quarta-feira, 30 de outubro de 2013



Believe It

Capítulo 19:

 A chuva tinha parado. O taxista nos deixou em um lugar escuro, apesar de ter iluminação; até mesmo macabro. Eu não estava gostando muito daquilo, estava ficando assustada. O silêncio foi quebrado por um pássaro, um corvo que passou voando acima de nós.
 - Louis? - disse eu. - Onde estamos indo? Você vai me estuprar? Me assassinar? Arrancar meus membros? Me abandonar?
 - Aff, você é problemática... - disse ele com ar distraído.
 - Pode fazer qualquer coisa, menos me abandonar...
 - Você não confia em mim. - Louis parou bruscamente, me segurou pelos braços, uma pegada firme, sem machucar. - Eu te acompanhei esse tempo todo e te dei todas as provas de que você pode confiar em mim, por que essa desconfiança agora?
 - Eu... confio em você, Louis. Só fiquei assustada.
 - Ótimo, então me acompanha antes que eu te mande calar a boca e realmente te abandone.
 - Ai, ai!
 Andamos e rimos o caminho todo. As ruas estavam vazias porque 1: era quase Natal. 2: estava garoando. Andamos bastante até um prédio abandonado. Entrei na frente e Louis segurou minha mão. Subimos até o terraço e andamos até o final de um corredor. Estava escuro e eu estava um pouco assustada, mas não muito, porque Louis estava comigo. Louis tapou meus olhos e me guiou. Quando ele permitiu que eu abrisse os olhos, vi que estávamos bem na beirada do terraço.
 - Aaaaaahhh!!! - gritei. - Quer me matar?
 - Calma, eu tô aqui. É que você disse que gosta de coisas macabras, assustadoras, sombrias, então eu te trouxe aqui. Olha lá embaixo, do jeitinho que você gosta.
 Olhei para baixo e vi um canteiro com plantas mortas, tudo que eu sempre sonhei ver pessoalmente. Era lindo! A chuva parou. Fiquei segurando a mão de Louis o tempo todo, com medo de cair. Dei alguns passos para trás e olhei no fundo dos olhos de Louis. Chegou a hora de dizer toda a verdade.
 Um trovão bem alto interrompeu meus pensamentos. Olhamos para o céu. Xinguei mentalmente e descemos as escadas. Descer era mais rápido do que subir. O celular de Louis fez um barulhinho de "bip" e ele olhou o SMS que tinha acabado de chegar. Era de Eleanor. Dizia: "Cadê você? Faz um tempão que você saiu e a eletricidade voltou! Vem logo pra gente cortar o bolo!"
 Começamos a andar mais rápido com medo de a chuva cair. Não tinha nenhum táxi no ponto, então ficamos esperando. Esperamos 20 minutos e nenhum táxi apareceu. Resolvemos ir andando.
 A chuva começou a cair, primeiro fraca, depois bem forte. Já estávamos ensopados. Começamos a correr bem rápido.
 - Isso é tudo culpa sua! - gritei para Louis conseguir me ouvir através do barulho da chuva.
 - Culpa minha? O que é culpa minha? - ele perguntou confuso.
 - Se você não tivesse inventado de me trazer aqui, nós não estaríamos ensopados, e ainda corro o risco de passar o Natal doente!
 Ele segurou meu braço para me olhar. Fiz um esforço para olhá-lo; a chuva tinha estragado meu penteado, fazendo meu cabelo todo cair no meu rosto. Me desvencilhei de seus braços e comecei a andar. Já estava ensopada mesmo. Torci meu pé e estava caindo. De algum jeito, virei e estava caindo para trás. Mas Louis me segurou, e ficamos olhando um para o outro. Os dois ensopados, ele me segurando de uma forma que me lembra filmes, olho no olho, suas mãos quentes em minhas costas. Nossos rostos se aproximando. Cada vez mais perto. Naquele momento não me importei com nada. Não me importei com o namoro falso de Louis e Eleanor, não me importei com o fato de que no dia seguinte voltaria para o castelo e ficaria trancada mais alguns anos, não me importei para o fato de estar ensopada, não me importei com minha maquiagem borrada escorrendo no meu rosto, não me importei por meu vestido curto ter ficado mais curto ainda, revelando minhas coxas grossas e um pedaço da minha calcinha. Não me importei com nada. Apenas relaxei, fechei meus olhos, e deixei Louis fazer o resto.
