quarta-feira, 20 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 25:

  Louis trouxe um pedaço de pizza da noite anterior e um copo de refrigerante. Ficamos conversando por um bom tempo, até que Rita decidiu sair do quarto. Estava chovendo e a eletricidade acabou. Rita ficou fazendo suas tarefas domésticas e deixou a porta do meu quarto aberta. Louis se levantou e a fechou, passou a chave e me jogou na cama.
 - Louis, o que você vai fazer? - perguntei. Meus olhos estavam arregalados e eu estava assustada.
 - Katherine, chegou a hora - ele disse.
 - Não. Eu só vou perder a virgindade depois... Para Louis, para de morder meu pescoço. Você sabe que isso me deixa excitada.
 - Não fala nada, só faz.
  Deixei me levar pela onde de excitação. Louis tirou minha camisola e meu sutiã. Tirei sua camiseta e fiquei acariciando seu tanquinho enquanto ele me olhava profundamente. Voltou a me beijar enquanto acariciava meu seio direito. Estávamos cheios de prazer.
  Tirei sua calça e observei sua cueca. Ele realmente estava excitado. Louis fez uma trilha de beijos desde meu pescoço até minha calcinha. A abocanhou e me fez rir. Mas não foi um riso muito verdadeiro, eu estava tensa. E ele percebeu.
 - Relaxe, Kath. Não vou fazer nada que você não queira. Você tá pronta?
 - Tô.
  Ele tirou minha calcinha com a boca e a jogou em um canto do quarto. Louis colocou um dedo em minha vagina, depois mais um. Eu já estava molhada. Mordia os lábios para abafar os gemidos. Minha respiração estava ofegante e eu já tinha começado a suar. Louis massageou meu clítoris com a língua e eu não estava mais aguentando, quando finalmente deixei um gemido abafado sair. Gemi seu nome mais uma vez, e um pouco mais alto.
Coloquei minha mão na cueca dele e senti seu pênis completamente duro, pulsando dentro da cueca. Ele segurava minhas coxas, tentando me manter parada, mas eu não conseguia parar de me contorcer. Além de prazer, eu sentia cócegas.
Gozei na boca dele e ele me beijou, fazendo eu sentir meu próprio gosto. Já estava começando a entrar no jogo.
  Empurrei Louis e ele ficou de joelhos na cama, enquanto eu ficava de quatro. Abaixei sua cueca e sorri quando vi seu pênis completamente ereto. Enfiei tudo na boca e fiz meu primeiro boquete. Eu sugava, lambia, chupava seu pênis. Quando Louis finalmente gozou, lambi e engoli o gozo, fazendo ele se jogar na cama.
Me levantei rapidamente e peguei uma camisinha na gaveta de camisinhas da Rita. Entreguei para Louis e ele colocou. Me puxou para seu colo e eu sentei devagar. Estava doendo, claro, mas era uma dor boa. Quando seu pênis finalmente estava inteiro dentro de mim, comecei a rebolar e quicar. A dor logo foi passando, deixando apenas o prazer.
  Trocamos de posição, Louis em cima de mim novamente. Ele segurou uma de minhas pernas, para facilitar a passagem de seu membro. Fomos mais rápido, e mais rápido, e mais rápido. Ele enfiava até o fim e depois tirava quase por completo. Eu gemia de reprovação, e ele gostava daquilo. Trocamos mais um beijo e ele agarrou minha cintura, a apertando com força.
 - Vai... mais rápido... awwwnn. - gemi, sem separar nossos lábios.
Louis me pediu para ficar de quatro. Eu estava com medo. Me virei e afundei a cabeça no travesseiro. Incrivelmente, seu pênis duro entrou com facilidade em mim. Soltei um gemido alto e abafado quando as estocadas fortes dele começaram. Louis se apoiou na parede para ir com mais força, e a minha bunda já estava ficando vermelha pelos tapas que ele me dava, conseguia sentir ela queimar um pouco. Com mais algumas estocadas, senti ele gozar, jorrando seu líquido dentro de mim. Louis beijou meu pescoço e caiu ao meu lado. Minhas pernas estavam tremendo e eu, muito cansada. Ele me puxou para perto dele e nós ficamos deitados ali por uns minutos, apenas apreciando o tempo juntos.

***
Rita bateu na porta e eu já havia colocado minha camisola e Louis seu pijama. Abri a porta e ela estava parada e assustada.
 - Eu ouvi! - ela gritou - Você não é mais virgem!
  Rita começou a chorar e não aguentei vê-la daquele jeito. Desci as escadas correndo e Louis foi atrás de mim. Peguei uma maçã e entreguei uma para Louis.
 - Você se arrependeu? - Louis perguntou, uma expressão de culpa.
 - Não, meu amor! - me apressei em dizer. Toquei seu rosto e o acariciei - Não me arrependo de nada, foi o melhor momento da minha vida.
 - Certeza?
 - Absoluta. Agora, acho melhor nós tomarmos banho. A gente tá grudando de suor.
 - Ok, vamos lá.
  Entramos no banho e transamos na banheira. Me vesti http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_213/set?id=101695926 e Louis colocou uma cueca amarela e sua camisa branca que eu tanto amava. Ficamos conversando na cama, evitando Rita.
  Durante a noite, descemos e fomos para o jardim dos fundos, tomando cuidado para não sermos vistos pelos guardas. Nos deitamos na grama úmida e ficamos olhando o céu estrelado pós-chuva. Acabamos dormindo no meio do mato.

domingo, 17 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 24:

  Não conseguia prestar atenção na aula de História, mesmo amando a matéria. Estava totalmente ansiosa para ver Louis. Eu precisava dele. E minha mãe foi burra o suficiente para me deixar no castelo enquanto ela e o resto da família estariam fora. 
  O professor falava, falava, falava, mas eu não conseguia prestar atenção. Por mais que tentasse. What Makes You Beautiful tocou e o professor se levantou, pegou suas coisas e saiu do meu aposento. Rita guardou meus materiais escolares, mesmo sabendo que eu mesma podia ter feito, e se sentou ao meu lado. Apertou minhas mãos dentro das suas e me deu um sorriso amigável.
 - Tá tudo bem, Ritinha? - perguntei.
 - Tudo ótimo! - ela respondeu, com um sorriso maior ainda. - É só que eu fico tão feliz de saber que você está se aproximando da verdadeira felicidade. Eu... - sua voz falhou por um instante, enquanto uma lágrima ameaçou cair de seu olho. - Eu sempre achei você uma criança infeliz e depois uma adolescente infeliz. Ter a família que você tem não faria bem para você, se você não tivesse encontrado o verdadeiro amor.
 - Rita... - minha voz falhou também. - Você esteve aqui o tempo todo. Me fazendo feliz. Você cuidou de mim como se fosse minha verdadeira mãe. E como eu queria que você fosse minha mãe...
  Um silêncio reinou por alguns minutos.
  Um silêncio que estava me consumindo.
  Era raro fazermos aquele silêncio, e estava me consumindo. Como se alguma coisa estivesse errada. 
  E então Rita me abraçou e disse:
 - Eu sou sua mãe, Katherine.
 - Eu sei - disse eu. - Eu te considero minha mãe. Só não saí de você, mas de resto...
 - Você não está entendendo! - Rita me interrompeu. - Eu sou sua mãe. Sua mãe biológica.
  Naquele momento, o muro de resistência que eu havia construído nos últimos meses desmoronou. Saí do abraço e olhei no fundo dos olhos de Rita. O que eu via era culpa.
 - Como assim é minha mãe? - perguntei aos gritos.
 - E-eu queria ter contado, mas a rainha não deixou. 
  Me levantei bruscamente e fiquei andando de um lado para o outro, sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Meus joelhos tremiam e minhas mãos também. Cerrei os punhos e disparei um olhar assassino para Rita.
 - Por que você decidiu contar só agora?! Eu já tenho quase 16 anos! - gritei, cada vez mais alto a cada palavra.
 - Pare de gritar. Sua mãe vai ouvir. Quer dizer, a rainha vai ouvir.
 - Foda-se a rainha! Foda-se esse reino! Foda-se todo mundo! Sai do meu quarto! Agora!
 - Katherine! Que modos são esses?
 - Não quero saber! Saia, agora!
  Rita se levantou e andou em direção à porta. Parou lá e me olhou apenas para ver que eu estava apontando para a porta. Quando ela saiu e trancou a porta, desabei na cama e chorei. Chorei até não poder mais. Chorei por tudo. Chorei por estar presa. Chorei por descobrir que meu pai estava vivo e minha mãe era Rita. A pessoa que eu mais confiei em toda a minha vida traiu minha confiança e tudo que eu conseguia fazer era chorar. 
  De tanta raiva, comecei a puxar meus cabelos, esfregar as mãos no rosto e dar socos na cama. Não adiantou nada porque quando me olhei no espelho vi uma garota com o vestido amassado, maquiagem borrada e cabelo desgrenhado. 
  O problema de chorar por dois motivos é que eu sempre acabo arrumando milhares de motivos para chorar também. Comecei a botar defeitos no meu corpo cheiinho, na minha pele ressecada e manchada, nos meus pés tortos, no meu cabelo embaraçado, nas minhas unhas curtas...
  Entrei no box e liguei o chuveiro. A água quente batia nas minhas costas e aliviava um pouco a tensão. Meus músculos relaxaram e pude me arrumar para a chegada de Louis http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_56/set?id=86108121. Não passei maquiagem e apenas prendi meu coque desarrumado bem no alto.
  Meus familiares entraram no meu quarto para se despedirem e olhei pela janela para me certificar de que eles haviam mesmo ido embora. Rita entrou no quarto pedindo desculpas e eu fingi que tinha aceitado, apenas para botar o plano em prática. Corina, Friedrich e Munfred entraram logo em seguida. 
  Depois de algumas horas, Friedrich saiu para buscar Louis. Já estava escuro, melhor para os funcionários do castelo não perceberem tudo. Enquanto isso, Corina ficou tentando me convencer a trocar de roupa, alegando que a que eu estava usando era muito simples e que meu cabelo estava muito bagunçado. Eu disse que Louis gostava de mim assim, mas ela continuou insistindo. Não cedi e ela desistiu.
  Algumas horas depois Friedrich entrou no quarto. Sozinho. Minha animação passou.
 - Cadê o Louis? - perguntou Corina.
 - Ele não conseguiu entrar no castelo por causa dos guardas - respondeu Friedrich. - Mas eu vim buscar vocês para me ajudarem a despistar os guardas. Louis está naquele jardim que fica nos fundos. Vamos lá?!
 - Vamos - disse Rita animada. - Kath, eu sei que você está triste comigo, mas eu vou te ajudar. Fique aqui e apenas espere.
  Todos desceram e eu fiquei observando pela janela o movimento no jardim dos fundos. Vi Louis e meu rosto se iluminou. Vi quando Corina o pegou pelo braço e começou a correr com ele. Depois ficaram fora da minha visão. Então esperei. Esperei ansiosamente, mas eles não entravam. Comecei a ficar desesperada e então ouvi um barulho de chaves. Corri para a minha cama e sentei formalmente, tentando parecer calma. 
  Louis entrou correndo e me abraçou. Me beijou suavemente e depois calorosamente. Os únicos sons que saíam de nossas bocas eram gemidos. Começamos a rolar pela cama enorme. Uma das mãos de Louis (que não sei dizer qual pela emoção do momento) foi para debaixo do meu vestido, apertando minha coxa, me enchendo de prazer. Uma onda de calor me invadiu quando Louis mordeu minha orelha. Os pelos da minha nuca se eriçaram enquanto Louis mordia de leve meu pescoço. Nos mexíamos como duas minhocas. Estávamos cheios de prazer e saudades.
  Alguém pigarreou e nos tirou do transe. 
 - Eu senti tanto a sua falta, Katherine - disse Louis, me beijando de novo. - Não sei o que aconteceria comigo se eu não pudesse vir aqui hoje. Não aguentava mais de tantas saudades.
 - Eu também não aguentava mais, Louis. A minha vida virou de cabeça para baixo nesses últimos meses e não ter você aqui só piorou a situação.
 - Desculpa, meu amor. Eu nunca mais vou fazer isso. - Louis se desculpou.
 - Não, não. Você não tem que se desculpar por nada. - Coloquei uma mão no rosto de Louis e a outra em sua mão que ainda estava debaixo do meu vestido, tirando-a de lá. - Você precisa trabalhar e eu sou uma prisioneira... Mas o que importa é que agora estamos juntos.
  Olhei para o lado e vi Corina, Friedrich, Rita e Munfred parados na porta. Estavam observando a cena, mas aquilo já estava ficando desconfortável. Eu precisava de um pouco de privacidade com o meu namorado. Afinal, ele era meu namorado e eu não o via há 7 meses.
 - Será que vocês podem sair? - perguntei nada discreta - Eu e Louis queremos um pouquinho de privacidade.
 - Katherine! - esbravejou Rita - Você ainda é uma criança! Não pode fazer essas coisas antes do casamento!
 - Rita! Pelo amor de Deus! Eu não vou fazer isso antes do casamento, mesmo. Pode confiar. Eu só quero conversar com o meu namorado. Nada mais.
  Eles saíram do quarto e Louis se deitou na cama, me puxando para seu lado e se aconchegando em meus braços. Fiquei fazendo cafuné em sua cabeça e ficamos conversando. Contei tudo que havia acontecido comigo, até mesmo que Rita era minha mãe. Depois ele me contou sobre tudo que havia acontecido com ele e os meninos durante a turnê. Louis ficou impressionado com as coisas terríveis que a rainha fez comigo, me trancando daquele jeito e me agredindo. 
 - E se você fugir comigo? - perguntou Louis empolgado.
 - Não posso fugir de novo. Eu não teria pra onde ir. E eu tenho esse povo pra liderar.
 - Você mesma disse que sua mãe falou que você não ia mais morar aqui com 18 anos e que não ia mais governar o reino.
 - Eu sei, mas ela não pode. Se eu sou filha do meu pai, o verdadeiro herdeiro, e da Rita, minha mãe não tem o direito de governar o reino. Sou eu quem deveria estar governando, não ela. Ela não passa de uma mulher idiota que gosta de fazer todos sofrerem.
 - Vem comigo? Por favooooooooooooooooooooor! - Louis apertou meus braços e me sacudiu de um jeito que me fez rir.
 - Eu posso pensar sobre o assunto. Mas só vou se meu pai contar a história publicamente. E como ele não quer se expor, eu não vou. Agora, vamos fazer outra coisa? Não quero mais conversar.
 - Como quiser. - disse Louis com olhar malicioso e tentando tirar meu vestido.
 - Louis! Não era isso que eu queria fazer. Você sabe que eu não vou transar antes do casamento. Eu queria te beijar bastante, e comer alguma coisa. Tô com fome.
 - Ok, vamos descer.
 - Eu não posso... Tenho que ficar aqui. Ordens da rainha.
 - A rainha não tá no castelo, ou tá? Não. Então vamos, tô com fome também.
  Descemos e fomos advertidos por eu estar arriscando demais, mas nos deixaram ficar lá. Comemos pizza de calabresa com muita cebola e subimos de novo. Já era tarde e estávamos com sono. Louis dormiu comigo na minha cama e Rita não saiu do quarto.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 23:

  Acordei com a tempestade que estava lá fora. Olhei no rádio-relógio e ainda eram 03:06. Virei para o lado e vi Rita em sua cama. O abajur do criado-mudo estava acesa e ela lia uma revista. Me levantei e andei para a janela para ver a tempestade. Ventos fortes sopravam e as árvores balançavam. Raios apareciam e trovões me assustavam. Mesmo assim, continuei olhando. Era uma coisa linda de se ver. 
  Sentei na cama de Rita e ela colocou a revista no criado-mudo. Puxou as cobertas e eu me enfiei debaixo delas, abraçando Rita e ficando no quentinho. Já era verão mas era uma noite fria em Vernicas. Os últimos meses estavam muito frios. Não falei nada e Rita também não. Apenas a presença dela me confortava, não era preciso mais nada. Eu gostaria de ser filha dela. De qualquer forma, ela era uma mãe para mim. Eu a amava e ela me amava. Ela cuidou de mim. Ela me deu carinho. Ela era minha mãe.
  Bateram na porta do quarto e corri para a minha cama, sabendo que era minha mãe. Rita se levantou e abriu a porta. Era um dos guardas. Ele entrou e fez uma reverência para mim. Fechou a porta e caminhou até minha cama.
 - O que o Munfred tá fazendo aqui, Rita? - perguntei.
 - Ele é meu namorado. Mas ele não veio por isso. Ele veio te falar uma coisa.
 - Sim, eu vim. - Sua voz era grossa e ele era um cara bonito. - Na próxima semana a rainha estará fora. Ela vai passar a semana inteira fora do reino, vai fazer uma viagem para a Ásia.
 - E...?
 - Eu acho que é a chance de a senhorita conseguir ver seu amado. Eu sei que a senhorita o ama. Rita me contou. Não deixe que o amor de vocês seja atrapalhado por ninguém. O amor é uma coisa tão linda, não deixe que estraguem isso.
 - Eu ainda não entendi... Sou lerda. - Comecei a achar que anos de estudo não funcionaram. - Como o Louis vai conseguir entrar aqui? Tem minha família e os guardas e criados fofoqueiros.
 - É aí que ele ia chegar, Kath. - disse Rita.
 - Sua mãe viajará e sua avó irá com ela. Seus outros parentes estarão na festa de casamento de Summer, representando a família, sua mãe e sua avó. Os guardas irão para protegê-los, apenas alguns ficarão no castelo. Eu serei um deles. Os outros serão meus amigos de confiança. 
 - Mas, e os criados? - perguntei pessimista.
 - Não precisa se preocupar com eles. A rainha estará fora então eles não terão que servir ninguém, já que sua criada é Rita. Se você dispensá-los, eles irão para suas casas e o castelo ficará livre para você e seu amado.
 - Mas... E se Louis não estiver disponível? - Cada vez mais pessimista.
 - Ele estará. Já o comuniquei e ele concordou em vir aqui.
 - Sério? Obrigada, Munfred! - Comecei a dar pulos no colchão e abracei Munfred e Rita. Estava tão feliz.
  Munfred saiu e voltei a olhar a chuva. Estava mais fraca e silenciosa. Eram 04:39 quando decidi deitar. Rita já havia dormido há um tempão, mas eu gostei de ficar absorta em meus pensamentos. Me deitei e continuei acordada por um tempo, lembrando de meu futuro encontro com Louis. Meus dias de chorar estariam no fim.

  Acordei 11:11 e fiz um pedido. Desejei que eu e Louis pudéssemos ser felizes juntos, sem muita interferência das pessoas. Podia parecer coisa de patricinha pensar em um final feliz, mas era isso que eu queria.
  Me levantei e tomei banho. Me vesti http://www.polyvore.com/mulher_moderna/set?id=68945313 e fiquei sentada na cama, esperando Rita chegar com o café da manhã. Meu quarto estava muito quente, o sol batia nas janelas e caminhava até metade do quarto. Abri as janelas grandes e fiquei observando o jardim dos fundos. Ninguém ia lá. O lugar mais bonito do castelo. Com plantas mortas e coisas do tipo.
  Rita entrou e colocou a bandeja na minha cama bagunçada. Dei um abraço nela e bebi o suco de abacaxi com hortelã que eu tanto amava. Não comi o pão porque no calor pão me incomoda. Nos sentamos no carpete e ficamos conversando por um bom tempo. Até que minha mãe entrou no quarto e expulsou Rita de lá. Rita saiu às pressas e minha mãe trancou a porta. Eu não havia feito nada de errado.
 - Você não aprende, não é mesmo? - disse mamãe.
 - O que eu fiz dessa vez? - perguntei com sarcasmo.
 - Quem disse que você podia abrir as janelas? Eu disse que era presa nesse quarto sem nada aberto. Nada de janelas nem portas abertas!
 - Mas tá um forno aqui!
 - Quem linguajar inapropriado para uma princesa! E não quero saber se está calor! Você vai ficar trancada para aprender a nunca me desobedecer! Feche essa janela! Agora!
 - Não. - Isso, Katherine, fique brincando com fogo!
 - Não? Como assim? Você vai me desobedecer outra vez? - Ela andou até mim e me deu um tapa no lado direito do rosto e pegou meu braço. O apertou com força e cravou suas unhas em mim. - Vá fechar as janelas!
  Me levantei e fechei as janelas. Ela saiu logo em seguida e Rita entrou. Rita cuidou de meus machucados no braço e mais chorava do que eu. Enfim mamãe saiu e Rita levou o tablet para nosso quarto. Entrei no Twitter e vi algumas coisas, mas não pude postar nada para não deixar nenhum vestígio de que tinha usado a internet. Liguei para Louis e matei um pouco as saudades.
 - Tô ansioso pra te ver, amor! - ele disse.
 - Eu também! Tô contando os dias, as horas, os minutos, tô contando tudo. Quero que seja especial.
 - Eu também. Não aguento mais ficar longe de você. Foi difícil pra mim ficar longe, e em turnê...
 - Amor, eu queria poder falar tantas coisas, mas não tenho tempo... - Ouvi um barulho vindo lá de baixo. - Amor, ouvi um barulho, deve ser minha mãe. Tenho que desligar. Beijos no seu bundão, tchau. Te amo. - Desliguei.
  Entreguei o tablet para Rita e ela saiu do quarto. Deitei na cama e peguei meu livro O Lado Bom da Vida. Um livro inspirador, mas um dos livros proibidos de Vernicas. Mas ele estava encapado com a capa de Ladrão de Almas. Ótimo jeito de enganar minha mãe. E por falar nela, entrou a "querida".
 - Hum, só queria saber se estava mesmo aqui. Lendo esse livro de novo? Não vai fazer bem para sua mente ler toda vez o mesmo livro. Bom, desde que não saia deste quarto qualquer livro está bom. Até mesmo de Sociologia.
  Ela saiu e continuei minha leitura. (...) a vida não é um filme de censura livre para fazer com que a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida real acaba mal, (...). E a literatura tenta documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com nobreza.
  Fiquei a tarde toda lendo e terminei o livro no mesmo dia. Rita veio se deitar e me trouxe outro livro. Um Dia é um livro que eu sempre quis ler, mas que também era um os livros proibidos de Vernicas. O deixei no meu criado-mudo e me deitei de vestido mesmo. Não fiz questão de trocar de roupa, apenas tirei o tênis. Dormi rapidamente.



