde toda lendo e terminei o livro no mesmo dia. Rita veio se deitar e me trouxe outro livro. Um Dia é um livro que eu sempre quis ler, mas que também era um os livros proibidos de Vernicas. O deixei no meu criado-mudo e me deitei de vestido mesmo. Não fiz questão de trocar de roupa, apenas tirei o tênis. Dormi rapidamente.



Believe It

Capítulo 22:

  As pessoas me olhavam confusas enquanto minha mãe se fazia de desentendida. Eu não estava tão diferente assim.
 - Quem deu permissão para essa garota subir no palanque? - gritou minha mãe para um dos seguranças.
 - Mãe! Sou eu, Katherine. Olha aqui. - Mostrei minha mancha de nascença em formato de uma fatia de pizza. - Posso ter mudado o cabelo, mas ainda sou eu.
 - Filha! - Minha mãe me abraçou bem forte e então sussurrou em meu ouvido: - Onde você estava? Idiota! Eu vou acabar com você! Apenas espere.
  Descemos do palanque e nossos súditos nos aplaudiram. Os paparazzi tiraram muitas fotos e me encheram de perguntas que não fui capaz de entender direito, então continuei subindo com minha mãe.
  Ela me arrastou pelos corredores e me levou para seu quarto. Me jogou em sua cama e abriu um armário grande, logo em seguida um pequeno dentro dele. Ela não disse uma palavra e eu também não falei nada. Já sabia o que aconteceria. Já sabia que minha punição seria dada. Apenas aceitei. Mamãe pegou uma caixa de tamanho médio e tirou a tampa, revelando algumas armas, inclusive armas de fogo. Pegou uma espécie de cinto, um pouco mais grosso, preto e vermelho. Parecia ser de couro, o que tornaria os golpes piores.
 - Consegue ver isso? - ela perguntou.
 - Sim. É meu punimento. - eu disse, sem demonstrar todo o medo que estava sentindo.
 - E você aceita bem? Parabéns, evoluiu bastante. - disse ela com desdém, batendo o cinto na mão para testar e fazendo uma careta de dor.
  Continuei sentada na cama. Ela testou o cinto mais algumas vezes e então foi ao meu lado, abriu meu vestido e me deu a primeira cintada. Doeu bastante, mas então veio outra, e mais outra, e mais  uma, até que viraram muitas e eu já não sentia mais dor. Minha pele se acostumou com a dor e não reclamei nenhuma vez. Senti as lágrimas escorrendo por meu rosto e enxuguei-as.
  Mamãe parou e guardou o cinto, a caixa e fechou os armários. Me olhou dos pés à cabeça e então se encostou na parede. Vesti meu vestido novamente e senti mais lágrimas escorrerem. Ela continuou me olhando por mais um tempo antes de falar. Sua voz estava me corroendo. Aquela maldita voz.
 - Feliz Natal, Katherine. Parabéns, filha. Você conseguiu a liberdade que queria. Mas agora chega! - ela gritou a última frase.
 - Eu só quis saber como era ser feliz...
 - Você é idiota? Qual o seu problema, vadia?! - A voz dela me irritou tanto que fui obrigada a responder.
 - Pelo que eu saiba, não sou a vadia dessa história. Não fui eu que mandei matar o pai da minha filha... - Deixei a frase no ar e saí do quarto.
  Corri para meu quarto morrendo de dores e Rita estava lá. Pedi para que ela fizesse alguns curativos em minhas costas que estavam sangrando. Troquei de roupa http://www.polyvore.com/selena/set?id=89482571 e me dirigi ao Salão Principal. As pessoas ainda estavam lá e os paparazzi também. Pelo que eu estava vendo era um evento. As mesas estavam cheias de comida e bebidas. Haviam várias pessoas lá, mas nenhuma com aparência de pobre. Todas deviam ser da alta sociedade.