 Nossos lábios se tocaram no exato segundo em que o relógio da rua deu sua badalada. Ótimo presente de Natal. Os lábios de Louis estavam tão quentes quanto suas mãos. Começaram fazendo movimentos suaves, depois se agitaram mais. Enquanto me beijava, suas mãos percorriam meu corpo, como se aquele fosse o momento mais importante de nossas vidas. Como se nossas vidas dependessem daquilo. Fomos interrompidos por um carro que passou em um poça e espirrou aquela água suja em nós dois.
 - Filho da puta! - Louis gritou. - Vai dar o cu na esquina, mas não joga água nas pessoas! Vagabundo do caralho!
 - Louis! Ele já foi. - Passei as mãos em seu peito, acariciando-o. - Vamos voltar. Eu preciso trocar de roupa, não aguento ficar ensopada. A sensação é horrível.
 - Tá! Mas só porque é você. - disse e me abraçou.
 Meu pé ainda estava doendo por causa da torção. Estava mancando. Louis percebeu e me pegou no colo. Eu não queria que ele fizesse isso porque tem muitas câmeras espalhadas pela rua e ele não poderia ficar com a imagem manchada, poderia prejudicar a banda; ele me pegou no colo mesmo assim e não me soltou até chegar na porta dos fundos, a porta da cozinha. Ele me colocou no chão e pegou as chaves para abrir a porta. Antes de entrarmos ele me deu um beijo caloroso, mas o empurrei.
 - A gente não pode fazer isso, Louis. E o seu namoro com a Eleanor? Como fica a sua imagem e a da banda?
 - Tomei uma decisão - disse ele misterioso - e você vai gostar, muito.
 Me deu outro beijo, dessa vez mais rápido, e abriu a porta. Todos correram para a cozinha ao ouvirem o barulho e suspiraram aliviados. Louis me carregou até uma cadeira e explicou toda a situação para todos. Menos a parte do beijo. Ele me levou até o banheiro e pediu para que uma das meninas arrumasse outras roupas lindas para eu usar. Ele pegou minha toalha no meu quarto e esperou a banheira encher para sair.
 Me despi e entrei na banheira, me apoiando nos cantos dela por causa do meu pé. Já estava um pouquinho melhor, mas ainda estava doendo. Fiquei me lembrando do beijo. Meu primeiro beijo. O selinho que dei em Marcs foi atuação. Beijo de verdade foi esse. Meu lábio no lábio de Louis, nossas línguas se encontrando, suas mãos em meu corpo...
 Molhei meu cabelo para tirar a água da chuva e peguei uma toalha pequena que estava no cabide para embrulhá-lo. Nem me ensaboei, o banho foi só para dar uma esquentada. Saí da banheira e me embrulhei na toalha que Louis tinha pegado no meu quarto. Saí mancando do banheiro e quando entrei no meu quarto as meninas estavam lá.
 - Gente, podem me dar licença? Preciso me vestir. - disse eu timidamente.
 - Ok. - disse Camila - Mas depois você vai contar pra gente o que aconteceu. Eu sei que faltou alguma coisa na história que Louis contou. E a mãe dele ficou preocupada, você viu a cara dela quando vocês entraram. Mas a gente tá saindo. E, pra sua informação, a Normani que escolheu seu look.
 Saíram e fiquei observando o look que Mani criou http://www.polyvore.com/baladinha_de_anivers%C3%A1rio_do_meu/set?id=88469279. Era perfeito, ótimo pra causar. E Eleanor ficaria babando de inveja. Meu cabelo estava úmido então prendi em um coque alto. Me arrumei e desci. Já estava conseguindo andar normalmente. Sentia umas fisgadas de vez em quando, mas nada que não pudesse suportar. E ainda consegui usar salto alto. Louis já estava pronto.
 - A gente só tava esperando você chegar. - disse Zayn - Por que as mulheres demoram tanto pra se arrumar?
 - Falou o mais vaidoso da banda que demora um século pra arrumar o cabelo! - disse Louis.
 Nos organizamos em volta da mesa. Fiquei do lado de Louis, já que eu comprei o bolo e organizei quase tudo sozinha. Do seu outro lado estavam sua mãe e suas irmãs. Tiraram algumas fotos e me senti intrusa nelas, afinal era um momento bem familiar. O primeiro pedaço de bolo foi para a mãe dele, logicamente.
 - Esse bolo é seu, mãe. - disse ele - E eu quero aproveitar que tá todo mundo olhando pra minha cara pra dar uma notícia. Eu tô terminando com você, Els. Mas ainda podemos ser amigos.
 Todos fizeram um silêncio enorme, Eleanor estava enfurecida, mas as atenções não estavam nela. Estavam em mim.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013