Believe It

Capítulo 22:

  As pessoas me olhavam confusas enquanto minha mãe se fazia de desentendida. Eu não estava tão diferente assim.
 - Quem deu permissão para essa garota subir no palanque? - gritou minha mãe para um dos seguranças.
 - Mãe! Sou eu, Katherine. Olha aqui. - Mostrei minha mancha de nascença em formato de uma fatia de pizza. - Posso ter mudado o cabelo, mas ainda sou eu.
 - Filha! - Minha mãe me abraçou bem forte e então sussurrou em meu ouvido: - Onde você estava? Idiota! Eu vou acabar com você! Apenas espere.
  Descemos do palanque e nossos súditos nos aplaudiram. Os paparazzi tiraram muitas fotos e me encheram de perguntas que não fui capaz de entender direito, então continuei subindo com minha mãe.
  Ela me arrastou pelos corredores e me levou para seu quarto. Me jogou em sua cama e abriu um armário grande, logo em seguida um pequeno dentro dele. Ela não disse uma palavra e eu também não falei nada. Já sabia o que aconteceria. Já sabia que minha punição seria dada. Apenas aceitei. Mamãe pegou uma caixa de tamanho médio e tirou a tampa, revelando algumas armas, inclusive armas de fogo. Pegou uma espécie de cinto, um pouco mais grosso, preto e vermelho. Parecia ser de couro, o que tornaria os golpes piores.
 - Consegue ver isso? - ela perguntou.
 - Sim. É meu punimento. - eu disse, sem demonstrar todo o medo que estava sentindo.
 - E você aceita bem? Parabéns, evoluiu bastante. - disse ela com desdém, batendo o cinto na mão para testar e fazendo uma careta de dor.
  Continuei sentada na cama. Ela testou o cinto mais algumas vezes e então foi ao meu lado, abriu meu vestido e me deu a primeira cintada. Doeu bastante, mas então veio outra, e mais outra, e mais  uma, até que viraram muitas e eu já não sentia mais dor. Minha pele se acostumou com a dor e não reclamei nenhuma vez. Senti as lágrimas escorrendo por meu rosto e enxuguei-as.
  Mamãe parou e guardou o cinto, a caixa e fechou os armários. Me olhou dos pés à cabeça e então se encostou na parede. Vesti meu vestido novamente e senti mais lágrimas escorrerem. Ela continuou me olhando por mais um tempo antes de falar. Sua voz estava me corroendo. Aquela maldita voz.
 - Feliz Natal, Katherine. Parabéns, filha. Você conseguiu a liberdade que queria. Mas agora chega! - ela gritou a última frase.
 - Eu só quis saber como era ser feliz...
 - Você é idiota? Qual o seu problema, vadia?! - A voz dela me irritou tanto que fui obrigada a responder.
 - Pelo que eu saiba, não sou a vadia dessa história. Não fui eu que mandei matar o pai da minha filha... - Deixei a frase no ar e saí do quarto.
  Corri para meu quarto morrendo de dores e Rita estava lá. Pedi para que ela fizesse alguns curativos em minhas costas que estavam sangrando. Troquei de roupa http://www.polyvore.com/selena/set?id=89482571 e me dirigi ao Salão Principal. As pessoas ainda estavam lá e os paparazzi também. Pelo que eu estava vendo era um evento. As mesas estavam cheias de comida e bebidas. Haviam várias pessoas lá, mas nenhuma com aparência de pobre. Todas deviam ser da alta sociedade.
  Algumas pessoas me fizeram perguntas sobre onde eu estava, o que eu havia feito, mas não respondi a nenhuma delas. Estava morrendo de dores e quase não aguentava andar. Me lembrei de Louis e me emocionei, mas não chorei. Lutei para não chorar, colocando um canapé inteiro na boca. Uma música lenta começou a tocar e as pessoas começaram a dançar. Andei pelo Salão sem me preocupar muito em esbarrar nas pessoas. Estava tudo tão diferente. Então trombei com um rapaz alto, loiro, com costas largas e ombros musculosos. O rapaz se virou e sorriu para mim. Marcs me abraçou bem apertado, me fazendo gemer de dor por causa das costas machucadas.
 - Como eu senti sua falta! - esbravejou ele, me soltando e olhando no fundo dos meus olhos. - Te machuquei?
 - Você não, mas, você sabe, já recebi parte da minha punição. - disse eu tentando não chorar de dor e lamentação.
 - Eu não entendi, como assim?
 - Vem cá. - 
  Conduzi Marcs pelo Salão e subimos as escadas. Caminhamos o longo corredor e entramos em meu quarto. Ele se sentou em minha cama e contei tudo que aconteceu no quarto da minha mãe. Contei também sobre meu pai e sobre meu namoro com Louis. Ele parecia feliz por mim. Era bom ter alguém para conversar. Ficamos boas horas conversando sobre mim e resolvi que era hora de falarmos sobre outras coisas. 
  Marcs estava no castelo porque firmou um contrato entre seu reino e o meu. Ele mal tinha atingido a maioridade e já estava tomando decisões importantes em nome de seu pai. Summer estava de casamento marcada com um príncipe de um reino asiático. Millena foi demitida porque foi pega por mamãe roubando um garfo da prataria. Bertran morreu quando rolou escada abaixo. E assim foi nossa conversa.
  Mamãe entrou no quarto e se assustou quando viu Marcs deitado ao meu lado na cama, rindo como uma criança.
 - Que pouca vergonha é essa? - gritou ela.
 - Não é pouca vergonha, rainha. - disse Marcs. - Somos apenas dois amigos conversando. Mas, se me permite, tenho que pegar um avião. - Fez uma reverência a nós duas e saiu.
  Mamãe se aproximou de mim e estava prestes a falar alguma coisa, quando Rita entrou no quarto e começou a arrumar as roupas para dormirmos. Mamãe saiu e me senti mal pelo que viria no dia seguinte. Mais coisas ruins. Me vesti http://www.polyvore.com/hora_de_dormir/set?id=84012531 e fui na cozinha beber leite. Voltei para o quarto e dormi. Dormi com vontade de não acordar nunca mais. 
  No dia seguinte, levantei e fui para o Salão das Mulheres. Minhas familiares estavam contentes em me ver, menos minha avó. Ela simplesmente me ignorou. O café da manhã foi estranho, com todos me perguntando sobre os lugares que visitei e as mudanças no cabelo. 
  Levantei e fui ao meu quarto para tomar banho, mas fui impedida por mamãe, que entrou no quarto e trancou a porta.
 - Agora, vamos continuar o que comecei ontem. - disse ela. - Se acalme - Eu estava calma - não vou te machucar mais. Só quero conversar. Por que você fez essa coisa ridícula no cabelo? Por que viajou pelo mundo? Por que me desobedeceu? Sua maldita ingrata! Eu espero que você queime no fogo do inferno por toda a eternidade! Quem manda aqui sou eu! Você não tem o direito de me desobedecer!
 - Mas, e o papai? - perguntei com ceticismo. - Você não vai falar nada sobre ter mandado matá-lo? Eu sei de tudo, encontrei com ele em uma das viagens! Você não presta! Como foi capaz de fazer uma coisa dessas?! Sua... sua... maldita! 
  Nesse momento não me aguentei e me joguei em cima dela. Minhas mãos foram direto em seu cabelo, sem me importar com a falta de respeito. Afinal, ela era minha mãe. Caímos as duas no chão e começamos a nos debater no carpete fofinho. Puxei seus cabelos e ela me deu um tapa no rosto. Arranhei sua bochecha e dei um soco em seu estômago. Levantei e saí correndo, mas ela me alcançou e me puxou de volta para o quarto. Me deu um tapa super forte que fez com que eu caísse e não tivesse mais forças para me levantar.
 - Como ousas? - Ela estava com a respiração acelerada e parecia louca com o cabelo todo bagunçado e a postura errada. - Por isso, a senhorita vai ficar de castigo até seus 18 anos. Com 18 anos a senhorita vai embora desse castelo e não voltará aqui nunca mais! Enquanto isso, fique aqui, neste aposento, trancada! E nunca mais vai sair daqui! - Ela saiu batendo os pés e trancou a porta.
  Não pude evitar as lágrimas e a raiva que me dominavam. Precisava falar com alguém. Precisava de Louis. Precisava de seu amor, seu carinho, seu corpo, seu jeito. Precisava dele!
Me joguei na cama e entrei debaixo das cobertas. Fiquei o dia todo deitada, trancada. E os dias seguintes também foram assim. Sete meses se passaram e eu ainda não tinha notícias de Louis, de nenhum dos meus amigos. Ainda estava trancada naquele quarto e ninguém (além de Rita) tinha permissão para me visitar. De vez em quando minha mãe entrava no quarto para saber se eu realmente estava lá. Já estava ficando angustiada de ficar naquele quarto. Nunca mais usei roupas de princesa, até porque não saí do quarto. Minhas refeições eram controladas e não podia mais acessar a internet. Não saí do quarto. Isso acabou comigo. O que aconteceria comigo nesses anos?