  Algumas pessoas me fizeram perguntas sobre onde eu estava, o que eu havia feito, mas não respondi a nenhuma delas. Estava morrendo de dores e quase não aguentava andar. Me lembrei de Louis e me emocionei, mas não chorei. Lutei para não chorar, colocando um canapé inteiro na boca. Uma música lenta começou a tocar e as pessoas começaram a dançar. Andei pelo Salão sem me preocupar muito em esbarrar nas pessoas. Estava tudo tão diferente. Então trombei com um rapaz alto, loiro, com costas largas e ombros musculosos. O rapaz se virou e sorriu para mim. Marcs me abraçou bem apertado, me fazendo gemer de dor por causa das costas machucadas.
 - Como eu senti sua falta! - esbravejou ele, me soltando e olhando no fundo dos meus olhos. - Te machuquei?
 - Você não, mas, você sabe, já recebi parte da minha punição. - disse eu tentando não chorar de dor e lamentação.
 - Eu não entendi, como assim?
 - Vem cá. - 
  Conduzi Marcs pelo Salão e subimos as escadas. Caminhamos o longo corredor e entramos em meu quarto. Ele se sentou em minha cama e contei tudo que aconteceu no quarto da minha mãe. Contei também sobre meu pai e sobre meu namoro com Louis. Ele parecia feliz por mim. Era bom ter alguém para conversar. Ficamos boas horas conversando sobre mim e resolvi que era hora de falarmos sobre outras coisas. 
  Marcs estava no castelo porque firmou um contrato entre seu reino e o meu. Ele mal tinha atingido a maioridade e já estava tomando decisões importantes em nome de seu pai. Summer estava de casamento marcada com um príncipe de um reino asiático. Millena foi demitida porque foi pega por mamãe roubando um garfo da prataria. Bertran morreu quando rolou escada abaixo. E assim foi nossa conversa.
  Mamãe entrou no quarto e se assustou quando viu Marcs deitado ao meu lado na cama, rindo como uma criança.
 - Que pouca vergonha é essa? - gritou ela.
 - Não é pouca vergonha, rainha. - disse Marcs. - Somos apenas dois amigos conversando. Mas, se me permite, tenho que pegar um avião. - Fez uma reverência a nós duas e saiu.
  Mamãe se aproximou de mim e estava prestes a falar alguma coisa, quando Rita entrou no quarto e começou a arrumar as roupas para dormirmos. Mamãe saiu e me senti mal pelo que viria no dia seguinte. Mais coisas ruins. Me vesti http://www.polyvore.com/hora_de_dormir/set?id=84012531 e fui na cozinha beber leite. Voltei para o quarto e dormi. Dormi com vontade de não acordar nunca mais. 
  No dia seguinte, levantei e fui para o Salão das Mulheres. Minhas familiares estavam contentes em me ver, menos minha avó. Ela simplesmente me ignorou. O café da manhã foi estranho, com todos me perguntando sobre os lugares que visitei e as mudanças no cabelo. 
  Levantei e fui ao meu quarto para tomar banho, mas fui impedida por mamãe, que entrou no quarto e trancou a porta.
 - Agora, vamos continuar o que comecei ontem. - disse ela. - Se acalme - Eu estava calma - não vou te machucar mais. Só quero conversar. Por que você fez essa coisa ridícula no cabelo? Por que viajou pelo mundo? Por que me desobedeceu? Sua maldita ingrata! Eu espero que você queime no fogo do inferno por toda a eternidade! Quem manda aqui sou eu! Você não tem o direito de me desobedecer!
 - Mas, e o papai? - perguntei com ceticismo. - Você não vai falar nada sobre ter mandado matá-lo? Eu sei de tudo, encontrei com ele em uma das viagens! Você não presta! Como foi capaz de fazer uma coisa dessas?! Sua... sua... maldita! 
  Nesse momento não me aguentei e me joguei em cima dela. Minhas mãos foram direto em seu cabelo, sem me importar com a falta de respeito. Afinal, ela era minha mãe. Caímos as duas no chão e começamos a nos debater no carpete fofinho. Puxei seus cabelos e ela me deu um tapa no rosto. Arranhei sua bochecha e dei um soco em seu estômago. Levantei e saí correndo, mas ela me alcançou e me puxou de volta para o quarto. Me deu um tapa super forte que fez com que eu caísse e não tivesse mais forças para me levantar.
