quinta-feira, 1 de novembro de 2012



Dream or Nightmare?

Capítulo 6:

Depois que me despedi de Harry ele foi para seu hotel, enquanto eu fui comer. Comi três pães, um com geleia e creme de amendoim, um com requeijão e queijo branco, e o outro era um pão de frios. Bebi três copos de suco de laranja, realmente eu estava com muita fome. Não tinha comido nada depois que entrei no avião pra vir pra Londres. 
Depois de comer fui tomar banho. O banheiro era bem apertado e me incomodava um pouco ficar lá, mas eu precisava tomar banho. A janela do banheiro tinha vista pra rua, e era bem grande. Quando reparei tinha um homem olhando pra mim, a minha sorte é que eu ainda só estava checando o banheiro e não tinha tirado a roupa. Rapidinho fechei a janela e comecei a tirar a roupa. Senti meu corpo pesado, mas logo essa sensação passou quando eu entrei debaixo da água quente do chuveiro. O banho fez bem pra mim, relaxei e pensei na conversa que teria com Harry, meus sentimentos por ele ainda eram os mesmos e eu ainda estava chateada com o que ele fez comigo no passado.
Saí do banho enrolada na toalha e com uma piranha prendendo meu cabelo molhado. Procurei uma roupa bem bonita pra vestir e escolhi essa aqui: 

Me sentia bem usando uma roupa não tão chamativa, mas eu ainda achava exagerada, era só pra ocasiões especiais e essa era uma ocasião especial. Harry sempre foi muito importante pra mim, mas depois do que ele fez comigo eu me mudei pro Brasil, depois esqueci dele, até eu ouvir o nome Harry Styles na TV. 
Depois de me vestir e arrumar meu cabelo avisei minha mãe que iria sair, por sorte ela não perguntou onde eu ia, com quem e fazer o quê. Ela só olhou pra mim com cara de dúvida, mas fez um sinal positivo com a cabeça.
Saí de casa e percorri um caminho um pouco longo, mais ou menos 20 minutos à pé, mas não me cansei, estava acostumada. Chegando na frente do hotel me perguntei se deveria entrar, mas entrei, afinal, não tinha andado à toa. Perguntei para o funcionário do balcão se podia subir e ele perguntou meu nome, respondi e ele disse " Senhor Harry está te esperando".
Quando Harry me deu o papel com o endereço estava escrito que seu quarto ficava no 9º andar. Como eu tinha muito medo de elevadores subi de escada. Cheguei lá em cima bem normal e nem um pouco cansada. 
Estava prestes a bater na porta, mas hesitei. Resolvi bater, mas nem precisei pois Harry abriu a porta. Acho que o funcionário avisou que eu havia chegado. 
Harry: Oi, você ainda é pontual. Está muito bonita.
Meredith: Obrigada , e não gosto de fazer as pessoas esperarem.
Harry: Certo. Entra.
Meredith: Então, vamos direto ao ponto. O que quer saber?
Harry: Espera - disse ele quase brigando comigo - Senta aí no sofá. Quer comer alguma coisa, ou beber?
Meredith: Quero um suco. Tem?
Harry: Sim. Você quer de quê?
Meredith: Laranja.
Harry: Certo, vou pegar.

Pensamento Meredith ON:
Nossa, o Harry está sendo tão carinhoso comigo. Meu sentimento está voltando.
Pensamento Meredith OFF.