domingo, 10 de novembro de 2013

AVISO IMPORTANTE: Não vou postar o próximo capítulo até alguém comentar alguma coisa. É impossível saber se vocês estão gostando da Fanfic se vocês não comentam. Sendo assim, não vou postar enquanto não tiver pelo menos 1 comentário.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 21:

  Louis se levantou e me deu um beijo na testa. Vestiu uma calça de moletom preta, uma blusa de moletom cinza, um par de tênis brancos e uma touca vermelha. Me deu outro beijo na testa e saiu para comprar nosso café da manhã. Me levantei e peguei minha toalha de banho. Entrei no banheiro e abri a torneira, enchendo a banheira. Enquanto me despia, me olhei no espelho. O reflexo era de uma garota sozinha, que tinha curtido muito na noite anterior, bebido muito e dançado muito. Minhas olheiras estavam horríveis. Meu cabelo estava todo desgrenhado e armado. Minha maquiagem borrada. E mesmo assim eu tinha o homem dos meus sonhos.
  Entrei na banheira e aproveitei para tirar o frio que sentia. Amanheceu nevando, típico de Natal. Estava um dia perfeito para ver filmes, comer pipoca e namorar. Comecei a me lembrar que iria embora em poucas horas e isso fez eu me sentir muito mal. E Louis? Comecei a chorar. Minhas lágrimas se misturavam com a água da banheira.
  Ouvi um barulho vindo da sala de estar e presumi que fosse Louis. Consegui parar de chorar e terminar de me ensaboar e me enxaguei. Me levantei e me sequei. Me embrulhei na toalha e andei até meu quarto, sentindo o choque de temperatura. Me vesti http://www.polyvore.com/inverno/set?id=86886530 pronta para o inverno e desci. 
  Louis já havia arrumado a mesa e estava me esperando para comermos juntos. Dei um longo beijo em sua boca e me sentei ao seu lado. Comemos em silêncio e depois fomos para a sala de estar ver um jogo de futebol. A neve tinha parado de cair quando me levantei e fui arrumar minhas coisas.
  Mal tinha chegado em meu quarto e já estava chorando. De saudades, raiva, pena de mim mesma... Meu choro, antes baixinho, agora estava alto e Louis veio até meu quarto para ver o que tinha acontecido.
 - Tudo bem, meu amor? - ele perguntou enquanto me abraçava.
 - Não! - disse eu aos prantos. - Eu vou embora, e não vai demorar muito. Minha passagem já foi comprada e eu não posso continuar aqui! Eu queria ficar, mas não posso. Por mais que eu sofra nas mãos de minha mãe e minha vó, eu tenho um povo pra liderar. Não posso ficar... Sinto muito.
 - Mas... - Ele parecia triste. - Logo agora que começamos uma relação? - Ele me olhou no fundo dos olhos e consegui sentir a dor dele, o que fez eu me sentir pior. - Eu achei que você fosse desistir de ir depois do que aconteceu. Demorei tanto pra perceber que você era a garota certa e, quando eu finalmente consigo, você vai embora? Isso não é justo.
 - Eu sei que isso não é justo! - gritei.
Minhas lágrimas não paravam de cair e eu não sabia o que fazer. Comecei a andar de um lado para o outro. Louis também começou a chorar, o que me fez chorar ainda mais. Ver um homem chorando daquele jeito me deixava mal. Ver Louis chorando daquele jeito me deixou bem pior. Eu estava acabada e não podia fazer nada. Ninguém podia me impedir de voltar para casa, até porquê eu precisava. Não tinha mais dinheiro para continuar me sustentando em outro país, minha passagem já tinha sido comprada, eu precisava de roupas novas e, por mais que eu reclamasse, sentia saudades da minha família. De todos, inclusive os que me maltratavam. Foi o primeiro Natal que não passei com a família.
  Eu imaginava o que se passava na mente de Louis, quando ele me puxou pela cintura e me deu um beijo daqueles. Nossos corpos estavam colados e comecei a sentir um calor que só conseguia sentir quando Louis estava comigo. Ter que partir e deixar aquilo para trás era muito ruim, uma das piores coisas da vida, mas eu tinha que fazer. Louis se afastou e olhou no fundo dos meus olhos. Sua expressão era indecifrável, parecia confuso e ao mesmo tempo triste. Aquilo estava cortando meu coração. Cheguei mais perto dele e beijei seu pescoço. Precisava fazer um esforcinho e levantar a ponta dos pés. Ele me pegou no colo e entrelacei minhas pernas em sua cintura. Em meio a lágrimas e soluços, tinham nossos beijos calorosos.
  Louis me levou para a cama e começou a tirar minha blusa de frio, depois minha camiseta. Me deixei levar pelo clima e tirei sua blusa de moletom, depois sua camiseta. Beijávamos e gemíamos a cada toque. Eu acariciava seu tanquinho e ele passava suas mãos quentes por todo o meu corpo. Ele dava leves mordidas na minha orelha e aquilo me enlouquecia. Quando ele começou a tirar minha calça, ouvimos um barulho vindo da cozinha. Nos vestimos apressados e corremos para ver o que era. Eleanor estava entrando pela porta dos fundos e sorrindo.
 - Atrapalhei alguma coisa? - disse ela parecendo solidária e culpada. - Me desculpem, eu não queria atrapalhar. É que eu vim devolver a chave, Louis. Toma - esticou o braço e entregou a chave para Louis - e podem continuar, prometo que não vou atrapalhar. Na verdade, eu vou embora. Tchau.
Ela saiu e voltamos para o quarto, mas dessa vez para terminar de arrumar minhas malas.

  No avião a situação piorou. Estava me sentindo abandonada. Só conseguia pensar em Louis e na cara que ele fez quando me deixou no aeroporto com Corina e Friedrich. Eu nunca me perdoaria por ter abandonado a minha vida. Louis era minha vida agora, mas eu precisei deixá-lo. E isso cortava meu coração. Corina estava ao lado de Friedrich enquanto eu ficava presa em meus pensamentos. Acabei dormindo.
  Acordei e pisei no gramado coberto de neve no aeroporto do reino. Peguei minhas malas e Corina e Friedrich me ajudaram. Os guardas me barraram na porta principal alegando que eu não era a princesa. Disseram que era impossível. Então, mostrei minha mancha de nascença na nuca, o que fez eles abrirem a porta. Será que eu tinha mudado tanto assim? Subi até meu aposento e encontrei Rita ajoelhada diante de um altar que não existia antes, rezando em voz baixa.
 - Será que posso interromper? - gritei entrando no aposento.
 - Quem é... Katherine! - Rita correu e jogou seus braços ao meu redor. Minhas malas caíram e ficamos um tempão abraçadas.
 - Sentiu minha falta, Ritinha? - perguntei, me soltando de seus braços.
 - Com certeza! Que susto você nos deu! Achamos que estivesse morta! ONDE A SENHORITA ESTAVA?!
 - Eu estava procurando a felicidade. Fui viver um pouco. Viajei para vários lugares que você nem imagina. Mas, tem uma coisa que você não vai acreditar, mas é verdade.
 - O quê?
 - Eu encontrei meu pai vivo!
 - O quê??!!! - gritou e se jogou na cama. - Me conte essa história direito.
 - Depois, agora vou dormir. Já são 23 e poucos. Amanhã eu te conto tudo. Boa noite, Rita.
  Me joguei na cama e adormeci imediatamente. Acordei apenas no dia seguinte, com Rita me chamando para me arrumar para o pronunciamento público de minha mãe. Ela ainda não sabia que eu havia chegado então seria a ocasião perfeita para fazer a surpresa. Me arrumei http://www.polyvore.com/black/set?id=101686996 e fui ao Salão Principal, onde ocorria o pronunciamento. As câmeras estavam voltadas para minha mãe, que ainda ajeitava o microfone para falar. Então ela começou:
 - Olá, Vernicas! Venho aqui para falar sobre minha filha, Katherine. Ela continua desaparecida, e já não tenho mais esperanças de encontrá-la viva.
 - Mas eu tô viva! - gritei e subi no palco montado no centro do Salão. Todos me encararam com espanto. Mamãe estava com olhos de morte. - Embora meu cabelo esteja azul, ainda sou eu. Só que diferente. Amadureci bastante nesses 2 meses em que fiquei fora. Só estava vivendo! Mas, aprendi muito, e descobri um segredinho seu, mamãe!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013



Believe It

Capítulo 20:

 Todos me olharam como se já soubessem que eu era o motivo da "separação" dos dois. Eleanor me olhou com raiva. Raiva não, ódio. Eu não tinha medo dela, mas tive uma sensação ruim. Ela gritou e jogou seus braços por cima de mim, destruindo o bolo. Grunhi e saí de trás da mesa, me jogando em cima dela. Puxei seus cabelos e dei um tapa em seu rosto, que imediatamente ficou vermelho. Louis começou a xingar alguns palavrões enquanto Harry e Austin tentavam nos separar. As meninas ficaram apenas observando. Louis finalmente se movimentou e me pegou no colo, me colocando atrás dele. Austin pegou Eleanor e a segurou atrás dele.
 - Qual o problema de vocês duas?! - gritou Niall - O que deu em vocês pra estragarem um bolo lindo como esse?
 - Eleanor, qual o seu problema? - disse Louis, exalando irritação - Por que você foi bater na Kath? Todo mundo aqui sabe que nosso namoro era mídia. Todo mundo. Você é idiota? Acho que só quem não sabia eram as meninas.
 - Louis, eu te amo!! - gritou Eleanor - Você merece mais do que ela, você me merece. Pelo amor de Deus! Eu preciso de você! E você precisa de mim! E o contrato foi só...
 - O contrato foi uma merda! - disse Louis - Esse contrato fez com que eu precisasse fingir um namoro com você. E fez eu gastar um dinheirão com você. Comprei todas as roupas e todas as bolsas que você queria então se dê por satisfeita! Agora, vai embora! Não quero mais você na minha casa! Não depois de ter estragado minha festa, meu bolo, e depois de ter batido na minha namorada. Tchau! A saída é por lá! - apontou para a porta da cozinha.
 Por mais que Eleanor me odiasse, principalmente agora, senti pena dela. É horrível ser expulsa de um lugar. E é horrível sofrer por amor, eu sei bem como é isso. Se eu não tivesse torcido o pé continuaria sofrendo. Mas então me lembrei que ela destruiu o bolo que mandei fazer pro meu namorado, que ela acabou com a animação de todos, e que ela deixou uma marca em meu rosto, uma unhada. Então a pena passou.
 Eleanor saiu correndo pela porta da cozinha e  percebi que ela estava chorando. A pena me invadiu de novo e corri atrás dela. Peguei em seu ombro mas ela me empurrou e continuou correndo. Não parei de correr e consegui pará-la.
 - Olha, eu sei que você nunca me tratou bem, mas eu vou pra igreja e lá eu aprendi que tenho que amar meu inimigo.
 - E daí? - ela ficou o tempo todo olhando pro chão molhado. E lá estava eu novamente, tomando chuva.
 - Eu sei como é sofrer. Acredite em mim. Eu vivi durante 15 anos presa em um castelo, sem poder conviver com quase ninguém. Nem todos os funcionários tinham permissão de chegar perto de mim. Minha única amiga era uma das empregadas do castelo, e ela tem 56 anos. Minha mãe e minha avó me odeiam. Eu apanhava por tudo e por nada. Elas queriam que eu fosse perfeita, mas isso é uma coisa que eu nunca serei. Então, se você acha que tá sofrendo, esquece. Eu já sofri muito mais e vou sofrer mais ainda. Então, por favor, não faz eu me sentir mal por ter beijado o cara que você gosta. E não faz eu me sentir pior por amá-lo e por ele me amar.
 - Ele ainda não te ama... - disse ela, secando as lágrimas e me olhando no fundo dos olhos - Mas vai. Eu sei, dá pra sentir. Mas, tudo bem. Espero que vocês sejam felizes juntos. Eu vou voltar pra casa.
 - Quer que eu chame um táxi? - perguntei amigavelmente.
 - Pode ser. Mas só se você for comigo. Não confio em taxistas.
 - Nem eu. Mas se acharmos um táxi tá bom. Já sei, por que você não espera pra alguém te levar depois, já que já é Natal.
 - É mesmo. Feliz Natal! - ela me abraçou, um ato inesperado. Retribuí o abraço.
 Entramos e ela se desculpou com todos pela bagunça. Me desculpei também, mesmo sabendo que não tinha culpa de nada. Uma boa conversa sempre resolve tudo. Desejamos "Um Feliz Natal! Ho ho ho" para todos e depois que todos foram embora, Louis me levou para o seu quarto.
 Tirei meus sapatos e meu vestido, ficando apenas de calcinha e sutiã. Louis estava quase babando. Para sua infelicidade, andei até meu quarto e vesti meu pijama http://www.polyvore.com/dormir_com_louis/set?id=81512103. Voltei para o quarto dele e ele estava deitado na cama, apenas de cueca. Sem querer, meus olhos foram parar em uma leve ondulação na cueca. Desviei o olhar para os olhos de Louis e ele me olhou com malícia. Me deitei na cama ao lado dele e me aconcheguei em seus braços. Havia esfriado bastante, então puxei as cobertas. Fechei meus olhos e relaxei. Ficamos um tempo sem dizer nada, apenas sentindo a presença um do outro. 
 - Foi um dia cansativo. - disse, quebrando o silêncio.
 - É, mas foi divertido. Principalmente o nosso beijo. Você sabia que beija muito bem, gata?
 - Na verdade, não.
 - Você sabia que conseguiu me provocar quando ficou só de calcinha e sutiã? - Mordeu o lábio.
 - Não. Mas você deu azar hoje, milagrosamente eu usei sutiã. - Uma mentira, mas uma ótima provocação.
 - Deixa eu provar um pouco de você?
 Louis subiu em cima de mim e começou a me beijar fervorosamente. Suas mãos percorriam meu corpo. Conseguiu tirar minha camiseta e a deixou no travesseiro. Estava tentando soltar meu sutiã, quando minha consciência voltou e consegui me livrar do tesão.
 - Não, Louis. Eu ainda sou virgem, beijei pela primeira vez hoje. Não quero apressar as coisas. - Peguei minha camiseta e a vesti. - Desculpa, amor, mas você vai ter que esperar. Mais um pouco.
 - Por você eu espero. - Sorriu e me deu um selinho profundo.
 Me deitei novamente em seus braços e caí num sono profundo. É Natal!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013



Believe It

Capítulo 19:

 A chuva tinha parado. O taxista nos deixou em um lugar escuro, apesar de ter iluminação; até mesmo macabro. Eu não estava gostando muito daquilo, estava ficando assustada. O silêncio foi quebrado por um pássaro, um corvo que passou voando acima de nós.
 - Louis? - disse eu. - Onde estamos indo? Você vai me estuprar? Me assassinar? Arrancar meus membros? Me abandonar?
 - Aff, você é problemática... - disse ele com ar distraído.
 - Pode fazer qualquer coisa, menos me abandonar...
 - Você não confia em mim. - Louis parou bruscamente, me segurou pelos braços, uma pegada firme, sem machucar. - Eu te acompanhei esse tempo todo e te dei todas as provas de que você pode confiar em mim, por que essa desconfiança agora?
 - Eu... confio em você, Louis. Só fiquei assustada.
 - Ótimo, então me acompanha antes que eu te mande calar a boca e realmente te abandone.
 - Ai, ai!
 Andamos e rimos o caminho todo. As ruas estavam vazias porque 1: era quase Natal. 2: estava garoando. Andamos bastante até um prédio abandonado. Entrei na frente e Louis segurou minha mão. Subimos até o terraço e andamos até o final de um corredor. Estava escuro e eu estava um pouco assustada, mas não muito, porque Louis estava comigo. Louis tapou meus olhos e me guiou. Quando ele permitiu que eu abrisse os olhos, vi que estávamos bem na beirada do terraço.
 - Aaaaaahhh!!! - gritei. - Quer me matar?
 - Calma, eu tô aqui. É que você disse que gosta de coisas macabras, assustadoras, sombrias, então eu te trouxe aqui. Olha lá embaixo, do jeitinho que você gosta.
 Olhei para baixo e vi um canteiro com plantas mortas, tudo que eu sempre sonhei ver pessoalmente. Era lindo! A chuva parou. Fiquei segurando a mão de Louis o tempo todo, com medo de cair. Dei alguns passos para trás e olhei no fundo dos olhos de Louis. Chegou a hora de dizer toda a verdade.
 Um trovão bem alto interrompeu meus pensamentos. Olhamos para o céu. Xinguei mentalmente e descemos as escadas. Descer era mais rápido do que subir. O celular de Louis fez um barulhinho de "bip" e ele olhou o SMS que tinha acabado de chegar. Era de Eleanor. Dizia: "Cadê você? Faz um tempão que você saiu e a eletricidade voltou! Vem logo pra gente cortar o bolo!"
 Começamos a andar mais rápido com medo de a chuva cair. Não tinha nenhum táxi no ponto, então ficamos esperando. Esperamos 20 minutos e nenhum táxi apareceu. Resolvemos ir andando.
 A chuva começou a cair, primeiro fraca, depois bem forte. Já estávamos ensopados. Começamos a correr bem rápido.
 - Isso é tudo culpa sua! - gritei para Louis conseguir me ouvir através do barulho da chuva.
 - Culpa minha? O que é culpa minha? - ele perguntou confuso.
 - Se você não tivesse inventado de me trazer aqui, nós não estaríamos ensopados, e ainda corro o risco de passar o Natal doente!
 Ele segurou meu braço para me olhar. Fiz um esforço para olhá-lo; a chuva tinha estragado meu penteado, fazendo meu cabelo todo cair no meu rosto. Me desvencilhei de seus braços e comecei a andar. Já estava ensopada mesmo. Torci meu pé e estava caindo. De algum jeito, virei e estava caindo para trás. Mas Louis me segurou, e ficamos olhando um para o outro. Os dois ensopados, ele me segurando de uma forma que me lembra filmes, olho no olho, suas mãos quentes em minhas costas. Nossos rostos se aproximando. Cada vez mais perto. Naquele momento não me importei com nada. Não me importei com o namoro falso de Louis e Eleanor, não me importei com o fato de que no dia seguinte voltaria para o castelo e ficaria trancada mais alguns anos, não me importei para o fato de estar ensopada, não me importei com minha maquiagem borrada escorrendo no meu rosto, não me importei por meu vestido curto ter ficado mais curto ainda, revelando minhas coxas grossas e um pedaço da minha calcinha. Não me importei com nada. Apenas relaxei, fechei meus olhos, e deixei Louis fazer o resto.
 Nossos lábios se tocaram no exato segundo em que o relógio da rua deu sua badalada. Ótimo presente de Natal. Os lábios de Louis estavam tão quentes quanto suas mãos. Começaram fazendo movimentos suaves, depois se agitaram mais. Enquanto me beijava, suas mãos percorriam meu corpo, como se aquele fosse o momento mais importante de nossas vidas. Como se nossas vidas dependessem daquilo. Fomos interrompidos por um carro que passou em um poça e espirrou aquela água suja em nós dois.
 - Filho da puta! - Louis gritou. - Vai dar o cu na esquina, mas não joga água nas pessoas! Vagabundo do caralho!
 - Louis! Ele já foi. - Passei as mãos em seu peito, acariciando-o. - Vamos voltar. Eu preciso trocar de roupa, não aguento ficar ensopada. A sensação é horrível.
 - Tá! Mas só porque é você. - disse e me abraçou.
 Meu pé ainda estava doendo por causa da torção. Estava mancando. Louis percebeu e me pegou no colo. Eu não queria que ele fizesse isso porque tem muitas câmeras espalhadas pela rua e ele não poderia ficar com a imagem manchada, poderia prejudicar a banda; ele me pegou no colo mesmo assim e não me soltou até chegar na porta dos fundos, a porta da cozinha. Ele me colocou no chão e pegou as chaves para abrir a porta. Antes de entrarmos ele me deu um beijo caloroso, mas o empurrei.
 - A gente não pode fazer isso, Louis. E o seu namoro com a Eleanor? Como fica a sua imagem e a da banda?
 - Tomei uma decisão - disse ele misterioso - e você vai gostar, muito.
 Me deu outro beijo, dessa vez mais rápido, e abriu a porta. Todos correram para a cozinha ao ouvirem o barulho e suspiraram aliviados. Louis me carregou até uma cadeira e explicou toda a situação para todos. Menos a parte do beijo. Ele me levou até o banheiro e pediu para que uma das meninas arrumasse outras roupas lindas para eu usar. Ele pegou minha toalha no meu quarto e esperou a banheira encher para sair.
 Me despi e entrei na banheira, me apoiando nos cantos dela por causa do meu pé. Já estava um pouquinho melhor, mas ainda estava doendo. Fiquei me lembrando do beijo. Meu primeiro beijo. O selinho que dei em Marcs foi atuação. Beijo de verdade foi esse. Meu lábio no lábio de Louis, nossas línguas se encontrando, suas mãos em meu corpo...
 Molhei meu cabelo para tirar a água da chuva e peguei uma toalha pequena que estava no cabide para embrulhá-lo. Nem me ensaboei, o banho foi só para dar uma esquentada. Saí da banheira e me embrulhei na toalha que Louis tinha pegado no meu quarto. Saí mancando do banheiro e quando entrei no meu quarto as meninas estavam lá.
 - Gente, podem me dar licença? Preciso me vestir. - disse eu timidamente.
 - Ok. - disse Camila - Mas depois você vai contar pra gente o que aconteceu. Eu sei que faltou alguma coisa na história que Louis contou. E a mãe dele ficou preocupada, você viu a cara dela quando vocês entraram. Mas a gente tá saindo. E, pra sua informação, a Normani que escolheu seu look.
 Saíram e fiquei observando o look que Mani criou http://www.polyvore.com/baladinha_de_anivers%C3%A1rio_do_meu/set?id=88469279. Era perfeito, ótimo pra causar. E Eleanor ficaria babando de inveja. Meu cabelo estava úmido então prendi em um coque alto. Me arrumei e desci. Já estava conseguindo andar normalmente. Sentia umas fisgadas de vez em quando, mas nada que não pudesse suportar. E ainda consegui usar salto alto. Louis já estava pronto.
 - A gente só tava esperando você chegar. - disse Zayn - Por que as mulheres demoram tanto pra se arrumar?
 - Falou o mais vaidoso da banda que demora um século pra arrumar o cabelo! - disse Louis.
 Nos organizamos em volta da mesa. Fiquei do lado de Louis, já que eu comprei o bolo e organizei quase tudo sozinha. Do seu outro lado estavam sua mãe e suas irmãs. Tiraram algumas fotos e me senti intrusa nelas, afinal era um momento bem familiar. O primeiro pedaço de bolo foi para a mãe dele, logicamente.
 - Esse bolo é seu, mãe. - disse ele - E eu quero aproveitar que tá todo mundo olhando pra minha cara pra dar uma notícia. Eu tô terminando com você, Els. Mas ainda podemos ser amigos.
 Todos fizeram um silêncio enorme, Eleanor estava enfurecida, mas as atenções não estavam nela. Estavam em mim.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013