 - Como ousas? - Ela estava com a respiração acelerada e parecia louca com o cabelo todo bagunçado e a postura errada. - Por isso, a senhorita vai ficar de castigo até seus 18 anos. Com 18 anos a senhorita vai embora desse castelo e não voltará aqui nunca mais! Enquanto isso, fique aqui, neste aposento, trancada! E nunca mais vai sair daqui! - Ela saiu batendo os pés e trancou a porta.
  Não pude evitar as lágrimas e a raiva que me dominavam. Precisava falar com alguém. Precisava de Louis. Precisava de seu amor, seu carinho, seu corpo, seu jeito. Precisava dele!
Me joguei na cama e entrei debaixo das cobertas. Fiquei o dia todo deitada, trancada. E os dias seguintes também foram assim. Sete meses se passaram e eu ainda não tinha notícias de Louis, de nenhum dos meus amigos. Ainda estava trancada naquele quarto e ninguém (além de Rita) tinha permissão para me visitar. De vez em quando minha mãe entrava no quarto para saber se eu realmente estava lá. Já estava ficando angustiada de ficar naquele quarto. Nunca mais usei roupas de princesa, até porque não saí do quarto. Minhas refeições eram controladas e não podia mais acessar a internet. Não saí do quarto. Isso acabou comigo. O que aconteceria comigo nesses anos?

domingo, 10 de novembro de 2013

AVISO IMPORTANTE: Não vou postar o próximo capítulo até alguém comentar alguma coisa. É impossível saber se vocês estão gostando da Fanfic se vocês não comentam. Sendo assim, não vou postar enquanto não tiver pelo menos 1 comentário.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 21:

  Louis se levantou e me deu um beijo na testa. Vestiu uma calça de moletom preta, uma blusa de moletom cinza, um par de tênis brancos e uma touca vermelha. Me deu outro beijo na testa e saiu para comprar nosso café da manhã. Me levantei e peguei minha toalha de banho. Entrei no banheiro e abri a torneira, enchendo a banheira. Enquanto me despia, me olhei no espelho. O reflexo era de uma garota sozinha, que tinha curtido muito na noite anterior, bebido muito e dançado muito. Minhas olheiras estavam horríveis. Meu cabelo estava todo desgrenhado e armado. Minha maquiagem borrada. E mesmo assim eu tinha o homem dos meus sonhos.
  Entrei na banheira e aproveitei para tirar o frio que sentia. Amanheceu nevando, típico de Natal. Estava um dia perfeito para ver filmes, comer pipoca e namorar. Comecei a me lembrar que iria embora em poucas horas e isso fez eu me sentir muito mal. E Louis? Comecei a chorar. Minhas lágrimas se misturavam com a água da banheira.
  Ouvi um barulho vindo da sala de estar e presumi que fosse Louis. Consegui parar de chorar e terminar de me ensaboar e me enxaguei. Me levantei e me sequei. Me embrulhei na toalha e andei até meu quarto, sentindo o choque de temperatura. Me vesti http://www.polyvore.com/inverno/set?id=86886530 pronta para o inverno e desci. 
  Louis já havia arrumado a mesa e estava me esperando para comermos juntos. Dei um longo beijo em sua boca e me sentei ao seu lado. Comemos em silêncio e depois fomos para a sala de estar ver um jogo de futebol. A neve tinha parado de cair quando me levantei e fui arrumar minhas coisas.
  Mal tinha chegado em meu quarto e já estava chorando. De saudades, raiva, pena de mim mesma... Meu choro, antes baixinho, agora estava alto e Louis veio até meu quarto para ver o que tinha acontecido.
 - Tudo bem, meu amor? - ele perguntou enquanto me abraçava.
 - Não! - disse eu aos prantos. - Eu vou embora, e não vai demorar muito. Minha passagem já foi comprada e eu não posso continuar aqui! Eu queria ficar, mas não posso. Por mais que eu sofra nas mãos de minha mãe e minha vó, eu tenho um povo pra liderar. Não posso ficar... Sinto muito.
