Believe It
Capítulo 5:
Primeiro eu não acreditei, mas quando as pessoas começaram a falar, percebi que minha mãe estava falando sério. Olhei para ela com decepção e raiva. Ela continuou sorrindo para todos enquanto a desgraça estava acontecendo.
Então, olhei para Louis, que estava com uma expressão estranha. Parecia felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Minhas novas amigas começaram a sorrir com pena. Ally mexeu os lábios formando "Eu sinto muito por isso". A pressão era muita e meu coração estava acelerado demais. Todas aquelas pessoas estavam me olhando e então corri. Corri escadaria acima. Fui ao meu aposento e me deitei na cama informalmente. Rita entrou logo atrás de mim e se deitou ao meu lado.
- Não chore. Você não vai se casar - disse Rita.
- Na verdade, eu vou. A rainha quer, a rainha consegue. Me abraça!
Rita me abraçou e ficou fazendo cafuné em mim por alguns minutos, até as meninas entrarem e se jogarem na cama. Elas ficaram comigo, conversando, me fazendo rir. Eu precisava de conforto naquele momento. Chorei tanto que até saiu catarro de meu nariz. Uma coisa nojenta.
- Bom, eu vou descer. - disse Rita - Preciso continuar a servir os convidados. Não demorem muito. A rainha ficará brava. Nos vemos na hora de dormir, Kath.
Se passou um longo tempo até eu conseguir me recompor, retocar a maquiagem e descer outra vez. Desci acompanhada das meninas. Estávamos de mãos dadas, porque, segundo Lauren "isso mostra que já somos amigas de verdade".
Lá embaixo, fui atropelada por perguntas, mas, como sempre, minha mãe respondeu a todas por mim. Mas uma dessas perguntas eu mesma respondi:
- Não, Louis. Eu não vou me casar de verdade.
- Mas, a rainha disse que...
- A rainha não sabe o que diz. Eu sou a princesa e eu devo decidir com quem quero me casar.
- Está certíssima, Kath. Posso te chamar assim? - perguntou Louis um pouco envergonhado.
- Claro. Meus amigos me chamam assim.
- Mas eu não sou seu amigo - de começo me assustei, mas ele começou a dar risada. Isso deu a entender de que era uma brincadeira.
- Senhor Tomlinson, agora tenho que conversar com o príncipe Marcs sobre o casamento que não acontecerá. Com licença.
Saí devagar, como uma princesa deve fazer, mas depois de um tempo comecei a andar rápido, procurando desesperadamente por Marcs. Cruzei o Salão inteiro procurando por ele, perguntando e ninguém o viu. Já sem esperanças, fui ao Salão dos Homens. Olhei pela porta de vidro e vi um casal aos beijos. Conforme eles se moviam, dava para ficar mais fácil de descobrir quem era. E então descobri.
- Marcs! O que você está fazendo beijando uma das minhas criadas?
- Princesa! Perdão, eu...
- Não precisa se explicar. Venha até aqui. Podemos conversar por um instante?
- Claro. Tudo que a senhorita quiser.
Como não havia nenhum lugar totalmente seguro dentro do castelo, o levei ao jardim dos fundos. Era isolado porque normalmente os ataques vinham de lá. Marcs estava com um pouco de medo no começo, não falou muito e ficava se ajeitando. Ele estava muito desconfortável. Então comecei:
- Nosso casamento não pode acontecer!
- Perdão?
- Isso mesmo que você ouviu. E se estiver pensando que é porque eu o peguei aos beijos com minha criada, está muito enganado. Não quero me casar com você porque sou muito nova, não te conheço, sua irmã me odeia e minha mãe quer que eu me case. São motivos o bastante para não me casar, então...
- Eu também não queria me casar. Pelos mesmos motivos que você. Me dá um abraço?
- Ok.
O abracei e percebi um movimento atrás de um dos arbustos do jardim. Me soltei de seus braços e comecei a procurar por algo ou alguém. Quando consegui encontrar, percebi que era um fotógrafo, tirando fotos de nós dois.
- Hey! - gritei - Pare com isso! Nós não somos um casal!
O fotógrafo correu e não fiz questão de correr atrás dele.
- Bom, acho que podemos voltar para o baile - observou Marcs.
- Tem razão. Mas antes de voltarmos preciso te alertar de que a rainha fará de tudo para que o casamento aconteça. Só há um meio de evitarmos o casamento. E eu sei bem.
- Como?
- Conversamos sobre isso amanhã. Venha ao castelo pela tarde e me encontre aqui novamente. Se conseguir, traga algum amigo de confiança. Vamos precisar de ajuda.
Fui na frente para não parecer que estávamos juntos. Entrei no Salão Principal e convoquei as meninas:
- Vou precisar da ajuda de vocês!
- Para? - perguntou Dinah.
- Para acabar com um casamento - todas sorrimos. - Me encontrem amanhã pela tarde, no Salão das Mulheres. De lá, iremos ao jardim dos fundos, onde ninguém se atreve a ir. Faremos uma reunião. Agora, preciso convocar meus amigos. Com licença.
Procurei por Austin e o convoquei. Fiz a mesma coisa com os garotos da 1D e todos toparam. O plano já estava pronto, só precisava de ajuda para executá-lo. Ajuda eu tinha de sobra.