Believe It

Capítulo 18:

 Mandei fazer um bolo parecido com o do aniversário do ano passado, com bonequinho e tudo, mas um pouco maior e mais bonito, modéstia parte. Peguei um táxi e pedi para o taxista me deixar em alguma loja de decoração. Comprei várias coisas para decorar e na hora que estava saindo da loja, os meninos e as meninas entraram.
 - Oi, Kath! - disse Liam me dando beijinhos na bochecha. - Já comprou tudo?
 - Já. - respondi.
 - Então vamos tirar o Louis de casa pra poder arrumar tudo! - disse Lauren. - Ou ele já sabe que vai ter uma festa?
 - Ele já sabe - respondi. - Eu não consegui me segurar, tinha que jogar na cara da Eleanojo.
 - Você tá com ciúmes dela? - perguntou Austin.
 - Vamos arrumar a festa, vou chamar o táxi.
 Chegamos na casa de Louis e ele já estava arrumado. Eleanor estava com aquela mesma roupa idiota e uma bota de salto alto. Começamos a arrumar a casa para a festa e no fim do dia já estava tudo pronto. Pedimos pizza (coisa que eu só havia comido uma vez, com Louis) e acabamos dormindo na sala de estar com a TV ligada. Acordei e olhei no relógio digital, 01:36 da madrugada. Me levantei e olhei em volta, a única luz era a do relógio, mas só ela bastava para ver que estavam todos ali. Tirei meus sapatos e subi a escada silenciosamente. Entrei no meu quarto, tirei o short e o casaco e me joguei na cama. Instintivamente, me levantei e peguei um papel e uma caneta no quarto no fundo do corredor. Escrevi em letras bem grandes e redondas "Feliz aniversário, lindo. Que seu dia seja perfeito. Ass: Katherine ♥" e coloquei na mesinha de cabeceira do quarto de Louis. Voltei para meu quarto e dormi tranquilamente.
 Acordei apressada, com medo de não conseguir encontrar Louis, corri para o banheiro, tomei banho e me arrumei http://www.polyvore.com/dayane/set?id=101696988. Corri até o quarto de Louis e ele não estava mais lá, mas o bilhete estava. Corri escada abaixo e ele estava na cozinha. Com Eleanor. Entrei feliz, estranhamente feliz, dei bom dia, um abraço bem apertado em Louis e um beijo na bochecha direita dele. 
 - Parabéns!!!! Que você tenha muitos anos mais de vida e que encontre a pessoa certa pra passar todos os dias da sua vida. Que se case, tenha filhos e muita felicidade. - Desejei tudo isso na frente de Eleanor sem me importar com as caras feias que ela fez.
 - Muito obrigado, Kath. - disse Louis, sorrindo. - E obrigado pela festa que vai acontecer, obrigado pelo bilhete, obrigado por sua presença... Obrigado por tudo. E, sim, eu já encontrei a pessoa que vai me fazer feliz.
 Eleanor se acendeu como uma vela, estava totalmente feliz, mas sem dizer uma palavra. Eu, pelo contrário dela, me senti um lixo, uma idiota, apenas uma amiga. Mas eu queria mais do que isso, então teria que investir. Mas se ele já tinha escolhido alguém pra ficar, que chances eu tinha? Qual foi a tática que a Eleanor usou pra conquistá-lo em apenas um dia? Ai, que inveja.
 Fui até a geladeira e peguei a caixa de leite, despejei num copo e bebi em dois grandes goles. Limpei o bigode de leite e fui para a sala de estar. Estava vazia.
 - Louis! - gritei - Onde está todo mundo?
 - Foram se arrumar, cada um em sua casa ou hotel!
 - Ah!
 O dia se passou normalmente. Eu e Harry fizemos a comida e no fim ficou muito boa. Louis fez milhares de elogios. Um pouco antes de a festa começar, as coisas começaram a chegar e nós começamos a arrumar tudo. Louis estava lindo, de terno e gravata, um verdadeiro príncipe (ironia?). Todos os meninos estavam arrumados, então fui tomar banho para poder ficar pronta. Eu e as meninas fomos nos arrumar juntas. Quando saí do banho elas já estavam vestidas. Camila http://www.polyvore.com/camila/set?id=89653270, Dinah http://www.polyvore.com/sofisticada/set?id=73825470, Ally http://www.polyvore.com/ally/set?id=90016345, Normani http://www.polyvore.com/normani/set?id=90019173, Lauren http://www.polyvore.com/te_amo_lauren/set?id=100204188. As meninas estavam lindas, divando, perfeitas. Como ficar linda também? Arrumei minha roupa na hora e pedi ajuda das meninas. O look final foi esse http://www.polyvore.com/primeiro_beijo_da_kath/set?id=97385220. A noite estava fresquinha. Não estava frio, nem calor. Apesar de ser dezembro e essa época do ano ser bem fria, não estava congelando. Estava bom, melhor do que o dia de ontem.
 Antes de descermos me confessei para as garotas, contei o que estava sentindo por Louis e elas me apoiaram. Disseram que não gostaram de Eleanor e que se eu precisasse de ajuda, elas me ajudariam. Descemos e Eleanor estava assim http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_99/set?id=91779563. Que vaca, estava jogando sujo com aquele decote enorme, muuuuuito enorme. No momento em que ela abraçou Louis muito forte, percebi que tinha perdido todas as minhas chances com ele, então me conformei.
 A festa foi bem legal, tirando o fato de ter acabado a eletricidade da rua por conta da chuva. Íamos cantar os parabéns antes da hora para podermos acender as velas, mas Louis me puxou pelas portas do fundo e entramos em um táxi.
 - Onde estamos indo? - perguntei desesperada.
 - Em um lugar que eu queria te mostrar há um tempo. - ele respondeu sorridente.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013




Believe It

Capítulo 17:

 Não conseguia dizer nada além de "Pai!". O choque de ver meu pai vivo foi enorme, principalmente porque eu não era a única que via. Louis também o via, o que provava que eu não tinha problemas mentais e não precisava ser internada. A pior parte de tudo isso é que alguém estava mentindo pra mim, minha mãe ou meu pai. Mas, quem?
 A mulher se levantou, deu um tapa forte (do meu ponto de vista) na bunda do meu pai e saiu bufando. Louis se sentou na cama e esperou para ver a cena.
 - O que aconteceu? - perguntei para meu pai - Por que você me deixou sob os cuidados daquela cretina? Por que você fez isso comigo? - Dava pra notar a raiva em minha voz. Comecei a empurrar meu pai, falta de respeito, mas a raiva tomou conta de mim - Por culpa sua eu sofri por 15 anos! 15 ANOS! Apanhando das duas cretinas da casa! Sendo privada de ter uma vida normal, por mais que ser princesa não seja uma coisa normal, mas eu podia ter tido amigos, momentos, um namorado, ter ido ao cinema! Coisas normais, que eu nunca presenciei, até dois meses atrás! É tudo culpa sua! Seu... seu... Baixo! Sem caráter!
 Me joguei na cama, ao lado de Louis, e ele me puxou para mais perto. Começou a acariciar meus ombros e a passar as mãos pelo meu cabelo. Eu chorava e gritava, de raiva. Louis não disse nada, mas nem precisava. O simples fato de eu estar no colo dele, sendo acariciada por ele, sentindo suas mãos em mim, seu cheiro, já me fez esquecer do problema principal daquela sala. Por um minuto.
 - É isso que você acha de mim, filha? - perguntou meu pai, cético. - Acho que você só pensa assim porque não sabe o que realmente aconteceu. E presumo que não queira, então, com licença, mas preciso limpar este quarto. - disse, apontando para a porta aberta.
 - O quê? - perguntei enfurecida - Você fica longe da minha vida por 15 anos e, quando eu finalmente descubro que você é um safado que abandonou minha mãe, por mais chata que ela seja, e me abandonou sob maus tratos, e você ainda tem a cara-de-pau de me mandar ir embora do quarto de hotel que eu fiquei hospedada? Sendo que eu só vim aqui pegar minha mala de sapatos...
 Ele andou em minha direção e me levantou pelos braços, me apertando com força e me sacudindo.
 - Eu não vivi todo esse tempo pra uma CRIANÇA - botou bastante ênfase na palavra "criança" - começar a me xingar sem nem saber a verdade! - Suas palavras viraram gritos - Então, vá embora daqui, criança mal criada! - Ele me jogou na cama.
 - Não faz isso com ela, vagabundo! - gritou Louis, partindo pra cima do meu pai. - Você vai se arrepender por todo o mal que fez pra ela e principalmente por essas palavras de agora! Ela não é mais uma criança, já é uma mulher!
 Nesse momento, o primeiro soco foi dado, por Louis. A cabeça de meu pai estava virada e já saía sangue de seu nariz. Um outro soco foi dado e mais sangue jorrou. Comecei a gritar desesperada:
 - Parem! Parem! Pelo amor de Deus, Louis! Você já brigou com o Marcs, não brigue com ele!
 - Não! - disse ele - Ele não vai sair dessa sem o nariz quebrado!
 - Por mais que ele tenha feito mal pra mim, ele é meu... pai!
 Me joguei em cima dos dois e tentei separá-los. Só consegui quando levei um soco na boca e comecei a sangrar.
 Minutos depois, estávamos sentados na cama, eu com gelo na boca, meu pai com gelo no nariz. Louis ficou se desculpando pelo soco, mas fiquei repetindo "Não tem problema, acidentes acontecem!" e ele se sentia muito culpado. Me virei e dei um beijo em seu rosto, comprovando que não estava chateada ou furiosa. Depois que o nariz do meu pai parou de sangrar, ele suspirou bem fundo e disse:
 - Filha, você cresceu bastante, já é uma moça...
 - Hmmm - respondi, torcendo para que minha boca parasse de sangrar para ir logo para o aeroporto.
 - Quer saber o que realmente aconteceu? - ele perguntou e eu assenti com um brilho nos olhos. - Bem, vou tentar resumir. Me lembro de estar passando pelo corredor com você e sua mãe. Eu tinha acabado de descobrir que ela me traía com um dos soldados do palácio, mas estava esperando você dormir para podermos discutir isso. Estávamos quase em nosso quarto, que você deve conhecer como aposento, e alguns caras entraram pela janela, escorregando em cordas. Te tomaram de meus braços e me levaram junto com eles. No esconderijo que fiquei preso, me disseram que por ordem da rainha, eu seria morto. Ela havia descoberto que eu sabia de sua traição e os contratou para me matarem. Como eu era muito inteligente na época, consegui escapar. Mudei de nome, país, aproveitei que sabia falar várias línguas e viajei pelo mundo com o dinheiro que sua mãe pagou para os bandidos. No fim, deixei a barba crescer para não ser reconhecido, comprei uma casinha simples aqui no Rio e comecei a trabalhar como ajudante geral nesse hotel. Uma vida simples, mas muito legal. Eu amo viver aqui e amo uma moça, aquela que estava comigo. Vamos nos casar em breve.
 Demorei alguns segundos para absorver todas as informações. Que minha mãe era má eu sabia, mas não fazia ideia de que ela era uma piranha, que traiu meu pai e o mandou matar. E, ainda por cima, conseguia atuar muito bem, me convenceu, e a todos, de que meu pai realmente foi morto na nossa frente. O que fazia uma pessoa tão cruel a esse ponto?
 Louis percebeu que eu não estava passando bem e me abraçou. Meu pai ficou com os olhos vidrados nos meus, e fiz o mesmo com ele. Depois de algum tempo, consegui me soltar dos braços de Louis e falar alguma coisa.
 - Então, minha mãe é um monstro...
 - Você precisava saber, filha. - disse ele, passando a mão no meu ombro.
 - Mas, por que ela mandou te matar? Simplesmente pra você não se separar? Ela conseguiria um bom salário como prostituta! - Eu dava chutes no ar de raiva.
 - Eu presumo que ela tenha feito isso pra poder governar o reino. - disse meu pai.
 - Uaaau. - disse Louis. - Essa história parece de filmes de drama. Sei que não é o momento, mas preciso interromper o momento da verdade. Precisamos pegar um avião, Kath. E o taxímetro tá rodando. Pega sua mala de sapatos e vamos...
 - A gente se vê algum dia desses, pai? É que eu tenho mesmo que ir...
 - Claro que sim, filha! Promete que vai vir o mais rápido possível?
 - Prometo. - Abracei meu pai e Louis me pegou às pressas.
 Corremos pelo hotel e entramos no táxi. O taxista reclamou da demora, mas nem nos importamos. Louis e eu estávamos no banco de trás, eu no colo dele, chorando de emoção, tristeza, raiva, tudo junto; ele me acariciando. Fiquei preocupada com o horário do voo. Chegamos no aeroporto, pagamos, e encontramos nossos amigos nos esperando, inquietos.
 - Achei que vocês tinham morrido. - disse Dinah. - Pelo amor de Deus, não dava pra atender o celular?
 - Austin estava pensando no pior. - disse Harry - Acho que todos nós estávamos, mas, sei lá, eu achei que vocês tivessem parado pra fazer outra coisa.
 - Harry! - disse Ally. - A Kath é tão inocente que nem faz ideia do que você tá falando. - Inocente? Eu? - Por que não ligaram? Fiquei preocupada!
 - Ela já tava rezando. - disse Liam. - E até postou no Twitter que você e o Louis tinham sumido, Kath. Mas, que bom que voltaram. Vamos, o avião sai em meia hora.

 Chegamos em Londres totalmente cansados. Fiquei hospedada na casa de Louis, já que ajudaria na festa e não queria pagar hotel porque meu dinheiro já estava no fim. Me joguei na cama do quarto de hóspedes e torci para conseguir dormir bastante. 
 Fui acordada por algumas conversas. Me levantei e notei que tinha colocado um pijama um pouco inapropriado para se usar na frente de um garoto/homem http://www.polyvore.com/kath_acordando/set?id=97426933 mas não me importei com Louis, afinal, ele já me viu daquele jeito algumas (muitas) vezes.
 Desci as escadas lentamente e percebi que a voz diferente que tinha ouvido era feminina. Pensei que fosse uma das irmãs de Louis, ou até mesmo sua mãe, mas quando entrei na cozinha meu sangue congelou de nervosismo. Eleanor estava sentada na mesa da cozinha, com um mini short e uma camiseta beeeeeem decotada. Era Londres, dezembro, não tinha ar-condicionado na casa, qual o motivo de ela estar apenas com aquelas duas peças de roupa? Fiquei com vergonha de falar com eles naquele momento e estava voltando para o quarto, mas Louis me chamou e fui obrigada a fazer cara de alegre.
 - Katherine, essa é a Eleanor, mas você já sabia. Els, essa é a Kath. Ela virou minha melhor amiga, Els. Não sei como, já que eu sou muito legal e ela muito chata. - Nós três rimos, mas dava pra notar que eu e Eleanor ríamos forçadas. Ela olhava para mim como se quisesse me matar. - E, sim, ela sabe que nosso namoro não é de verdade. Ela sabe que é mídia por causa dos boatos sobre "Larry".
 - Prazer. - disse eu educadamente, já que eu tinha pelo menos um pingo de educação.
 - Hmm. - Ela apenas fez esse som e foi para a sala de estar.
 - Louis - disse eu - , eu quero saber onde fica o banheiro. Quero tomar banho.
 - Vem comigo!
 Louis me guiou até um banheiro no andar térreo e depois me levou ao andar de cima, para mostrar outro banheiro, Optei por usar o de cima, já que era no mesmo andar do meu quarto, Era bem melhor do que subir as escadas seminua e ter que exibir minhas pernas lindas para Eleanor. Tomei banho, me arrumei de um jeito bem bonito (já que iria sair para arrumar as coisas para a festa) http://www.polyvore.com/leehmoga/set?id=86887354 e desci. Eleanor e Louis estavam assistindo TV. Ver a cena dos dois sentados no mesmo sofá me deu nojo e perdi a fome. Por mais idiota que parecesse, eu sentia ciúmes dos dois juntos. Mesmo com Louis provando que não queria nada com ela e que era praticamente impossível os dois ficarem juntos de verdade. Mesmo ele me provando que nunca tinha a beijado com sentimento, que nunca tinha tocado nela, nunca tinha transado com ela. Eu ainda me sentia mal por ver aquela cena.
 Eles não haviam notado minha presença então tratei de me endireitar, tomar cuidado para não cair na escada (o salto era alto) e me esforcei bastante para não soltar um grunhido de nojo/ódio. Parei na frente dos dois e eles me encararam com uma cara feia.
 - Vou comprar as coisas pra sua festa, Boo. - disse eu, tentando não parecer idiota. - Eu sei que seu aniversário já é amanhã, mas eu queria muito fazer uma festa demais e vou conseguir!
 - Ok. - disse Louis. - Quer que eu vá junto? Se quiser, eu me arrumo bem rápido e nós vamos.
 - Não precisa! - disse Eleanor, interrompendo até mesmo meus pensamentos. - Eu vou com ela, né, Kátia? - Vaca. Queria ter força pra dar um tapa na cara daquela vagabunda.
 - Na verdade, é Kath. - eu disse, tentando manter a calma. - Mas, como nos conhecemos agora, é Katherine pra você, queridinha. - Dei um sorriso sarcástico. - Mas, se quiser me acompanhar, siga-me.
 Abri a porta e andei, sei nem prestar atenção se Eleanor estava me acompanhando ou não. Chegando na esquina, parei um pouco, tinha andado muito rápido e não era fácil se achar. Nesse momento, percebi que ela estava me acompanhando.
 - O que foi? - perguntou ela sarcasticamente. - Seus saltos não aguentaram tanto peso e seus pés começaram a doer? - Sorriu. Mais uma vez, vaca.
 - Não, só estava me recuperando do susto que levei quando vi sua cara de buceta mal lavada. - Sorri, mas me arrependi totalmente daquelas palavras. 
 - Escuta aqui, queridinha. - Ela estava apontando o dedo pra mim, a coisa ia ficar feia se eu não me controlasse. - O Louis tá comigo! Eu sei que é só mídia, mas, mesmo assim, ele vai ser meu e de mais ninguém. Até parece que ele ia desperdiçar uma mulher como eu pra ficar com uma criança feito você. Se enxerga, lacraia de 15 anos.
 - Legal você ter dito isso, já acabou? Tô indo organizar a festa do Louis. Se você não vai me ajudar, volta pra casa dele e tenta conquistar alguém que NUNCA vai ser seu.
 Andei rápido até a confeitaria e quando entrei, olhei para me certificar de que aquela vadia não estava atrás de mim. Pelo jeito ela pensou no que eu disse. Merda! E se ela conseguir mesmo conquistar o cara por quem eu estou apaixonada?