 - Mas... - Ele parecia triste. - Logo agora que começamos uma relação? - Ele me olhou no fundo dos olhos e consegui sentir a dor dele, o que fez eu me sentir pior. - Eu achei que você fosse desistir de ir depois do que aconteceu. Demorei tanto pra perceber que você era a garota certa e, quando eu finalmente consigo, você vai embora? Isso não é justo.
 - Eu sei que isso não é justo! - gritei.
Minhas lágrimas não paravam de cair e eu não sabia o que fazer. Comecei a andar de um lado para o outro. Louis também começou a chorar, o que me fez chorar ainda mais. Ver um homem chorando daquele jeito me deixava mal. Ver Louis chorando daquele jeito me deixou bem pior. Eu estava acabada e não podia fazer nada. Ninguém podia me impedir de voltar para casa, até porquê eu precisava. Não tinha mais dinheiro para continuar me sustentando em outro país, minha passagem já tinha sido comprada, eu precisava de roupas novas e, por mais que eu reclamasse, sentia saudades da minha família. De todos, inclusive os que me maltratavam. Foi o primeiro Natal que não passei com a família.
  Eu imaginava o que se passava na mente de Louis, quando ele me puxou pela cintura e me deu um beijo daqueles. Nossos corpos estavam colados e comecei a sentir um calor que só conseguia sentir quando Louis estava comigo. Ter que partir e deixar aquilo para trás era muito ruim, uma das piores coisas da vida, mas eu tinha que fazer. Louis se afastou e olhou no fundo dos meus olhos. Sua expressão era indecifrável, parecia confuso e ao mesmo tempo triste. Aquilo estava cortando meu coração. Cheguei mais perto dele e beijei seu pescoço. Precisava fazer um esforcinho e levantar a ponta dos pés. Ele me pegou no colo e entrelacei minhas pernas em sua cintura. Em meio a lágrimas e soluços, tinham nossos beijos calorosos.
  Louis me levou para a cama e começou a tirar minha blusa de frio, depois minha camiseta. Me deixei levar pelo clima e tirei sua blusa de moletom, depois sua camiseta. Beijávamos e gemíamos a cada toque. Eu acariciava seu tanquinho e ele passava suas mãos quentes por todo o meu corpo. Ele dava leves mordidas na minha orelha e aquilo me enlouquecia. Quando ele começou a tirar minha calça, ouvimos um barulho vindo da cozinha. Nos vestimos apressados e corremos para ver o que era. Eleanor estava entrando pela porta dos fundos e sorrindo.
 - Atrapalhei alguma coisa? - disse ela parecendo solidária e culpada. - Me desculpem, eu não queria atrapalhar. É que eu vim devolver a chave, Louis. Toma - esticou o braço e entregou a chave para Louis - e podem continuar, prometo que não vou atrapalhar. Na verdade, eu vou embora. Tchau.
Ela saiu e voltamos para o quarto, mas dessa vez para terminar de arrumar minhas malas.

  No avião a situação piorou. Estava me sentindo abandonada. Só conseguia pensar em Louis e na cara que ele fez quando me deixou no aeroporto com Corina e Friedrich. Eu nunca me perdoaria por ter abandonado a minha vida. Louis era minha vida agora, mas eu precisei deixá-lo. E isso cortava meu coração. Corina estava ao lado de Friedrich enquanto eu ficava presa em meus pensamentos. Acabei dormindo.
  Acordei e pisei no gramado coberto de neve no aeroporto do reino. Peguei minhas malas e Corina e Friedrich me ajudaram. Os guardas me barraram na porta principal alegando que eu não era a princesa. Disseram que era impossível. Então, mostrei minha mancha de nascença na nuca, o que fez eles abrirem a porta. Será que eu tinha mudado tanto assim? Subi até meu aposento e encontrei Rita ajoelhada diante de um altar que não existia antes, rezando em voz baixa.
 - Será que posso interromper? - gritei entrando no aposento.