Believe It

Capítulo 18:

 Mandei fazer um bolo parecido com o do aniversário do ano passado, com bonequinho e tudo, mas um pouco maior e mais bonito, modéstia parte. Peguei um táxi e pedi para o taxista me deixar em alguma loja de decoração. Comprei várias coisas para decorar e na hora que estava saindo da loja, os meninos e as meninas entraram.
 - Oi, Kath! - disse Liam me dando beijinhos na bochecha. - Já comprou tudo?
 - Já. - respondi.
 - Então vamos tirar o Louis de casa pra poder arrumar tudo! - disse Lauren. - Ou ele já sabe que vai ter uma festa?
 - Ele já sabe - respondi. - Eu não consegui me segurar, tinha que jogar na cara da Eleanojo.
 - Você tá com ciúmes dela? - perguntou Austin.
 - Vamos arrumar a festa, vou chamar o táxi.
 Chegamos na casa de Louis e ele já estava arrumado. Eleanor estava com aquela mesma roupa idiota e uma bota de salto alto. Começamos a arrumar a casa para a festa e no fim do dia já estava tudo pronto. Pedimos pizza (coisa que eu só havia comido uma vez, com Louis) e acabamos dormindo na sala de estar com a TV ligada. Acordei e olhei no relógio digital, 01:36 da madrugada. Me levantei e olhei em volta, a única luz era a do relógio, mas só ela bastava para ver que estavam todos ali. Tirei meus sapatos e subi a escada silenciosamente. Entrei no meu quarto, tirei o short e o casaco e me joguei na cama. Instintivamente, me levantei e peguei um papel e uma caneta no quarto no fundo do corredor. Escrevi em letras bem grandes e redondas "Feliz aniversário, lindo. Que seu dia seja perfeito. Ass: Katherine ♥" e coloquei na mesinha de cabeceira do quarto de Louis. Voltei para meu quarto e dormi tranquilamente.
 Acordei apressada, com medo de não conseguir encontrar Louis, corri para o banheiro, tomei banho e me arrumei http://www.polyvore.com/dayane/set?id=101696988. Corri até o quarto de Louis e ele não estava mais lá, mas o bilhete estava. Corri escada abaixo e ele estava na cozinha. Com Eleanor. Entrei feliz, estranhamente feliz, dei bom dia, um abraço bem apertado em Louis e um beijo na bochecha direita dele. 
 - Parabéns!!!! Que você tenha muitos anos mais de vida e que encontre a pessoa certa pra passar todos os dias da sua vida. Que se case, tenha filhos e muita felicidade. - Desejei tudo isso na frente de Eleanor sem me importar com as caras feias que ela fez.
 - Muito obrigado, Kath. - disse Louis, sorrindo. - E obrigado pela festa que vai acontecer, obrigado pelo bilhete, obrigado por sua presença... Obrigado por tudo. E, sim, eu já encontrei a pessoa que vai me fazer feliz.
 Eleanor se acendeu como uma vela, estava totalmente feliz, mas sem dizer uma palavra. Eu, pelo contrário dela, me senti um lixo, uma idiota, apenas uma amiga. Mas eu queria mais do que isso, então teria que investir. Mas se ele já tinha escolhido alguém pra ficar, que chances eu tinha? Qual foi a tática que a Eleanor usou pra conquistá-lo em apenas um dia? Ai, que inveja.
 Fui até a geladeira e peguei a caixa de leite, despejei num copo e bebi em dois grandes goles. Limpei o bigode de leite e fui para a sala de estar. Estava vazia.
 - Louis! - gritei - Onde está todo mundo?
 - Foram se arrumar, cada um em sua casa ou hotel!
 - Ah!
 O dia se passou normalmente. Eu e Harry fizemos a comida e no fim ficou muito boa. Louis fez milhares de elogios. Um pouco antes de a festa começar, as coisas começaram a chegar e nós começamos a arrumar tudo. Louis estava lindo, de terno e gravata, um verdadeiro príncipe (ironia?). Todos os meninos estavam arrumados, então fui tomar banho para poder ficar pronta. Eu e as meninas fomos nos arrumar juntas. Quando saí do banho elas já estavam vestidas. Camila http://www.polyvore.com/camila/set?id=89653270, Dinah http://www.polyvore.com/sofisticada/set?id=73825470, Ally http://www.polyvore.com/ally/set?id=90016345, Normani http://www.polyvore.com/normani/set?id=90019173, Lauren http://www.polyvore.com/te_amo_lauren/set?id=100204188. As meninas estavam lindas, divando, perfeitas. Como ficar linda também? Arrumei minha roupa na hora e pedi ajuda das meninas. O look final foi esse http://www.polyvore.com/primeiro_beijo_da_kath/set?id=97385220. A noite estava fresquinha. Não estava frio, nem calor. Apesar de ser dezembro e essa época do ano ser bem fria, não estava congelando. Estava bom, melhor do que o dia de ontem.
 Antes de descermos me confessei para as garotas, contei o que estava sentindo por Louis e elas me apoiaram. Disseram que não gostaram de Eleanor e que se eu precisasse de ajuda, elas me ajudariam. Descemos e Eleanor estava assim http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_99/set?id=91779563. Que vaca, estava jogando sujo com aquele decote enorme, muuuuuito enorme. No momento em que ela abraçou Louis muito forte, percebi que tinha perdido todas as minhas chances com ele, então me conformei.
 A festa foi bem legal, tirando o fato de ter acabado a eletricidade da rua por conta da chuva. Íamos cantar os parabéns antes da hora para podermos acender as velas, mas Louis me puxou pelas portas do fundo e entramos em um táxi.
 - Onde estamos indo? - perguntei desesperada.
 - Em um lugar que eu queria te mostrar há um tempo. - ele respondeu sorridente.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013