terça-feira, 15 de outubro de 2013



Believe It

Capítulo 16:

 Las Vegas... Um lugar legal para quem tem dinheiro para perder e quer ganhar mais. Fizemos algumas apostas e ganhamos na última rodada.
 Ficamos um mês inteiro viajando de país em país, e a cada país eu tingia meu cabelo de uma cor diferente. Nossa penúltima viagem era para o Brasil. Louis disse que nunca havia ido para lá, mas que dizem que as praias mais bonitas estão lá. Como eu nunca havia ido à praia...
 Me vesti http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_180/set?id=99935532 e fui ao restaurante do hotel pegar algumas coisas para comer. Louis estava se arrumando e terminei de arrumar nossas malas. Estava cada vez mais apaixonada por Louis e queria muito contar, mas não sabia qual seria s reação dele. Às vezes ele me tratava de um jeito que parecia estar apaixonado por mim. Outras vezes ele falava tão bem da Eleanor, por mais que eu soubesse que o namoro deles era mídia. Aquilo me machucava e eu não sabia como agir.
 Louis vestiu uma camiseta listrada e uma calça jeans escura, um tênis branco. Comemos e fomos para o aeroporto. Estava esfriando em Paris, mas eu sabia que no Brasil estaria quente, porque é um país tropical. Encontramos Zayn, Liam, Niall, Harry, Dinah, Normani, Lauren, Ally, Camila e Austin no aeroporto. Milagrosamente conseguimos conciliar as agendas.

***
 Chegamos no Rio de Janeiro e nos hospedamos no Copacabana Palace, um hotel de frente para a praia de Copacabana. Os meninos ficaram de bermuda, mostrando os tanquinhos. Louis me enlouquecendo. Normani, Camila, Dinah, Lauren (respectivamente) http://www.polyvore.com/bffs_beach/set?id=99708789. Ally http://www.polyvore.com/ally_na_praia/set?id=100653706 e eu http://www.polyvore.com/katherine_na_praia_com_os/set?id=97398517.
 A praia ainda estava vazia porque eram 05:30 da manhã, mas já estava claro. O sol ainda não havia aparecido totalmente. Os comércios ainda estavam abrindo. Tudo parecia tão calmo.
 Abri minha bolsa e peguei uma toalha. A estendi no chão e me sentei. Passei protetor solar em quase todo o corpo, menos nas costas.
 - Louis - chamei - Será que você poderia passar protetor solar nas minhas costas?
 - Claro, Kath.
 Louis espalhou protetor em sua mão e começou a esfregar nas minhas costas. Estava me sentindo tão bem com ele passando protetor em mim, aquelas mãos maravilhosamente fortes em minhas costas. Mas foi tão rápido. Me virei e fiquei segurando os braços fortes de Louis e ele ficou me olhando fundo nos olhos. Fiz o mesmo e comecei a me aproximar.
 - Aaaaahhhhh!!!!! Meus ídolos na praia!!!!! - gritou uma garota.
 A garota cortou o clima e correu em nossa direção. Se jogou nos braços de todos, menos nos meus. Já estava agradecendo a Deus por isso, mas ela se jogou nos meus braços e disse:
 - Eu sou sua fã, princesa! Você mostrou que tem coragem pra fugir e não ligar pro que os outros pensam. E eu amei os cabelos!!!! Eu quero tirar foto com vocês, genteeeeeee!!!!!!
 Tiramos algumas fotos com a garota e ela foi embora. O sol começou a aparecer e olhei no relógio que fica na rua. 06:15. A praia começou a lotar e estava ficando um pouco incomodada. Me levantei e entrei na água. Louis correu atrás de mim, enquanto os outros se ocupavam em dar autógrafos e tirar fotos. 
 Pisei na areia molhada e uma sensação ótima me invadiu, algo que eu nunca tinha sentido antes. Fechei meus olhos e senti aquilo, até levar um empurrão de Louis.
 - Eu tava falando com você! - disse ele.
 - Desculpa, eu não tava prestando atenção, tava concentrada em sentir o momento - disse eu, treinando o jeito de falar que Louis me ensinou.
 - Gostei de ver, tá falando do jeito que te ensinei. Mas, então, vai entrar na água ou não? - perguntou Louis impaciente.
 - Vai comigo? - fiz cara de cachorrinho abandonado.
 - Tá.
 Entramos na água lentamente. A água ainda estava gelada por causa do horário e aquilo foi muito bom, pois estava refrescando até mesmo minha mente. Andamos mais e a água já estava batendo na minha cintura. Eu não sabia nadar, mas me arrisquei indo mais fundo ainda e me abaixando no meio da água. A água estava tão clara que dava para enxergar tudo. Me levantei, balançando o cabelo para tirar o excesso de água e Louis parecia preocupado.
 - Tá tudo bem? - perguntei.
 - Tá - ele respondeu - É que eu fiquei com medo de você não voltar. Sabe, você nunca nadou nem nada. Mas quando você saiu foi legal, se alguém tivesse filmada dava pra colocar em câmera lenta pra ficar parecendo as cenas sexy de filmes.
 Começamos a dar risada e a ir mais fundo ainda. A água já batia nos meus ombros e ainda batia na cintura de Louis. Quando não consegui ir mais fundo, voltei, e Louis também. Voltamos para onde os outros estavam, que era um pouquinho mais raso. Ficamos brincando com uma bola gigante e depois saímos para comer alguma coisa. Quando olhei no relógio da rua, já eram 12:37, por isso estávamos morrendo de fome. 
 Andamos bastante para achar um barzinho que não estivesse lotado. Depois de alguns minutos de caminhada, encontramos e nos sentamos rapidamente. Pedimos porções de peixe e camarão, caipirinha, água de coco e sucos. Eu não bebi álcool porque da última vez (em Las Vegas) tive que ser carregada por Louis, desde aquele dia prometi para mim mesma que não beberia álcool até meus 21 anos.
 Voltamos para o hotel para tomar banho. Me vesti o mais confortável possível http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_54/set?id=84831651. Saímos de novo, sem destino. Pegamos metrô, ônibus e fomos parar em vários lugares. Pegamos um ônibus lotado e descemos na parada final. Descobrimos que era lá que se pagava para ir ao Cristo Redentor. Pagamos a van e subimos. O Cristo estava lotado mas conseguimos tirar fotos. Descemos e pegamos o ônibus de volta, depois um metrô e fomos parar no bairro da Lapa, um lugar super divertido, com vários bares e muita música. Entramos em um bar com música ao vivo e Austin subiu no palco para cantar. Foi o dia mais divertido da minha vida. 
 Era quase meia-noite quando decidimos voltar para o hotel. Pegamos um táxi e entramos totalmente cansados no hotel. Todos entraram em seus quartos, menos eu e Louis. Ficamos sentados na recepção, conversando. 
 - Você tava muito linda hoje - disse Louis - Você é linda todo dia, mas na praia, uooooou, garota, tu tava maravilhosa.
 - Valeu - sorri - Mas, você tava lindão também. Mas isso é normal. Foi legal hoje, né?
 - Foi, acho que o melhor dia de todos. - Louis me abraçou - Que bom que entrei nessa aventura com você, pena que tá acabando. Semana que vem a gente vai fazer a última viagem...
 - Pelo menos é pro seu aniversário - sorri e fiz cócegas na barriga de Louis - Eu sei que vou apanhar pra caralho quando chegar no castelo e vou ficar presa pelo menos 5 anos, mas eu me diverti tanto, como nunca tinha me divertido antes. Louis, eu gosto tanto de você.
 - Eu também gosto muito de você, Kath. Tanto, que não vou deixar ninguém te machucar, nem te prender. Você não pode ficar presa de novo.
 - Queria que a vida fosse fácil assim - a felicidade que estava estampada em meu rosto foi embora - Por incrível que pareça, ela foi até fácil demais nesses quase dois meses. Temo pelo que vá acontecer. Mas, eu me diverti de verdade, como antes só acontecia quando eu sonhava... com você e os meninos, e as meninas. - Um silêncio ocupou o espaço por um tempo. - Acho que vou dormir. Boa noite, Louis.
 - Boa noite, Kath. Dorme bem.
***
 Estávamos indo para o aeroporto, na metade do caminho, e precisei parar o táxi porque esqueci minha mala de sapatos. Voltamos para o hotel e perguntei na recepção se tinham achado alguma mala com sapatos. O moço me disse que um dos caras da limpeza havia acabado de entrar no quarto para limpar. Ele permitiu que eu subisse e Louis foi comigo. Estávamos ouvindo barulhos de amassos vindos do quarto que eu me hospedei. Entrei sem bater e vi um casal se pegando no tapete branco ao lado do criado-mudo.
 - Ah, meu Deus, perdão! - disse eu envergonhada - Eu não queria atrapalhar, mas...
 O casal se virou para olhar para Louis e eu, e naquele momento, meu coração disparou. O homem que estava no chão com a mulher era alto, branco, com olhos grandes e verdes, e cabelo ruivo. Tinha a barba malfeita e um ar maltratado. Na hora, gelei. Fiquei mais branca do que já era e fiquei paralisada. As palavras não saíam da minha boca. A mulher, baixinha, negra, com o cabelo alisado, preto, da cor dos olhos, ficou me olhando com desprezo.
 - Tá tudo bem, Kath? Katherine? - disse Louis.
 - Pai? - foi tudo que consegui dizer. Me joguei nos braços de Louis e comecei a chorar.
 - Como assim, Kath? - Louis estava tão confuso quanto a mulher, mas o homem estava parado, me olhando.
 O homem se levantou e me abraçou, chorou junto comigo e só depois de muito tempo me soltou. Ficamos nos olhando por um tempão. Meu pai estava vivo. Mas, como? E aquela história de ele ter sido morto na minha frente, em um ataque dos rebeldes, quando eu era um bebê? O que era tudo aquilo?