Believe It
Capítulo 8:
Chegando na igreja, meus familiares mais "próximos" estavam lá. Minha mãe olhou para mim de um jeito que fez com que eu quisesse me esconder em qualquer canto. Me dirigi ao banco de sempre e me ajoelhei. Comecei a rezar, me perdoar por meus pensamentos inapropriados, pedir para minha família cobrar menos de mim, agradecer por ter a sorte de ser saudável, ter amigos...
Minha mãe me deu um leve empurrão e disse:
- Vai ficar aí até quando, querida? Você tem que cantar conosco. Venha! - me puxou para cima e me entregou um papel com um cântico.
Estava acompanhando o ritmo e ficamos na missa até o fim. Quando todos saíram, saí junto, só para disfarçar, e depois voltei. Precisava falar com o padre, precisava me confessar. Fui ao confessionário:
- Padre, posso me confessar?
- Claro que pode, Katherine. Em qualquer dia, em qualquer hora. Diga, eu ouvirei.
- Bom, eu conhecia um garoto pela internet. Ele veio ao castelo na noite do baile. Então, eu me apaixonei por ele. Mas ele tem namorada. Só que ele é lindo, musculoso, e me viu seminua. Mas isso aconteceu porque minha avó tinha... Deixa para lá. Pronto, confissão feita!
- Eu te recomendo rezar 10 Pai Nosso e 15 Ave Maria por noite. Você vai superar e não vai mais pensar no que é do próximo. Deus te abençoe!
- Amém, padre! Amém!
Me levantei e saí da igreja, indo direto para o jardim dos fundos. Não tinha ninguém lá, só Louis. Ele estava de costas para mim, olhando para o nada. Andei em sua direção e o assustei dando um grito e o empurrando. Ele deu um pulo e olhou para mim, sorrindo. Aquele sorriso...
- Pronto, estamos quites - disse eu brincalhona.
- Tudo bem, é guerra que você quer, é guerra que você vai ter - disse Louis, fazendo uma pose de supervilão.
- Onde estão os outros?
- Lá dentro. Eles me chamaram pra ir também mas eu preferi ficar sozinho...
- Certo. Vou entrar, assim você pode desfrutar seu tempo sozinho.
- Não é isso - segurou minha mão - É que eu tô um pouco confuso.
- Sobre...?
- Acho que vou terminar com a Eleanor.
Quando Louis disse isso, meu coração se encheu de alegria, ficou disparado, minhas mãos começaram a suar. Me esforcei para não deixar um sorriso aparecer em meu rosto. Louis olhou para o chão e automaticamente soltou minha mão (talvez porque elas estavam suando). Se virou para o nada outra vez e não disse mais nada.
Como eu não podia conter minha felicidade, dei um tapinha em suas costas e andei lentamente até o interior do castelo. Achei as garotas andando pelo castelo, no corredor do aposento de minha mãe. Corri até elas e disse:
- Vocês não podem ficar aqui! Nem eu posso! Venham comigo!
As levei para outro corredor, entramos no Salão de Provas e contei tudo sobre aquele corredor. Segundo minha mãe, foi naquele corredor que meu pai foi morto. Na minha frente, e na frente dela. O aposento dela, que na época também era meu, foi atacado pelos rebeldes. Minha mãe não gostava quando as pessoas passavam por aquele corredor porque ela ainda tinha medo. Era mais do que medo, era um trauma. Por isso, só ela e os empregados tinham autorização de passar por aquele corredor.
Também tem outra parte da história, mas não contei. Era um segredo muito secreto.
Saímos do Salão de Provas e ficamos andando pelo castelo. Fiquei mostrando para elas todas as partes divertidas do castelo (que não eram muitas) e ficamos na Sala de Boliche. Jogamos por um longo tempo.
Estava muito cansada quando decidi tomar um banho para relaxar e jantar. Depois do jantar fiquei no aposento de Normani, junto com as meninas, para conversar. Até minha mãe chegar e estragar a minha felicidade.
- Katherine, vá para seu aposento. Agora! - apontou para a porta - Amanhã conversaremos sobre algumas coisinhas. Eu já deveria ter discutido essas coisas com você, mas estou tão ocupada que acabei me esquecendo. O que está fazendo sentada nessa cama? Vá para seu aposento!
Me levantei e mandei um beijo no ar para as garotas, passei por minha mãe sem olhá-la e fui para meu aposento. Louis estava me esperando na frente de meu aposento.
- Demorou. - disse ele - Eu queria conversar com você. Podemos?
- Claro - respondi alegremente - Entre.
Louis entrou em meu aposento e entrei logo atrás dele. Voltei para o corredor para me certificar de que ninguém estaria nos observando. Entrei e tranquei a porta.
- Fale baixo! - cochichei - Não queremos ser pegos por minha mãe de novo. Ou por minha avó. Por ela seria bem pior.
- Tudo bem, mas acho que para ela não desconfiar é melhor apagar as luzes...

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