Believe It

Capítulo 17:

 Não conseguia dizer nada além de "Pai!". O choque de ver meu pai vivo foi enorme, principalmente porque eu não era a única que via. Louis também o via, o que provava que eu não tinha problemas mentais e não precisava ser internada. A pior parte de tudo isso é que alguém estava mentindo pra mim, minha mãe ou meu pai. Mas, quem?
 A mulher se levantou, deu um tapa forte (do meu ponto de vista) na bunda do meu pai e saiu bufando. Louis se sentou na cama e esperou para ver a cena.
 - O que aconteceu? - perguntei para meu pai - Por que você me deixou sob os cuidados daquela cretina? Por que você fez isso comigo? - Dava pra notar a raiva em minha voz. Comecei a empurrar meu pai, falta de respeito, mas a raiva tomou conta de mim - Por culpa sua eu sofri por 15 anos! 15 ANOS! Apanhando das duas cretinas da casa! Sendo privada de ter uma vida normal, por mais que ser princesa não seja uma coisa normal, mas eu podia ter tido amigos, momentos, um namorado, ter ido ao cinema! Coisas normais, que eu nunca presenciei, até dois meses atrás! É tudo culpa sua! Seu... seu... Baixo! Sem caráter!
 Me joguei na cama, ao lado de Louis, e ele me puxou para mais perto. Começou a acariciar meus ombros e a passar as mãos pelo meu cabelo. Eu chorava e gritava, de raiva. Louis não disse nada, mas nem precisava. O simples fato de eu estar no colo dele, sendo acariciada por ele, sentindo suas mãos em mim, seu cheiro, já me fez esquecer do problema principal daquela sala. Por um minuto.
 - É isso que você acha de mim, filha? - perguntou meu pai, cético. - Acho que você só pensa assim porque não sabe o que realmente aconteceu. E presumo que não queira, então, com licença, mas preciso limpar este quarto. - disse, apontando para a porta aberta.
 - O quê? - perguntei enfurecida - Você fica longe da minha vida por 15 anos e, quando eu finalmente descubro que você é um safado que abandonou minha mãe, por mais chata que ela seja, e me abandonou sob maus tratos, e você ainda tem a cara-de-pau de me mandar ir embora do quarto de hotel que eu fiquei hospedada? Sendo que eu só vim aqui pegar minha mala de sapatos...
 Ele andou em minha direção e me levantou pelos braços, me apertando com força e me sacudindo.
 - Eu não vivi todo esse tempo pra uma CRIANÇA - botou bastante ênfase na palavra "criança" - começar a me xingar sem nem saber a verdade! - Suas palavras viraram gritos - Então, vá embora daqui, criança mal criada! - Ele me jogou na cama.
 - Não faz isso com ela, vagabundo! - gritou Louis, partindo pra cima do meu pai. - Você vai se arrepender por todo o mal que fez pra ela e principalmente por essas palavras de agora! Ela não é mais uma criança, já é uma mulher!
 Nesse momento, o primeiro soco foi dado, por Louis. A cabeça de meu pai estava virada e já saía sangue de seu nariz. Um outro soco foi dado e mais sangue jorrou. Comecei a gritar desesperada:
 - Parem! Parem! Pelo amor de Deus, Louis! Você já brigou com o Marcs, não brigue com ele!
 - Não! - disse ele - Ele não vai sair dessa sem o nariz quebrado!
 - Por mais que ele tenha feito mal pra mim, ele é meu... pai!
 Me joguei em cima dos dois e tentei separá-los. Só consegui quando levei um soco na boca e comecei a sangrar.
 Minutos depois, estávamos sentados na cama, eu com gelo na boca, meu pai com gelo no nariz. Louis ficou se desculpando pelo soco, mas fiquei repetindo "Não tem problema, acidentes acontecem!" e ele se sentia muito culpado. Me virei e dei um beijo em seu rosto, comprovando que não estava chateada ou furiosa. Depois que o nariz do meu pai parou de sangrar, ele suspirou bem fundo e disse:
 - Filha, você cresceu bastante, já é uma moça...
 - Hmmm - respondi, torcendo para que minha boca parasse de sangrar para ir logo para o aeroporto.
 - Quer saber o que realmente aconteceu? - ele perguntou e eu assenti com um brilho nos olhos. - Bem, vou tentar resumir. Me lembro de estar passando pelo corredor com você e sua mãe. Eu tinha acabado de descobrir que ela me traía com um dos soldados do palácio, mas estava esperando você dormir para podermos discutir isso. Estávamos quase em nosso quarto, que você deve conhecer como aposento, e alguns caras entraram pela janela, escorregando em cordas. Te tomaram de meus braços e me levaram junto com eles. No esconderijo que fiquei preso, me disseram que por ordem da rainha, eu seria morto. Ela havia descoberto que eu sabia de sua traição e os contratou para me matarem. Como eu era muito inteligente na época, consegui escapar. Mudei de nome, país, aproveitei que sabia falar várias línguas e viajei pelo mundo com o dinheiro que sua mãe pagou para os bandidos. No fim, deixei a barba crescer para não ser reconhecido, comprei uma casinha simples aqui no Rio e comecei a trabalhar como ajudante geral nesse hotel. Uma vida simples, mas muito legal. Eu amo viver aqui e amo uma moça, aquela que estava comigo. Vamos nos casar em breve.
 Demorei alguns segundos para absorver todas as informações. Que minha mãe era má eu sabia, mas não fazia ideia de que ela era uma piranha, que traiu meu pai e o mandou matar. E, ainda por cima, conseguia atuar muito bem, me convenceu, e a todos, de que meu pai realmente foi morto na nossa frente. O que fazia uma pessoa tão cruel a esse ponto?
 Louis percebeu que eu não estava passando bem e me abraçou. Meu pai ficou com os olhos vidrados nos meus, e fiz o mesmo com ele. Depois de algum tempo, consegui me soltar dos braços de Louis e falar alguma coisa.
 - Então, minha mãe é um monstro...
 - Você precisava saber, filha. - disse ele, passando a mão no meu ombro.
 - Mas, por que ela mandou te matar? Simplesmente pra você não se separar? Ela conseguiria um bom salário como prostituta! - Eu dava chutes no ar de raiva.
 - Eu presumo que ela tenha feito isso pra poder governar o reino. - disse meu pai.
 - Uaaau. - disse Louis. - Essa história parece de filmes de drama. Sei que não é o momento, mas preciso interromper o momento da verdade. Precisamos pegar um avião, Kath. E o taxímetro tá rodando. Pega sua mala de sapatos e vamos...
 - A gente se vê algum dia desses, pai? É que eu tenho mesmo que ir...
 - Claro que sim, filha! Promete que vai vir o mais rápido possível?
 - Prometo. - Abracei meu pai e Louis me pegou às pressas.
 Corremos pelo hotel e entramos no táxi. O taxista reclamou da demora, mas nem nos importamos. Louis e eu estávamos no banco de trás, eu no colo dele, chorando de emoção, tristeza, raiva, tudo junto; ele me acariciando. Fiquei preocupada com o horário do voo. Chegamos no aeroporto, pagamos, e encontramos nossos amigos nos esperando, inquietos.
 - Achei que vocês tinham morrido. - disse Dinah. - Pelo amor de Deus, não dava pra atender o celular?
 - Austin estava pensando no pior. - disse Harry - Acho que todos nós estávamos, mas, sei lá, eu achei que vocês tivessem parado pra fazer outra coisa.
 - Harry! - disse Ally. - A Kath é tão inocente que nem faz ideia do que você tá falando. - Inocente? Eu? - Por que não ligaram? Fiquei preocupada!
 - Ela já tava rezando. - disse Liam. - E até postou no Twitter que você e o Louis tinham sumido, Kath. Mas, que bom que voltaram. Vamos, o avião sai em meia hora.