Harry: Prontinho - disse ele me entregando a caixinha de suco - Agora me conta o que eu quero saber.
Meredith: E o que você quer saber exatamente?
Harry: Eu quero saber por que você não queria  que eu me lembrasse de você. E também quero saber por que você parou de falar comigo quando a gente estudava. E também quero saber por que você foi para o Brasil. E também quero saber...
Meredith: Por que você não diz logo que quer saber tudo? - interrompi ele.
Harry: Tá, eu quero saber tudo, mas começa do começo, você tem mania de começar pelo fim - ele riu.
Meredith: Eu não faço mais isso - ri junto com ele.
Harry: Começa logo.
Meredith: Tá, tá. Vou começar. Quando a gente estudava eu era menos tímida que agora, mas era - ele fez cara de tédio - As meninas não gostavam de mim porque me achavam esquisita, me maltratavam quando eu tava sozinha e me batiam algumas vezes - ele fez cara de espanto - Então, em uma dessas vezes que elas me bateram exigiram que eu falasse bem delas pra você, caso contrário eu seria morta - uma cara de espanto maior ainda - Preferi viver e comecei a falar bem delas pra você e você começou a falar com elas e me deixar sozinha. Minha única saída era... - lembrei que Halley era a única que sabia da automutilação - Então eu fiquei muito chateada com você e parei de falar com você, eu sei que é besteira, mas... - ele me interrompeu.
Harry: Qual era sua única saída? - vi meu chão desabar, como eu cometi uma gafe dessas? Eu tinha que ser mais atenta.
Meredith: Que saída?
Harry: Você ia dizer qual era sua única saída, mas não disse, e eu quero saber qual era.
Meredith: Não precisa saber, não é nada.
Harry Me conta logo!! - ele gritou comigo pela primeira vez na vida e eu confesso que fiquei com um pouquinho de medo, então resolvi contar.
Meredith: Eu me automutilava, era a melhor saída pras dores que eu sentia - lágrimas se formavam em meus olhos. Eu não queria chorar, mas não pude evitar.
Harry: Eu não acredito nisso. Automutilação? Você? A doce garota que eu conhecia se automutilando. Isso é horrível, não posso acreditar.
Meredith: Mas agora você sabe o motivo. Por favor não conta pra minha mãe, minha amiga brasileira é a única que sabe. E agora você...
Harry: E como você fez pra parar?
Meredith: Minha amiga brasileira me ajudou. Ela é super legal. Me tratava bem  fez com que eu arrumasse colegas. 
Harry: Mas você ainda faz isso?
Meredith: Não, faz tempo que eu parei, e isso é bom porque eu não tenho tantas marcas, a maioria cicatrizou. Só uma na barriga que não cicatrizou, mas ninguém pode ver mesmo, então nem me preocupo.
Harry: Eu quero ver - ele cochichou tão baixo que eu quase não ouvi, e fingi não ter ouvido. Não queria mostrar nada pra ele, minha confiança nele ainda não tinha sido recuperada.
Meredith: Agora eu falo porque fui para o Brasil. Fui pra lá porque minha mãe descobriu que eu sofria bullying e não queria que isso continuasse acontecendo... - fui interrompida pelo meu celular tocando - desculpa, vou atender, é a minha mãe. Alô mãe, que foi?
Clarice: Eu quero avisar que estou indo procurar uma casa pra gente comprar, talvez quando você chegue em casa eu ainda não tenha chegado. Beijo, tchau - e desligou o telefone, fiz o mesmo.
Meredith: Ela está indo procurar uma casa pra nós duas. Espero que ela encontre. Não quero ter que continuar morando num hotel - ele deu um sorrisinho - Mas então, onde eu estava?
Harry: Sua mãe não queria que você continuasse sofrendo bullying e vocês foram para o Brasil.
Meredith: Ah sim, claro, obrigada. Então, eu comecei uma vida nova lá no Brasil, mas continuei sofrendo bullying, até minha amiga descobrir que eu me automutilava, ela prometeu não contar nada pra ninguém se eu tentasse parar. Ela começou a ser mais atenciosa comigo, por isso consegui parar. Não faço isso desde quando eu tinha uns 9, 10 anos. 
Harry: Ela foi uma boa amiga pra você - concordei com a cabeça - Mas agora me responde por que você não queria que eu me lembrasse de você.
Meredith: Eu não queria que você me reconhecesse porque eu não queria falar com você, você me magoou muito e nem foi me ver ir embora.
Harry: Eu não fui porque eu não sabia. Ninguém me contou. Depois que eu fiquei sabendo fiquei muito triste também.
Meredith: Mas isso é passado, eu já te perdoei. Agora você me perdoa por ter sido uma idiota?
Harry: Não, só vou te perdoar se você aceitar almoçar comigo hoje. Aceita?
Meredith: Não posso, tenho que procurar uma faculdade depois que sair daqui.
Harry: Quer que eu te acompanhe?
Meredith: Pode ser...