 - Quem é... Katherine! - Rita correu e jogou seus braços ao meu redor. Minhas malas caíram e ficamos um tempão abraçadas.
 - Sentiu minha falta, Ritinha? - perguntei, me soltando de seus braços.
 - Com certeza! Que susto você nos deu! Achamos que estivesse morta! ONDE A SENHORITA ESTAVA?!
 - Eu estava procurando a felicidade. Fui viver um pouco. Viajei para vários lugares que você nem imagina. Mas, tem uma coisa que você não vai acreditar, mas é verdade.
 - O quê?
 - Eu encontrei meu pai vivo!
 - O quê??!!! - gritou e se jogou na cama. - Me conte essa história direito.
 - Depois, agora vou dormir. Já são 23 e poucos. Amanhã eu te conto tudo. Boa noite, Rita.
  Me joguei na cama e adormeci imediatamente. Acordei apenas no dia seguinte, com Rita me chamando para me arrumar para o pronunciamento público de minha mãe. Ela ainda não sabia que eu havia chegado então seria a ocasião perfeita para fazer a surpresa. Me arrumei http://www.polyvore.com/black/set?id=101686996 e fui ao Salão Principal, onde ocorria o pronunciamento. As câmeras estavam voltadas para minha mãe, que ainda ajeitava o microfone para falar. Então ela começou:
 - Olá, Vernicas! Venho aqui para falar sobre minha filha, Katherine. Ela continua desaparecida, e já não tenho mais esperanças de encontrá-la viva.
 - Mas eu tô viva! - gritei e subi no palco montado no centro do Salão. Todos me encararam com espanto. Mamãe estava com olhos de morte. - Embora meu cabelo esteja azul, ainda sou eu. Só que diferente. Amadureci bastante nesses 2 meses em que fiquei fora. Só estava vivendo! Mas, aprendi muito, e descobri um segredinho seu, mamãe!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 20:

 Todos me olharam como se já soubessem que eu era o motivo da "separação" dos dois. Eleanor me olhou com raiva. Raiva não, ódio. Eu não tinha medo dela, mas tive uma sensação ruim. Ela gritou e jogou seus braços por cima de mim, destruindo o bolo. Grunhi e saí de trás da mesa, me jogando em cima dela. Puxei seus cabelos e dei um tapa em seu rosto, que imediatamente ficou vermelho. Louis começou a xingar alguns palavrões enquanto Harry e Austin tentavam nos separar. As meninas ficaram apenas observando. Louis finalmente se movimentou e me pegou no colo, me colocando atrás dele. Austin pegou Eleanor e a segurou atrás dele.
 - Qual o problema de vocês duas?! - gritou Niall - O que deu em vocês pra estragarem um bolo lindo como esse?
 - Eleanor, qual o seu problema? - disse Louis, exalando irritação - Por que você foi bater na Kath? Todo mundo aqui sabe que nosso namoro era mídia. Todo mundo. Você é idiota? Acho que só quem não sabia eram as meninas.
 - Louis, eu te amo!! - gritou Eleanor - Você merece mais do que ela, você me merece. Pelo amor de Deus! Eu preciso de você! E você precisa de mim! E o contrato foi só...
 - O contrato foi uma merda! - disse Louis - Esse contrato fez com que eu precisasse fingir um namoro com você. E fez eu gastar um dinheirão com você. Comprei todas as roupas e todas as bolsas que você queria então se dê por satisfeita! Agora, vai embora! Não quero mais você na minha casa! Não depois de ter estragado minha festa, meu bolo, e depois de ter batido na minha namorada. Tchau! A saída é por lá! - apontou para a porta da cozinha.
 Por mais que Eleanor me odiasse, principalmente agora, senti pena dela. É horrível ser expulsa de um lugar. E é horrível sofrer por amor, eu sei bem como é isso. Se eu não tivesse torcido o pé continuaria sofrendo. Mas então me lembrei que ela destruiu o bolo que mandei fazer pro meu namorado, que ela acabou com a animação de todos, e que ela deixou uma marca em meu rosto, uma unhada. Então a pena passou.