 Chegamos em Londres totalmente cansados. Fiquei hospedada na casa de Louis, já que ajudaria na festa e não queria pagar hotel porque meu dinheiro já estava no fim. Me joguei na cama do quarto de hóspedes e torci para conseguir dormir bastante. 
 Fui acordada por algumas conversas. Me levantei e notei que tinha colocado um pijama um pouco inapropriado para se usar na frente de um garoto/homem http://www.polyvore.com/kath_acordando/set?id=97426933 mas não me importei com Louis, afinal, ele já me viu daquele jeito algumas (muitas) vezes.
 Desci as escadas lentamente e percebi que a voz diferente que tinha ouvido era feminina. Pensei que fosse uma das irmãs de Louis, ou até mesmo sua mãe, mas quando entrei na cozinha meu sangue congelou de nervosismo. Eleanor estava sentada na mesa da cozinha, com um mini short e uma camiseta beeeeeem decotada. Era Londres, dezembro, não tinha ar-condicionado na casa, qual o motivo de ela estar apenas com aquelas duas peças de roupa? Fiquei com vergonha de falar com eles naquele momento e estava voltando para o quarto, mas Louis me chamou e fui obrigada a fazer cara de alegre.
 - Katherine, essa é a Eleanor, mas você já sabia. Els, essa é a Kath. Ela virou minha melhor amiga, Els. Não sei como, já que eu sou muito legal e ela muito chata. - Nós três rimos, mas dava pra notar que eu e Eleanor ríamos forçadas. Ela olhava para mim como se quisesse me matar. - E, sim, ela sabe que nosso namoro não é de verdade. Ela sabe que é mídia por causa dos boatos sobre "Larry".
 - Prazer. - disse eu educadamente, já que eu tinha pelo menos um pingo de educação.
 - Hmm. - Ela apenas fez esse som e foi para a sala de estar.
 - Louis - disse eu - , eu quero saber onde fica o banheiro. Quero tomar banho.
 - Vem comigo!
 Louis me guiou até um banheiro no andar térreo e depois me levou ao andar de cima, para mostrar outro banheiro, Optei por usar o de cima, já que era no mesmo andar do meu quarto, Era bem melhor do que subir as escadas seminua e ter que exibir minhas pernas lindas para Eleanor. Tomei banho, me arrumei de um jeito bem bonito (já que iria sair para arrumar as coisas para a festa) http://www.polyvore.com/leehmoga/set?id=86887354 e desci. Eleanor e Louis estavam assistindo TV. Ver a cena dos dois sentados no mesmo sofá me deu nojo e perdi a fome. Por mais idiota que parecesse, eu sentia ciúmes dos dois juntos. Mesmo com Louis provando que não queria nada com ela e que era praticamente impossível os dois ficarem juntos de verdade. Mesmo ele me provando que nunca tinha a beijado com sentimento, que nunca tinha tocado nela, nunca tinha transado com ela. Eu ainda me sentia mal por ver aquela cena.
 Eles não haviam notado minha presença então tratei de me endireitar, tomar cuidado para não cair na escada (o salto era alto) e me esforcei bastante para não soltar um grunhido de nojo/ódio. Parei na frente dos dois e eles me encararam com uma cara feia.
 - Vou comprar as coisas pra sua festa, Boo. - disse eu, tentando não parecer idiota. - Eu sei que seu aniversário já é amanhã, mas eu queria muito fazer uma festa demais e vou conseguir!
 - Ok. - disse Louis. - Quer que eu vá junto? Se quiser, eu me arrumo bem rápido e nós vamos.
 - Não precisa! - disse Eleanor, interrompendo até mesmo meus pensamentos. - Eu vou com ela, né, Kátia? - Vaca. Queria ter força pra dar um tapa na cara daquela vagabunda.
 - Na verdade, é Kath. - eu disse, tentando manter a calma. - Mas, como nos conhecemos agora, é Katherine pra você, queridinha. - Dei um sorriso sarcástico. - Mas, se quiser me acompanhar, siga-me.
 Abri a porta e andei, sei nem prestar atenção se Eleanor estava me acompanhando ou não. Chegando na esquina, parei um pouco, tinha andado muito rápido e não era fácil se achar. Nesse momento, percebi que ela estava me acompanhando.
 - O que foi? - perguntou ela sarcasticamente. - Seus saltos não aguentaram tanto peso e seus pés começaram a doer? - Sorriu. Mais uma vez, vaca.
 - Não, só estava me recuperando do susto que levei quando vi sua cara de buceta mal lavada. - Sorri, mas me arrependi totalmente daquelas palavras. 
 - Escuta aqui, queridinha. - Ela estava apontando o dedo pra mim, a coisa ia ficar feia se eu não me controlasse. - O Louis tá comigo! Eu sei que é só mídia, mas, mesmo assim, ele vai ser meu e de mais ninguém. Até parece que ele ia desperdiçar uma mulher como eu pra ficar com uma criança feito você. Se enxerga, lacraia de 15 anos.
 - Legal você ter dito isso, já acabou? Tô indo organizar a festa do Louis. Se você não vai me ajudar, volta pra casa dele e tenta conquistar alguém que NUNCA vai ser seu.
 Andei rápido até a confeitaria e quando entrei, olhei para me certificar de que aquela vadia não estava atrás de mim. Pelo jeito ela pensou no que eu disse. Merda! E se ela conseguir mesmo conquistar o cara por quem eu estou apaixonada?

terça-feira, 15 de outubro de 2013



Believe It

Capítulo 16:

 Las Vegas... Um lugar legal para quem tem dinheiro para perder e quer ganhar mais. Fizemos algumas apostas e ganhamos na última rodada.
 Ficamos um mês inteiro viajando de país em país, e a cada país eu tingia meu cabelo de uma cor diferente. Nossa penúltima viagem era para o Brasil. Louis disse que nunca havia ido para lá, mas que dizem que as praias mais bonitas estão lá. Como eu nunca havia ido à praia...
 Me vesti http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_180/set?id=99935532 e fui ao restaurante do hotel pegar algumas coisas para comer. Louis estava se arrumando e terminei de arrumar nossas malas. Estava cada vez mais apaixonada por Louis e queria muito contar, mas não sabia qual seria s reação dele. Às vezes ele me tratava de um jeito que parecia estar apaixonado por mim. Outras vezes ele falava tão bem da Eleanor, por mais que eu soubesse que o namoro deles era mídia. Aquilo me machucava e eu não sabia como agir.
 Louis vestiu uma camiseta listrada e uma calça jeans escura, um tênis branco. Comemos e fomos para o aeroporto. Estava esfriando em Paris, mas eu sabia que no Brasil estaria quente, porque é um país tropical. Encontramos Zayn, Liam, Niall, Harry, Dinah, Normani, Lauren, Ally, Camila e Austin no aeroporto. Milagrosamente conseguimos conciliar as agendas.

