Dream or Nightmare?
Capítulo 2:
Mesmo sendo tímida eu consegui ter uma amiga, Halley, mas nós duas fomos apresentadas pela mãe dela, Joane. Joane é colega de trabalho da minha mãe. Ela nos apresentou e pediu pra Halley andar comigo para eu não me sentir sozinha. Ela nunca me tratava como amiga, me tratava como colega. Quando ela tinha oportunidade de sair com outras pessoas me deixava sozinha. Mas isso mudou depois de um acontecimento. Uma vez, nós tínhamos 9 anos, ela foi até a minha casa e entrou no meu quarto bem na hora que eu estava de vestindo o pijama. Ela viu meu braço inteirinho cortado. Ela deduziu que eu me automutilava, e ela estava certa. Eu fazia isso pra aliviar a dor que as pessoas me causavam. E sim, ela contaria pra minha mãe, mas implorei pra ela não contar. Ela me prometeu não contar se eu prometesse que iria tentar parar. Trato feito, até hoje ela não contou à ninguém. Ela é a única pessoa que sabe. E quando ela descobriu foi até bom, se ela não tivesse descoberto eu não teria parado. Quando ela descobriu começou a me levar pra sair. Íamos na casa de amigos dela, que viraram meus colegas. Como as pessoas pararam de me insultar e de me tratar mal eu parei de me automutilar. Nunca mais fiz isso. Halley é a minha única amiga de verdade, mas é a melhor. Agradeço muito por tudo que ela fez por mim. Mas agora terei que contar a notícia.
Liguei para a Halley para contar dar a notícia:
Meredith: Alô, oi Halley, preciso falar com você. Vem aqui em casa pra gente conversar. É uma coisa muito séria e não pode ser falada por telefone.
Halley: Tudo bem, mas eu estou muito curiosa agora. Vou demorar só um pouco porque vou trocar de roupa. Chego aí em 15 minutos.
Meredith: Ok, tchau.
Halley: Tchau, já estou chegando.
Exatamente 15 minutos depois minha campainha tocou e eu fui atender. Era Halley. Não sabia como contar, mas tinha que contar. Não chamei ela em minha casa à toa.
Meredith: Oi Halley, vamos conversar lá no meu quarto porque eu estou ocupada lá.
Halley: Tudo bem. Mas você vai me contar.
Subimos para o meu quarto. Eu não sabia o que fazer e tentei enrolar, mas não deu muito certo...
Meredith: Quer comer alguma coisa Halley? Ou beber, sei lá...
Halley: Não me enrola - ela me interrompeu - eu sei o que você está tentando fazer, mas você não vai conseguir. Conta logo, o que te deixou assim?
Meredith: Eu... - disse eu, sentindo lágrimas se formarem em meus olhos - vou ter que voltar pra Londres. Eu sinto muito, não queria isso, mas minha mãe não me deu escolhas... - fui interrompida.
Halley: Como assim vai ter que voltar pra Londres? Você não pode me deixar aqui, sozinha. Você é minha melhor amiga - ela também começou a chorar - eu não vou conseguir viver sem você.
Meredith: Desculpa, eu não sei porque minha mãe aceitou o emprego, mas eu terei que ir com ela - fui surpreendida com um abraço inesperado.
Halley: Tudo bem, você tem que ir, mas nós temos que manter contato pela internet. Mesmo longe, temos que nos falar.
Meredith: Sério que você vai aceitar numa boa?
Halley: Sério. Mas eu não quero saber de você me substituir. Você pode até ter outras amigas, mas eu sempre serei a sua melhor amiga. Estamos entendidas?!
Meredith: Sim, mas eu tenho que te perguntar, quer comer alguma coisa?
Halley: Não, mas quero água.
Meredith: Então vamos na cozinha porque eu estou morrendo de fome, preciso comer alguma coisa.
Nós duas descemos para a cozinha. Enquanto Halley bebia água eu comia um pão com queijo, presunto, salada, purê de batata e pequenos pedaços de peito de frango. Eu amo fazer sanduíches desse tipo, cheio de coisas. Ficamos mais ou menos uma hora conversando, então eu me toquei de que eu deveria ter arrumado minha malas e tomado banho.
Meredith: Nossa - disse eu com espanto - já são cinco horas da tarde, eu já deveria ter arrumado minhas malas e tomado um banho. E agora?!
Halley: Fique calma Meredith, você pode tomar banho tranquila, que eu arrumo suas malas pra você.
Meredith: Sério? Você faria esse favor pra mim?
Halley: Eu não faria, eu vou fazer, corre garota vai tomar seu banho.
Meredith: Ok, ok, já estou indo.
Dez minutos depois eu saí do banho e entrei no meu quarto para trocar de roupa, mas Halley não estava lá. Nem me preocupei muito. Troquei de roupa, coloquei meus tênis, passei batom bem clarinho, peguei minhas malas e desci para a sala de estar. Quando desci vi que Halley também não estava lá embaixo, então comecei a me preocupar. Procurei por ela na casa inteira e ela não estava em lugar nenhum. Liguei para ela e me tranquilizei. Ela tinha ido pra casa para tomar banho e poder me levar no aeroporto, mas ela já estava chegando em minha casa. Quando chegou estava acompanhada de minha mãe. Enquanto minha mãe tomava banho eu e Halley ficamos conversando. Depois de mais ou menos meia hora minha mãe já estava arrumada e nós saímos. Era o começo de uma nova vida pra mim. No aeroporto...
Halley: Eu vou sentir sua falta Meredith, e da senhora também dona Clarice - minha mãe - Mas nós vamos conversar por internet então vai amenizar um pouco a saudade. Quando chegar em Londres posta nas redes sociais que eu quero ver Meredith.
Meredith: Tudo bem Halley, eu vou sentir muito a sua falta. Quando chegar lá eu posto sim. Tchau.
Clarice: Tchau Halley, e manda um beijo pra Joane. Diz pra ela que eu vou sentir saudades dela. Tchau, fica com Deus.
Halley: Amém.
