Believe It
Capítulo 27:
Todos tem atitudes idiotas, eu principalmente. Agora, eu não sei quem foi mais infantil: Louis ou eu. Eu realmente acho que Louis não liga pra essas coisas românticas, mas será que eu exagerei? Será que foi esse o motivo de ele ter ido embora? Eu adoraria saber.
Rita apareceu correndo no jardim e quase me matou de susto quando gritou para que eu descesse de cima do muro. Não podia nem ler mais que já chegava alguém pra atrapalhar. Desci, relutantemente, do muro e entrei pela porta da cozinha. Fiquei prestando atenção no trabalho dos empregados. Era bom ter o que fazer.
- Quando meus parentes voltam, Rita? - perguntei.
- Minha querida, eles voltam semana que vem. Por quê?
Rita parou de descascar as batatas para me observar. Tentei não dar sinal algum de minhas verdadeiras intenções. O que eu realmente queria era fugir, de novo.
- Nada. - respondi e subi para meus aposentos.
Tranquei a porta e troquei de roupa http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_267/set?id=105865777. Peguei uma bolsa e coloquei algumas roupas, uns sapatos e dinheiro. Muito dinheiro. Destranquei a porta e observei. Não havia ninguém no corredor, nem nas escadas, nem no Salão Principal. Desci as escadas correndo, tomando cuidado para não fazer muito barulho. Passei pela porta da frente e não vi nenhum guarda. Cori o máximo que pude, até chegar no muro, para depois pulá-lo. Fui até o aeroporto e pedi sigilo a Friedrich. Seguimos para o Brasil.
***
Desembarquei no Rio de Janeiro e peguei um táxi em direção ao Copacabana Palace. Perguntei por papai na recepção e me indicaram o quarto 315. Subi até lá e bati na porta. Nada. Bati mais uma vez e pude ouvir um barulho de coisas se mexendo. Então ouvi passos. A mesma mulher da outra vez abriu a porta e fez uma cara estranha pra mim. Ela usava um roupão branco que chegava ao chão. Chamou meu pai e ele levantou do sofá onde estava, só de cueca.
- Kath! - papai disse ao chegar na porta e me dar um abraço apertado. - Como foi que chegou aqui? O que aconteceu? Como você escapou da sua "mãe"? Você tá bem? Aconteceu alguma coisa? Entra. - Papai me empurrou pra dentro e continuou falando - Você tá com fome? Tem alguns doces aqui. Duvido que sua "mãe" deixe você comer doces. Ela tá te tratando bem ou continua te tratando mal? Ela ainda te bate? Ela sabe que você tá aqui?
- Pai! - o interrompi - Posso falar?
- Perdão. Pode sim, só se você sentar.
- Certo. - Me sentei e comecei a falar - Eu fugi do castelo enquanto a família real estava fora, ninguém me viu, só Friedrich, mas eu posso confiar nele. Eu não aguento mais viver isolada, pai. Depois que eu conheci alguns lugares desse mundo enorme, me encantei. Duvido que eu consiga parar. Não consigo ficar presa. Pai, eu vi coisas horríveis. Consegui escapar ontem e vi o estado em que o reino se encontra. Está em péssimas condições. Eu fui perseguida por pessoas que acharam que a culpa era minha.
- Espera, fala um pouco mais devagar. - Papai tentava me acalmar, mas era impossível. - Querida, faz um chá calmante pra minha filha. Por favor.
- Claro, meu bem. - a mulher disse, e pela primeira vez ouvi sua voz maravilhosa.
- Pai, por favor. Eu não preciso me acalmar, eu preciso ser uma pessoa normal. Eu quero vir morar com você, e trabalhar também.
- O quê??!!! - Papai gritou - Como assim? Isso seria tão legal! Sério que você quer morar comigo?
- Sim, eu preciso ser normal, pai.
- Ok. Eu vou te matricular em uma escola amanhã mesmo.
- Obrigada, papai. Te amo.
Nos abraçamos e joguei minha mala no chão. A mulher que eu ainda não sabia o nome me entregou uma xícara de chá de camomila e outra para papai. Se sentou em seu colo e ficou me observando.
- Ah, que falta de educação a minha. Sou Katherine Tissou Buffon Chevalier Smith, princesa de Vernicas. Mas pode me chamar de Kath. E você é...? - Estendi a mão para a mulher.
- Meu nome é Ana Cláudia Morales, mas pode me chamar de Cláudia, a maioria das pessoas me chama assim. - Ela pegou na minha mão e me puxou para um abraço caloroso.
- Já que todos te chamam de Cláudia, vou te chamar de Ana. - eu disse - Prefiro não fazer o que todos fazem.
- Igualzinha ao pai. - Ana disse.
Rimos e tomamos o chá, os três ao mesmo tempo.
Me acomodei em uma das camas da suíte e joguei minhas coisas debaixo da cama. Minha vida de verdade estava só começando.

Omj ate que emfim ela foi viver a vida dela tinha que fugir mesmo dessa mae maldosa dele antes que ela chegasse ufa...
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