***
 Chegamos no Rio de Janeiro e nos hospedamos no Copacabana Palace, um hotel de frente para a praia de Copacabana. Os meninos ficaram de bermuda, mostrando os tanquinhos. Louis me enlouquecendo. Normani, Camila, Dinah, Lauren (respectivamente) http://www.polyvore.com/bffs_beach/set?id=99708789. Ally http://www.polyvore.com/ally_na_praia/set?id=100653706 e eu http://www.polyvore.com/katherine_na_praia_com_os/set?id=97398517.
 A praia ainda estava vazia porque eram 05:30 da manhã, mas já estava claro. O sol ainda não havia aparecido totalmente. Os comércios ainda estavam abrindo. Tudo parecia tão calmo.
 Abri minha bolsa e peguei uma toalha. A estendi no chão e me sentei. Passei protetor solar em quase todo o corpo, menos nas costas.
 - Louis - chamei - Será que você poderia passar protetor solar nas minhas costas?
 - Claro, Kath.
 Louis espalhou protetor em sua mão e começou a esfregar nas minhas costas. Estava me sentindo tão bem com ele passando protetor em mim, aquelas mãos maravilhosamente fortes em minhas costas. Mas foi tão rápido. Me virei e fiquei segurando os braços fortes de Louis e ele ficou me olhando fundo nos olhos. Fiz o mesmo e comecei a me aproximar.
 - Aaaaahhhhh!!!!! Meus ídolos na praia!!!!! - gritou uma garota.
 A garota cortou o clima e correu em nossa direção. Se jogou nos braços de todos, menos nos meus. Já estava agradecendo a Deus por isso, mas ela se jogou nos meus braços e disse:
 - Eu sou sua fã, princesa! Você mostrou que tem coragem pra fugir e não ligar pro que os outros pensam. E eu amei os cabelos!!!! Eu quero tirar foto com vocês, genteeeeeee!!!!!!
 Tiramos algumas fotos com a garota e ela foi embora. O sol começou a aparecer e olhei no relógio que fica na rua. 06:15. A praia começou a lotar e estava ficando um pouco incomodada. Me levantei e entrei na água. Louis correu atrás de mim, enquanto os outros se ocupavam em dar autógrafos e tirar fotos. 
 Pisei na areia molhada e uma sensação ótima me invadiu, algo que eu nunca tinha sentido antes. Fechei meus olhos e senti aquilo, até levar um empurrão de Louis.
 - Eu tava falando com você! - disse ele.
 - Desculpa, eu não tava prestando atenção, tava concentrada em sentir o momento - disse eu, treinando o jeito de falar que Louis me ensinou.
 - Gostei de ver, tá falando do jeito que te ensinei. Mas, então, vai entrar na água ou não? - perguntou Louis impaciente.
 - Vai comigo? - fiz cara de cachorrinho abandonado.
 - Tá.
 Entramos na água lentamente. A água ainda estava gelada por causa do horário e aquilo foi muito bom, pois estava refrescando até mesmo minha mente. Andamos mais e a água já estava batendo na minha cintura. Eu não sabia nadar, mas me arrisquei indo mais fundo ainda e me abaixando no meio da água. A água estava tão clara que dava para enxergar tudo. Me levantei, balançando o cabelo para tirar o excesso de água e Louis parecia preocupado.
 - Tá tudo bem? - perguntei.
 - Tá - ele respondeu - É que eu fiquei com medo de você não voltar. Sabe, você nunca nadou nem nada. Mas quando você saiu foi legal, se alguém tivesse filmada dava pra colocar em câmera lenta pra ficar parecendo as cenas sexy de filmes.
 Começamos a dar risada e a ir mais fundo ainda. A água já batia nos meus ombros e ainda batia na cintura de Louis. Quando não consegui ir mais fundo, voltei, e Louis também. Voltamos para onde os outros estavam, que era um pouquinho mais raso. Ficamos brincando com uma bola gigante e depois saímos para comer alguma coisa. Quando olhei no relógio da rua, já eram 12:37, por isso estávamos morrendo de fome. 
 Andamos bastante para achar um barzinho que não estivesse lotado. Depois de alguns minutos de caminhada, encontramos e nos sentamos rapidamente. Pedimos porções de peixe e camarão, caipirinha, água de coco e sucos. Eu não bebi álcool porque da última vez (em Las Vegas) tive que ser carregada por Louis, desde aquele dia prometi para mim mesma que não beberia álcool até meus 21 anos.
 Voltamos para o hotel para tomar banho. Me vesti o mais confortável possível http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_54/set?id=84831651. Saímos de novo, sem destino. Pegamos metrô, ônibus e fomos parar em vários lugares. Pegamos um ônibus lotado e descemos na parada final. Descobrimos que era lá que se pagava para ir ao Cristo Redentor. Pagamos a van e subimos. O Cristo estava lotado mas conseguimos tirar fotos. Descemos e pegamos o ônibus de volta, depois um metrô e fomos parar no bairro da Lapa, um lugar super divertido, com vários bares e muita música. Entramos em um bar com música ao vivo e Austin subiu no palco para cantar. Foi o dia mais divertido da minha vida. 
 Era quase meia-noite quando decidimos voltar para o hotel. Pegamos um táxi e entramos totalmente cansados no hotel. Todos entraram em seus quartos, menos eu e Louis. Ficamos sentados na recepção, conversando. 
 - Você tava muito linda hoje - disse Louis - Você é linda todo dia, mas na praia, uooooou, garota, tu tava maravilhosa.
 - Valeu - sorri - Mas, você tava lindão também. Mas isso é normal. Foi legal hoje, né?
 - Foi, acho que o melhor dia de todos. - Louis me abraçou - Que bom que entrei nessa aventura com você, pena que tá acabando. Semana que vem a gente vai fazer a última viagem...
 - Pelo menos é pro seu aniversário - sorri e fiz cócegas na barriga de Louis - Eu sei que vou apanhar pra caralho quando chegar no castelo e vou ficar presa pelo menos 5 anos, mas eu me diverti tanto, como nunca tinha me divertido antes. Louis, eu gosto tanto de você.
 - Eu também gosto muito de você, Kath. Tanto, que não vou deixar ninguém te machucar, nem te prender. Você não pode ficar presa de novo.
 - Queria que a vida fosse fácil assim - a felicidade que estava estampada em meu rosto foi embora - Por incrível que pareça, ela foi até fácil demais nesses quase dois meses. Temo pelo que vá acontecer. Mas, eu me diverti de verdade, como antes só acontecia quando eu sonhava... com você e os meninos, e as meninas. - Um silêncio ocupou o espaço por um tempo. - Acho que vou dormir. Boa noite, Louis.
 - Boa noite, Kath. Dorme bem.
***
 Estávamos indo para o aeroporto, na metade do caminho, e precisei parar o táxi porque esqueci minha mala de sapatos. Voltamos para o hotel e perguntei na recepção se tinham achado alguma mala com sapatos. O moço me disse que um dos caras da limpeza havia acabado de entrar no quarto para limpar. Ele permitiu que eu subisse e Louis foi comigo. Estávamos ouvindo barulhos de amassos vindos do quarto que eu me hospedei. Entrei sem bater e vi um casal se pegando no tapete branco ao lado do criado-mudo.
 - Ah, meu Deus, perdão! - disse eu envergonhada - Eu não queria atrapalhar, mas...
 O casal se virou para olhar para Louis e eu, e naquele momento, meu coração disparou. O homem que estava no chão com a mulher era alto, branco, com olhos grandes e verdes, e cabelo ruivo. Tinha a barba malfeita e um ar maltratado. Na hora, gelei. Fiquei mais branca do que já era e fiquei paralisada. As palavras não saíam da minha boca. A mulher, baixinha, negra, com o cabelo alisado, preto, da cor dos olhos, ficou me olhando com desprezo.
 - Tá tudo bem, Kath? Katherine? - disse Louis.
 - Pai? - foi tudo que consegui dizer. Me joguei nos braços de Louis e comecei a chorar.
 - Como assim, Kath? - Louis estava tão confuso quanto a mulher, mas o homem estava parado, me olhando.
 O homem se levantou e me abraçou, chorou junto comigo e só depois de muito tempo me soltou. Ficamos nos olhando por um tempão. Meu pai estava vivo. Mas, como? E aquela história de ele ter sido morto na minha frente, em um ataque dos rebeldes, quando eu era um bebê? O que era tudo aquilo?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sorry pelo capítulo curto. É que eu estava escrevendo, mas na hora de postar, não salvou e sem querer eu apertei o "colar" e colou o link do Polyvore. Ao invés de apertar "desfazer", eu fui burra o suficiente para fechar, então tive que escrever tudo de novo, só que com mais pressa e cortando algumas partes, porque eu precisava fazer outra coisa. Perdão, eu prometo que da próxima vez não serei tão burra.