 Eleanor saiu correndo pela porta da cozinha e  percebi que ela estava chorando. A pena me invadiu de novo e corri atrás dela. Peguei em seu ombro mas ela me empurrou e continuou correndo. Não parei de correr e consegui pará-la.
 - Olha, eu sei que você nunca me tratou bem, mas eu vou pra igreja e lá eu aprendi que tenho que amar meu inimigo.
 - E daí? - ela ficou o tempo todo olhando pro chão molhado. E lá estava eu novamente, tomando chuva.
 - Eu sei como é sofrer. Acredite em mim. Eu vivi durante 15 anos presa em um castelo, sem poder conviver com quase ninguém. Nem todos os funcionários tinham permissão de chegar perto de mim. Minha única amiga era uma das empregadas do castelo, e ela tem 56 anos. Minha mãe e minha avó me odeiam. Eu apanhava por tudo e por nada. Elas queriam que eu fosse perfeita, mas isso é uma coisa que eu nunca serei. Então, se você acha que tá sofrendo, esquece. Eu já sofri muito mais e vou sofrer mais ainda. Então, por favor, não faz eu me sentir mal por ter beijado o cara que você gosta. E não faz eu me sentir pior por amá-lo e por ele me amar.
 - Ele ainda não te ama... - disse ela, secando as lágrimas e me olhando no fundo dos olhos - Mas vai. Eu sei, dá pra sentir. Mas, tudo bem. Espero que vocês sejam felizes juntos. Eu vou voltar pra casa.
 - Quer que eu chame um táxi? - perguntei amigavelmente.
 - Pode ser. Mas só se você for comigo. Não confio em taxistas.
 - Nem eu. Mas se acharmos um táxi tá bom. Já sei, por que você não espera pra alguém te levar depois, já que já é Natal.
 - É mesmo. Feliz Natal! - ela me abraçou, um ato inesperado. Retribuí o abraço.
 Entramos e ela se desculpou com todos pela bagunça. Me desculpei também, mesmo sabendo que não tinha culpa de nada. Uma boa conversa sempre resolve tudo. Desejamos "Um Feliz Natal! Ho ho ho" para todos e depois que todos foram embora, Louis me levou para o seu quarto.
 Tirei meus sapatos e meu vestido, ficando apenas de calcinha e sutiã. Louis estava quase babando. Para sua infelicidade, andei até meu quarto e vesti meu pijama http://www.polyvore.com/dormir_com_louis/set?id=81512103. Voltei para o quarto dele e ele estava deitado na cama, apenas de cueca. Sem querer, meus olhos foram parar em uma leve ondulação na cueca. Desviei o olhar para os olhos de Louis e ele me olhou com malícia. Me deitei na cama ao lado dele e me aconcheguei em seus braços. Havia esfriado bastante, então puxei as cobertas. Fechei meus olhos e relaxei. Ficamos um tempo sem dizer nada, apenas sentindo a presença um do outro. 
 - Foi um dia cansativo. - disse, quebrando o silêncio.
 - É, mas foi divertido. Principalmente o nosso beijo. Você sabia que beija muito bem, gata?
 - Na verdade, não.
 - Você sabia que conseguiu me provocar quando ficou só de calcinha e sutiã? - Mordeu o lábio.
 - Não. Mas você deu azar hoje, milagrosamente eu usei sutiã. - Uma mentira, mas uma ótima provocação.
 - Deixa eu provar um pouco de você?
 Louis subiu em cima de mim e começou a me beijar fervorosamente. Suas mãos percorriam meu corpo. Conseguiu tirar minha camiseta e a deixou no travesseiro. Estava tentando soltar meu sutiã, quando minha consciência voltou e consegui me livrar do tesão.
 - Não, Louis. Eu ainda sou virgem, beijei pela primeira vez hoje. Não quero apressar as coisas. - Peguei minha camiseta e a vesti. - Desculpa, amor, mas você vai ter que esperar. Mais um pouco.
 - Por você eu espero. - Sorriu e me deu um selinho profundo.
 Me deitei novamente em seus braços e caí num sono profundo. É Natal!