Believe It

Capítulo 15:

 Eu e Louis esquecemos de levar as chaves. Tocamos a campainha e Marcs veio abrir a porta. Jogou as chaves para Louis fechá-la e as chaves vieram direto em meu rosto. Meu nariz começou a sangrar e nesse instante, Louis voou no pescoço de Marcs. Os dois brigaram no chão, socos para todos os lados. No fim, eu e Marcs sangramos. Marcs foi embora e nos prometeu que não daria nossa localização para ninguém.
 Acordei letárgica e acendi o abajur do lado de minha cama. Reparei que estava usando pijamas mas não me lembrava de ter trocado de roupas. Me virei na cama e dei de cara com Louis. Me assustei e me levantei em um pulo. Louis acordou.
 - Que horas são? - perguntou, ainda sonolento.
 - O que aconteceu aqui? O que você fez comigo? Por que eu estou com as roupas trocadas? - comecei a me esquivar - Louis! O que aconteceu essa noite?
 - Ah, eu vou contar.
 - Conta logo, droga!
 - Merda! Posso falar? Se você não deixar como eu vou contar? Agora, cala a boca e deixa eu contar! Que porra! - Me assustei com o tom de voz de Louis, me sentei na cama e ouvi - Ontem você dormiu no sofá e eu te trouxe pra cama. Aí voltei pro sofá, acabei dormindo. Aí depois acordei com um barulho vindo daqui e quis ver. Cheguei aqui e você tava trocada, com essa roupa aí, e tava descoberta. Aí eu te chamei e você só dizia "Louis, Louis" aí eu deduzi que você tava dormindo e te cobri só que você me puxou pra sua cama e continuava dizendo "Louis, Louis" aí eu esperei até você parar de me chamar pro poder ir pra minha cama só que acabei dormindo. Tá satisfeita? Boa noite!
 Louis saiu enfurecido do quarto e bateu a porta. Me senti idiota por ter desconfiado dele daquele jeito. 
 Estava esperando Louis terminar de se arrumar para comprar algo para comermos. Ele saiu e comprou leite, pão, ovos, óleo e bacon. Enquanto ele fazia o café da manhã, eu assistia o programa de fofocas, falando que eu e Louis éramos amantes.
 Decidimos ir no Central Park e terminamos de comer bem rápido. Fui ao banheiro antes de sair. Sentei na privada e senti uma dor no útero. Cólica. Olhei para minha calcinha e vi uma mancha vermelha. A visita mensal indesejada chegou. Não podia ficar sentada ali, o dia todo, menstruada. Decidi gritar:
 - Aaaaahhhh!! Louis! Não entra no banheiro, mas chega aqui na porta.
 - O que aconteceu? Tá tudo bem? - notava-se o tom de preocupação.
 - Eu preciso que você... vá até meu quarto e cheque TODAS as malas para achar um pacote de absorventes. É estritamente necessário.
 - Certo... Já volto - demorou um pouquinho e voltou - Não achei nada. Quer que eu vá comprar?
 - Sim, por favor!
 - Ok. De qual?
 - Do grande, noturno, duas luas.
 - Certo, volto daqui uns 20 minutos.
Os 20 minutos pareceram uma eternidade. Não é fácil ficar 20 minutos sentada na privada. Louis chegou, bateu na porta, abriu uma brecha e jogou o pacote para mim. Tomei banho e me vesti http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_39/set?id=77106953. Saí do banheiro incomodada.
 - Tá melhor? - ele perguntou.
 - Só vou ficar melhor daqui 5 dias, quando essa merda parar! Ai, que vergonha. Tive que pedir pra você comprar para mim. Obrigada...
 - Ah, mas é normal com todas as mulheres.
 - Não quero saber se é normal ou não! Eu odeio isso!
 - Nossa! Sem grosseria!
 - Ah, calado! Não é você que tem pedaços saindo de dentro de você! Agora vamos logo pra merda do parque.
 - Espero que isso passe logo, se essa for a chamada "TPM" não quero presenciar isso mês que vem.
Ficamos pouquíssimo tempo no Central Park porque pessoas nos reconheceram. Fomos ao salão de beleza mais próximo e fiz mechas coloridas no cabelo. Azuis e verdes, mas a maioria do meu cabelo ainda estava ruivo natural. Fomos ao tatuador que Louis amava e fiz uma cruz na mão direita, igual da Demi Lovato, e uma estrela na mão esquerda. Passamos na pizzaria e levamos a pizza para casa. Compramos algumas cervejas também. No dia seguinte tive uma dor de cabeça infernal, mas valeu a pena.
  Nosso tempo em NY acabou. Próxima parada: Las Vegas!
 Tomei um banho super rápido, já estava atrasada, me vesti http://www.polyvore.com/jesy/set?id=84013438 e fiquei esperando Louis terminar de se vestir enquanto arrumava minhas malas. Ficamos desesperados para pegar o avião e quase o perdemos. Chegando lá, Louis e eu nos sentamos e ficamos conversando.

terça-feira, 1 de outubro de 2013



Believe It

Capítulo 14:

 O que será que Rita estava achando de tudo aquilo? Será que ela teve um ataque cardíaco? Eu nunca me perdoaria. Ela era tudo para mim. Minha protetora, a única pessoa no castelo que eu podia confiar.
 Me levantei e fui para a sala de estar. Marcs estava lá e se assustou com a minha chegada.
 - Princesa, já está acordada, tão cedo?
 - Quase não consegui dormir. - disse eu - Estou com fome. O que vamos comer?
 - Não sei... - Marcs disse e colocou a mão no queixo, pensativo - E se nos arrumarmos para comer algo na padaria?
 - Padaria? Eu nunca fui em uma padaria...
Me senti tão isolada naquele momento. Pobre menina rica. Nunca havia saído do castelo, então era impossível ter ido em uma padaria. Me senti isolada, não por estar sozinha, mas por ser uma garota com tantos recursos e, mesmo assim, sem conhecimento nenhum do planeta, do mundo real, onde as pessoas iam na padaria, no mercado, no cinema, no teatro...
 Louis apareceu na sala de estar. Parecia irritado.
 - Bom dia, Louis - disse eu sorridente.
 - Bom dia, Kath, Marcs. Pelo visto vocês são bons amigos.
 - É, somos sim. - disse Marcs, dando passos à frente, quase confrontando Louis - Por quê? Tem algum problema?
 - Não, nenhum. - disse Louis - E você? Tem algum problema com a nossa amizade? - apontou para mim.
 - Não - disse Marcs.
 - Bom mesmo! - Louis foi para a cozinha.
 Impressão minha ou os dois brigaram por minha atenção? Era uma crise de ciúmes atingindo os dois? Mas era a crise de ciúmes por minha amizade, ou por meu amor?
 - Bem, acho que vou tomar banho - disse eu indo para meu aposento.
 Peguei minhas malas e comecei a arrumar um look. Não fazia ideia de como me vestir como uma garota normal, então arrisquei http://www.polyvore.com/princesa_tentando_ser_uma_garota/set?id=69351916. Tomei um banho rápido. Não molhei meu cabelo. Passei um hidratante corporal e me vesti. Fiz uma trança simples no cabelo e coloquei minha touca. Estava um pouco frio, então peguei o cobertor e me joguei no sofá.
 Quando todos ficaram prontos, saímos em direção à padaria. Algumas pessoas paravam para pedir autógrafos para Louis. Para minha sorte, a touca, o estilo da roupa e o cabelo caindo no rosto, fizeram com que as pessoas não me reconhecessem. Comi "queijo quente" e bebi suco de laranja.
 Corina foi para o aeroporto. Louis, como já estivera em NY antes, foi meu guia. O único problema era que ele chamava muita atenção, e isso me preocupava um pouco. Gastamos dinheiro, e muito, mas meu sonho estava se realizando. Até uma garotinha, que devia ter uns 7 anos, pediu um autógrafo para Louis, e uma foto. Louis deu o autógrafo e o homem que a acompanhava, tirou uma foto dos dois. Antes de ela sair, disse:
 - Hey, papai, essa é a princesa desaparecida que mostrou na TV.
 - É mesmo, é ela mesma - gritou o pai dela - Gente, achamos a princesa desaparecida!
 As pessoas começaram a se aglomerar rapidamente e Louis me puxou pelo braço. Estava me levando para um táxi. Pegamos o táxi e não fomos muito longe. Pagamos e descemos em uma rua qualquer. Corremos, sem destino, e entramos em um beco, ofegantes. Me encostei na parede e Louis ficou na minha frente.
 - Quem diria... A princesa Katherine Tissou Buffon Chevalier Smith vivendo uma vida perigosa.
 - Ui, que vida louca. Hahaha. Eu estou começando a desistir dessa bobagem. Já conheci NY, não preciso conhecer mais nada.
 - Nem vem! Você vai conhecer o mundo. Eu tô de férias, posso te mostrar vários lugares. E você precisa conhecer a Els.
 - Ah... - o que era aquilo? Primeiro ele me disputou e agora me fala da namorada?
 - Hey, eu posso te ajudar a ser mais normal. - disse ele animador - Você só precisa falar um pouco errado e andar com menos postura.
 - E mudar o visual - disse eu mais animada.
 - É, tingir o cabelo de rosa haha.
 - Boa ideia, mas eu prefiro azul.
 - Você tá falando sério?
 - Sim.
 - Não faz isso. Você é tão linda com esse ruivo natural. Não muda...
 - Estou decidida. Vou tingir meu cabelo. Espera, eu sou linda com esse ruivo natural? Como assim? Sério? Louis Tomlinson está me dizendo que sou linda?
 - Ué, não é a verdade?
 Seu rosto começou a se aproximar do meu, sua mão em volta de meu pescoço. Nossas respirações  ofegantes, meu cabelo caindo no rosto. Nossos corpos se aproximando naquele beco estranho de NY. Estava escurecendo e estávamos quase em um beijo. Lembrei de Eleanor, não era certo fazer aquilo com ela. Me desvencilhei rápido e me abanei um pouco.
 - Acho melhor voltarmos para a casa de Corina. Marcs deve estar se sentindo mal por ficar sozinho. - olhei para trás e o chamei.
 - Você e o Marcs... são amigos? Bons amigos? Naquele sentido? - perguntou Louis intrigado.
 - Somos apenas amigos. Mais nada. Agora, por favor, vamos pegar um táxi e voltar.
 Saímos do beco e pegamos um táxi de volta para casa.
 O que estava acontecendo comigo? De um lado, Marcs me deixava confusa. Do outro, Louis me deixava louca a ponto de me fazer entrar em um beco ao anoitecer. Ou será que era apenas a puberdade mexendo com minhas emoções e me fazendo enlouquecer?